ALCOÓLICOS ANÔNIMOS é uma irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências, for ças e esperanças, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo. O único requisito para se tornar membro é o desejo de parar de beber. Para ser membro de A.A. não há taxas ou mensalidades; somos auto-suficientes, graças às nossas próprias contribuições.

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Reflexões Diárias

 

25 de Abril

ENTRANDO NUMA NOVA DIMENSÃO

Nos últimos estágios de nosso alcoolismo ativo, a vontade de resistir já não existe. Portanto, quando admitimos a derrota total e quando nos tornamos inteiramente dispostos a tentar os princípios de A. A., nossa obsessão desaparece e entramos numa nova dimensão - a liberdade sob a vontade de Deus, como nós O concebemos.

NA OPINIÃO DE BILL, p. 283

 

 

Sou feliz por estar entre aqueles que tiveram esta impressionante transformação de suas vidas. Quando entrei pelas portas de A. A., sozinho e desesperado, estava vencido e disposto a acreditar em qualquer coisa que ouvisse. Uma das coisas que ouvi foi: “Esta pode ser sua última ressaca, ou você pode continuar dando voltas e mais voltas.”

O homem que disse isto estava muito melhor do que eu, obviamente. Gostei da idéia de admitir minha derrota e, desde então estou sempre livre! Meu coração ouviu o que minha mente não podia ouvir: “Ser impotente perante o álcool não é muito.” Estou livre e sou grato!

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 124

24 de Abril

APRENDENDO A NOS AMAR

O alcoolismo significava solidão, embora estivéssemos cercados de pessoas que nos amavam... procuramos encontrar a segurança emocional dominando ou fazendo-nos dependentes dos outros... Ainda procuramos inutilmente obter segurança, através de alguma classe de dominação ou de dependência.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 252

 

Quando fiz meu inventário pessoal, descobri que tinha relacionamentos doentios com muitas pessoas na minha vida; meus amigos e minha família, por exemplo. Eu sempre me sentia isolado e solitário. Bebia para entorpecer a dor emocional.

Foi permanecendo sóbrio, tendo um bom padrinho e praticando os Doze Passos, que fui capaz de levantar minha baixa auto-estima. Primeiro os Doze Passos me ensinaram a ser meu próprio melhor amigo e então, quando fui capaz de amar a mim mesmo, pude alcançar e amar os outros.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 123

23 de Abril

A. A. NÃO É UM REMÉDIO PARA TODOS OS MALES

Seria falso orgulho acreditar-se que Alcoólicos Anônimos é um remédio para todos os males, mesmo para o alcoolismo.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 285

 

Nos meus primeiros anos de sobriedade estava cheio de orgulho, pensando, que A. A. era a única fonte de tratamento para uma vida boa e feliz. A. A. era certamente o ingrediente básico para minha sobriedade e, mesmo hoje, com cerca de doze anos de recuperação, estou muito envolvido em reuniões, apadrinhamento e serviço. Durante os quatro primeiros anos de minha recuperação, achei necessário procurar ajuda profissional porque minha saúde emocional estava precária. Existem aquelas pessoas que também encontraram sobriedade e felicidade em outras organizações. A. A. me ensinou que tinha a opção de fazer tudo o que fosse necessário para enriquecer minha sobriedade. A. A. pode não ser um remédio para todos os males, mas é o centro de minha vida sóbria.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 122

22 de Abril

SOLO NOVO... RAÍZES NOVAS

Tenho excelentes razões para saber como os momentos de percepção podem construir uma vida inteira de serenidade espiritual. As raízes da realidade, suplantando as ervas daninhas neuróticas, vão promover uma base firme, apesar do furacão das forças que nos destruiriam ou que poderíamos utilizar para destruirmos a nós mesmos.

NA OPINIÃO DE BILL, p. 173

 

Vim para A. A. verde – um arbusto trêmulo com as raízes expostas. Foi por sobrevivência, mas foi um começo. Estiquei-me, desenvolvi-me, retorci-me, mas com a ajuda dos outros, e no seu devido tempo meu espírito brotou de suas raízes. Estava livre. Eu agia, murchava, refletia, rezava, reagia e, iluminado repentinamente voltei a entender. Das minhas raízes os braços do espírito se alongavam em rebentos, fortes e verdes se estendendo em direção ao céu.

Aqui na terra, Deus, incondicionalmente, continua o legado do amor maior. Minha vida em A. A. colocou-me “sobre um novo terreno... onde se agarravam fortemente minhas raízes.” (Alcoólicos Anônimos. p. 35).

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 121

21 de Abril

CULTIVANDO A FÉ

Não penso que podemos fazer alguma coisa muito bem neste mundo, a não ser que nós a pratiquemos. E não acredito que nós façamos bem o programa de A. A. a não ser que pratiquemos.
Devemos praticar... adquirir o espírito de serviço. Devemos tentar adquirir alguma fé, o que não é fácil fazer, especialmente para a pessoa que tem sido sempre muito materialista, seguindo o modelo da sociedade atual. Porém penso que a fé pode ser, mesmo que lentamente, adquirida; ela precisa ser cultivada. Não foi fácil para mim e, suponho que é difícil para qualquer um...

DR. BOB E OS BONS VETERANOS, p. 307 E 308

 

Muitas vezes o medo é a força que me impede de adquirir e cultivar o poder da fé. O medo bloqueia minha apreciação de beleza, tolerância, perdão, serviço e serenidade.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 120

20 de Abril

AUTO-EXAME

... pedimos que Deus dirija nossos pensamentos, e especialmente que sejam divorciados de auto-piedade, da desonestidade do egoísmo.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 105

 

Quando dita sinceramente, esta oração me ensina a ser realmente altruísta e humilde, pois, mesmo quando fazia boas ações, muitas vezes procurava aprovação e glória para mim mesmo.

Examinando meus motivos em tudo que faço, posso prestar serviço a Deus e aos outros, ajudando-os a fazer o que eles desejam fazer. Quando coloco Deus responsável por meu pensamento, muitas preocupações desnecessárias são eliminadas e acredito que Ele me guia durante o transcurso do dia.

Quando elimino pensamentos de auto-piedade, desonestidade e de egocentrismo, encontro paz com Deus, com meus semelhantes e comigo mesmo.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 119

19 de Abril

IRMÃOS EM NOSSOS DEFEITOS

Nós, alcoólicos recuperados, não somos tão irmãos nas virtudes como somos em nossos defeitos e em nossas lutas comuns para vencê-los.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 167

 

A identificação que um alcoólico tem com outro é misteriosa, espiritual – quase incompreensível. Mas ela existe. Eu a “sinto”. Hoje, sinto que posso ajudar as pessoas e que elas podem me ajudar.

É um sentimento novo e estimulante para mim, preocupar-me por alguém; importar-me do que eles estão sentindo, esperando, rezando; saber de suas tristezas, de suas alegrias, de seus pesares, de suas dores; desejar compartilhar estes sentimentos para que alguém possa ter alívio. Nunca soube como fazer isto – ou como tentar fazê-lo. Nunca nem sequer me preocupei. A irmandade de A. A. e Deus estão me ensinando a preocupar-me dos outros.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 118

18 de Abril

HONESTIDADE PRÓPRIA

A decepção dos outros está quase sempre enraizada na decepção de nós mesmos... Quando somos honestos com uma outra pessoa, isso confirma que temos sido honestos conosco e com Deus.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 17

 

Quando eu bebia, enganava a mim mesmo sobre a realidade, corrigindo-a para que fosse como eu queria. Enganar os outros é um defeito de caráter – mesmo exagerando um pouco a verdade ou retificando os meus motivos para que os outros pensem bem de mim. Meu Poder Superior pode remover este defeito de caráter, mas primeiro tenho que ajudar a tornar-me disposto a receber essa ajuda, não enganando mais ninguém. Preciso lembrar-me todo dia que ao enganar a mim mesmo estou me predispondo ao fracasso ou ao desapontamento na vida e em Alcoólicos Anônimos. Um íntimo e honesto relacionamento com um Poder Superior é a única base sólida que encontrei para ser honesto comigo e com os outros.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 117

17 de Abril

AMOR E MEDO COMO OPOSTOS

Todas estas falhas geram o medo, uma doença da alma em si.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 42

 

“O medo bate à porta; a fé atende; nada estava ali.”

Não sei a quem esta citação deva ser atribuída, mas ela certamente indica muito claramente que o medo é uma ilusão.

Eu mesmo crio a ilusão.

Em minha juventude eu experimentei o medo e erradamente pensava que sua  mera presença fazia de mim um covarde.

Não sabia que uma das definições de “coragem” é a “disposição de fazer as coisas certas apesar do medo.” “Coragem”, portanto, não é necessariamente a ausência do medo.

Durante as horas em que eu não tinha amor na minha vida, com certeza tinha medo. Ter medo de Deus é ter medo da alegria. Olhando para trás, percebo que durante as horas em que mais temia a Deus, não havia alegria em minha vida. Quando aprendi a não temer a Deus, também aprendi a experimentar a alegria.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 116

16 de Abril

IRA: UM “LUXO DUVIDOSO”

Se quiséssemos viver, era preciso livrar-nos da ira. A zanga e os acessos violentos de loucura não eram para nós. Poderá ser um luxo duvidoso para os homens normais, mas para os alcoólicos estas coisas são venenos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 87

 

“Luxo duvidoso”. Quantas vezes tenho me lembrado destas palavras. Não é apenas a raiva que é melhor deixar com os não-alcoólicos; fiz uma lista que inclui ressentimento justificável, auto-piedade, auto-julgamento, farisaísmo, falso orgulho e falsa humildade. Sou sempre surpreendido ao ler a citação real, Os princípios do programa foram martelados tão bem em mim que continuo pensando que todos estes defeitos estão marcados também.
Dou graças a Deus que eu não possa me dar ao luxo de tê-los – ou eu, seguramente, me entregaria a eles.   
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 115

15 de Abril

A ESCRAVIDÃO DOS RESSENTIMENTOS

... esse negócio de ressentimento é infinitamente grave, porque quando estamos abrigando estes sentimentos nos afastamos da luz do espírito.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 5

 

Foi dito “Raiva é um luxo ao qual não posso me permitir”.

Sugere isto que eu ignore esta emoção humana? Acredito que não. Antes de conhecer o programa de A. A., eu era um escravo dos moldes de comportamento do alcoolismo. Estava acorrentado à negatividade, sem esperança de soltar-me.

Os Passos me ofereceram uma alternativa. O Quarto Passo é o início do final da minha escravidão. O Processo de “soltar-se” começa com um inventário. Não preciso ficar assustado, porque os Passos anteriores me garantem que não estou sozinho. Meu Poder superior me guia até esta porta e me dá a dádiva da escolha. Hoje posso escolher abrir a porta para a liberdade e alegrar-me na luz dos Passos. Uma vez que purificam o espírito dentro de mim.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 114

14 de Abril

O PRINCIPAL CULPADO

O ressentimento é o principal culpado. Destrói mais alcoólicos do que qualquer outra coisa. Dele nasce toda forma de doença espiritual, pois somos doentes não só fisicamente e mentalmente mas também espiritualmente.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 85

 

Quando me olho praticando o Quarto Passo, é fácil achar desculpas para os erros que fiz, porque posso vê-los facilmente como uma questão de “desforra” de um erro feito contra mim. Se continuo a reviver minha velha dor, isto é um ressentimento, e ressentimentos bloqueiam a luz do sol para minha alma. Se continuo a reviver dores e ódios, irei machucar e odiar a mim mesmo. Após anos na escuridão dos ressentimentos, encontrei a luz do sol. Devo libertar-me dos ressentimentos, não posso me permitir o luxo de conservá-los.

 REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 113

13 de Abril

O FALSO CONFORTO DA AUTO-PIEDADE

A auto-piedade é um dos mais infelizes e desgastantes defeitos que conhecemos. É um entrave a todo progresso espiritual e pode interromper toda comunicação eficiente com nossos semelhantes, por causa de sua excessiva exigência de atenção e simpatia.
É uma forma piegas de martírio ao qual nos damos ao luxo, de maneira doentia.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 238

 

O falso conforto da auto-piedade me esconde da realidade somente momentaneamente e então exige, como uma droga que eu tome doses cada vez maiores. Se eu sucumbir a isto, pode me levar a uma recaída na bebida. O que posso fazer? Um antídoto certo é voltar minha atenção, mesmo que levemente no início, para aqueles que realmente são menos afortunados do que eu, de preferência outros alcoólicos. No mesmo grau que demonstro ativamente minha empatia por eles, diminuirei meu próprio sofrimento exagerado.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 112

12 de Abril

ABANDONANDO A INSANIDADE

... no que diz respeito ao álcool, inexplicavelmente, éramos loucos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 60

 

O alcoolismos requeria de mim que eu bebesse, quer desejasse ou não. Insanidade dominava minha vida e era a essência da doença. Ela me roubava a liberdade de escolha para beber e, portanto, me tirava todas as outras opções. Quando bebia era incapaz de fazer escolhas efetivas em qualquer aspecto de minha vida e esta ficava sem controle.

Peço a Deus para me ajudar a entender e aceitar o significado total da doença do alcoolismo.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 111

11 de Abril

UMA PALAVRA PARA ELIMINAR: “CULPA”

Geralmente demorava bastante para percebermos como as nossas emoções descontroladas nos vitimavam. Notávamos logo nos outros, mas só muito vagarosamente em nós. Antes de mais nada, era preciso confessar que tínhamos muitos defeitos, mesmo que esta admissão fosse dolorosa e humilhante. No tocante às outras pessoas, tivemos de eliminar a palavra “culpa” de nosso vocabulário e nossos pensamentos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 41

 

Quando fiz meu Quarto Passo, seguindo as sugestões do Livro Grande, notei que minha lista de ressentimentos estava cheia de meus preconceitos e de culpar os outros por não ser capaz de ter sucesso e não aproveitar plenamente meus talentos. Também descobri que me sentia diferente por ser negro. À medida que continuei a praticar o Passo, aprendi que sempre tinha bebido para me livrar desses sentimentos. Somente quando fiquei sóbrio e trabalhei o meu inventário foi que eu não pude culpar mais ninguém.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 110

10 de Abril

CRESCENDO

A essência de todo crescimento é uma disposição de mudar para melhor e uma disposição incansável de aceitar qualquer responsabilidade que essa mudança implique.

NA OPINIÃO DE BILL, p. 115

 

Algumas vezes quando me torno disposto a fazer o que deveria fazer o tempo todo, desejo louvor e reconhecimento. Não percebo que quanto mais estiver disposto a agir de uma maneira diferente, mais excitante é a minha vida. Quando mais estou disposto a ajudar os outros, mais recompensa recebo. Isto é o que a prática dos princípios significa para mim. Alegria e benefícios para mim estão na disposição de fazer as ações, não em obter resultados imediatos. Sendo um pouco mais amável, um pouco menos agressivo e um pouco mais amoroso, faz com que minha vida seja melhor – dia a dia.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 109

09 de Abril

LIBERDADE DO “REI ÁLCOOL”

...não vamos supor nem mesmo por um instante, que não estamos sob coação. Na verdade, estamos sob uma enorme sujeição...
Nosso antigo tirano, o “Rei Álcool”, está sempre pronto para nos agarrar. Portanto, a libertação do álcool é o grande “dever” que tem que ser alcançado; caso contrário, chegaremos à loucura ou à morte.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 134

 

 Quando bebia eu vivia preso espiritualmente, emocionalmente e às vezes fisicamente. Tinha construído minha prisão com barras de teimosia e indulgência, das quais não podia escapar. Ocasionalmente passava por períodos secos que pareciam prometer liberdade, mas que se tornavam apenas esperanças de um indulto. A verdadeira fuga requer uma disposição para seguir as ações corretas para abrir a fechadura. Com disposição e ação, tanto as barras como a fechadura abrem-se por si mesmas para mim. Boa vontade e ação contínua me mantém livre - numa espécie de liberdade condicional diária -  que nunca termina.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 108

08 de Abril

UMA VISTA POR DENTRO

Queremos descobrir exatamente como, quando e onde nossos desejos naturais nos deformaram. Queremos olhar de frente a infelicidade que isto causou aos outros e a nós mesmos. Descobrindo quais são nossas deformidades emocionais, podemos nos encaminhar em direção à sua correção.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 37

 

Hoje não sou mais um escravo do álcool, porém, de muitas maneiras a escravidão ainda ameaça meu ego, meus desejos e até mesmo meus sonhos. Ainda que sem sonhos eu não possa existir: sem sonhos não há nada que me impulsione para a frente.

Devo olhar para dentro de mim mesmo, para libertar-me.

Devo pedir a força de Deus para encarar a pessoa que mais temo, meu eu verdadeiro, a pessoa que Deus criou para ser eu mesmo. A não ser que possa ou até que faça isto, estarei sempre fugindo e nunca serei realmente livre. Peço a Deus, diariamente, que me mostre a liberdade!

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 107

07 de Abril

UM GRANDE ARCO DE GRATIDÃO

E, falando pelo Dr. Bob e por mim mesmo,declaro com gratidão que se não fossem nossas esposas, Anne e Lois, nenhum de nós poderia ter vivido par ver o começo de Alcoólicos Anônimos.

NA OPINIÃO DE BILL, p. 67

 

Sou capaz de tributo tão generoso e gratidão para com minha mulher, parentes e amigos, sem o apoio dos quais nunca poderia ter sobrevivido para alcançar as portas de A. A.? Tentarei trabalhar isto e tentarei ver o plano que meu Poder Superior está mostrando quando ligou nossas vidas.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 106

06 de Abril

UM PROCESSO PARA TODA VIDA

Estávamos enfrentando dificuldades nas relações pessoais, não podíamos controlar nossa natureza emocional, éramos presas do infortúnio e da depressão, não conseguíamos nos sustentar financeiramente, tínhamos uma sensação de inutilidade, estávamos coagidos pelo medo, éramos infelizes, não conseguíamos ser úteis aos outros...

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 74

 

Estas palavras me fazem lembrar que tenho outros problemas além do álcool, que o álcool é somente um sintoma de uma doença mais profunda. Quando parei de beber comecei um processo, para toda minha vida, de recuperação de emoções desregradas, relacionamentos dolorosos e situações descontroladas. Este processo é demais para muitos de nós sem a ajuda de um Poder Superior e de nossos amigos da Irmandade. Quando comecei a praticar os Passos do programa de A. A., muitos destes fios emaranhados se desfizeram, mas pouco a pouco os lugares mais quebrados de minha vida se endireitaram. Um dia de cada vez, quase sem sentir, me curava. Como um termostato sendo abaixado, meus medos diminuíram. Minhas emoções tornaram-se menos voláteis. Agora sou novamente uma parte da família humana.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 105

05 de Abril

IRMANDADE VERDADEIRA

Em nenhuma ocasião procuramos ser um membro da família, um amigo entre amigos, um trabalhador a mais em nossa empresa, ou um membro útil da sociedade. Sempre nos esforçamos para chegar até o topo do morro, ou então para nos escondermos à sombra dele. Este comportamento egoísta impedia uma relação de companheirismo com nossos semelhantes. Da verdadeira fraternidade pouco conhecíamos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 46

 

Esta mensagem contida no Quarto Passo foi a primeira que ouvi alta e clara; antes disso eu não havia visto descrito em letras de imprensa! Antes de chegar em A. A. não conhecia nenhum lugar que pudesse me ensinar a ser uma pessoa entre as pessoas. Desde a minha primeira reunião vi pessoas fazendo isso e eu desejava o que elas tinham. Uma das razões pelas quais  hoje sou um alcoólico sóbrio e feliz, é que estou aprendendo a mais importante lição.  

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 104

04 de Abril

GRITANDO PARA A LUA

Este verdadeiro e real sentimento de inferioridade é aumentado pala sua sensibilidade infantil e é este estado de coisas que gera nele essa insaciável e doentia ânsia por aprovação e sucesso aos olhos do mundo. Criança ainda grita para a lua. E a lua ao que parece, não quer saber dele.

LINGUAGEM DO CORAÇÃO

 

 
Enquanto bebia, parecia vacilar entre sentir-me totalmente invisível e acreditar que eu era o centro do universo. A procura por esse equilíbrio ilusório entre os dois tornou-se a maior parte de minha recuperação. A lua por quem eu gritava, na sobriedade raramente esta cheia: ao invés disso mostrou-me muitas outras faces e existem lições em todas elas. Uma verdadeira lição muitas vezes seguiu-se a um eclipse, momentos de escuridão: porém, em cada ciclo de minha recuperação, a luz fica mais forte e minha visão mais clara.

03 de Abril

ACEITAR QUE SOMOS HUMANOS

Finalmente vimos que o inventario deveria ser nosso não de outra pessoa. Assim, admitimos nossos defeitos honestamente e nos dispusemos a colocar estes assuntos em ordem.

NA OPINIÃO DE BILL

 

Porque é tão difícil para o alcoólico aceitar responsabilidade?
Costumava beber devido às coisas que as outras pessoas faziam para mim. Quando vim para AA me falaram para ver em que havia me equivocado. O que tinha eu a ver com todos estes diferentes assuntos? Quando simplesmente aceitei que eu tinha uma parte neles, fui capaz de colocá-los no papel e vê-los como eram: coisas humanas.
Não espero ser perfeito! Fiz erros, antes e farei novamente. Ser honesto a respeito deles permitiu-me aceitá-los – e aceitar a mim mesmo – bem como aqueles com quem tinha diferenças.
A partir de então, a recuperação está cada vez mais próxima de mim.
 
página 102

02 de Abril

CONSTRUINDO O CARÁTER

Exigir dos outros excessiva atenção, proteção e amor, só pode despertar a dominação ou a revolta.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

Quando descobri minha necessidade de aprovação no Quarto Passo, não pensava considerá-la como um defeito de caráter.
Preferia que era uma qualidade vantajosa (o desejo de agradar as pessoas). Rapidamente mostraram que esta “necessidade” pode ser paralisante. Hoje ainda gosto de obter a aprovação dos outros, mas não estou mais disponível a pagar o preço que costumava para conseguí-la. Não me curvo mais como uma rosca para conseguir que os outros gostem de mim. Se consigo a sua aprovação, isto é muito bom; mas se não, eu sobreviverei sem ela. Sou responsável por falar o que considero ser a verdade, não o que penso que os outros possam querer ouvir.
Similarmente, meu falso orgulho me mantinha damasiadamante preocupado com minha reputação. Desde então, sendo iluminado pelo programa de AA, minha intenção é melhorar o meu caráter.

página 101

01 de Abril

OLHANDO DENTRO

Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

O Quarto Passo é um esforço vigoroso e cuidadoso para descobrir em cada um de nós quais eram e quais são nossos defeitos. Desejo descobrir exatamente como, quando e onde meus desejos naturais se deformaram. Desejo olhar honestamente a infelicidade que isto causou aos outros e a mim. Descobrindo quais são as minhas deformidades emocionais, posso corrigi-las. Sem um esforço persistente e boa vontade para fazer isto, haverá pouca sobriedade ou contentamento para mim.
Necessito ter um conhecimento claro e seguro de mim mesmo para resolver emoções confusas. Tal percepção não acontece da noite para o dia e nenhuma autoconsciência é permanente.
Todos têm capacidade para crescer e para se conhecer através de um encontro honesto com a realidade. Quando não evito os problemas, mas os enfrento diretamente, sempre tentando resolvê-los, eles se tornam poucos
 
Página 100
 
 

25 de Março

UM CORAÇÃO PLENO DE GRATIDÃO

Tento convencer-me de que um coração pleno e agradecido não pode abrigar nenhum orgulho. Transbordando de gratidão. O coração por certo só pode dar amor, a mais bela emoção que jamais poderemos sentir.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 37

 

Acredito que nós em Alcoólicos Anônimos somos afortunados porque somos constantemente lembrados da necessidade de ser gratos, e de como é importante a gratidão para a nossa sobriedade. Sou realmente agradecido pela sobriedade que Deus me deu através do programa de A. A. e estou feliz porque posso dar de volta o que me foi dado livremente. Sou grato não somente pela sobriedade, mas pela qualidade de vida que minha sobriedade proporciona.

Deus tem sido benevolente o bastante para dar-me dias sóbrios e uma vida abençoada com paz e contentamento, bem como a habilidade de dar e receber amor, e a oportunidade de servir aos outros – em nossa Irmandade, na minha família e na minha comunidade. Por tudo isto, eu tenho “um coração pleno de gratidão.”

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 93

24 de Março

ATIVO, NÃO PASSIVO

Supõe-se que o homem pensa e age. Ele não foi criado à imagem de Deus para ser um autômato.

NA OPINIÃO DE BILL, p. 55

 

Antes de ingressar em A. A., muitas vezes não pensava, e reagia às pessoas e situações. Quando não reagia, eu atuava de maneira mecânica. Após ingressar em A. A., comecei a procurar uma orientação diária de um Poder Superior a mim mesmo, e a aprender a ouvir essa orientação. Então comecei a tomar decisões e agir, ao invés de reagir a elas. Os resultados têm sido construtivos: não permito mais que os outros tomem decisões por mim e então me critiquem por isto.

Hoje – e todo o dia – com o coração cheio de gratidão e o desejo de que a vontade de Deus seja feita através de mim, minha vida é digna de ser compartilhada, especialmente com meus companheiros alcoólicos! Acima de tudo se não faço uma religião de qualquer coisa, mesmo de A. A., então posso ser um canal aberto para a expressão de Deus.

 

 REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 92

 

23 de Março

E SEM MAIS RESERVAS

Temos visto esta verdade demonstrada mais de uma vez: “Uma vez alcoólico, sempre alcoólico.” ... Se estamos dispostos a parar de beber, não podemos abrigar, de forma alguma, a esperança de que um dia seremos imunes ao álcool... Para ser gravemente afetado, não é necessário beber durante um longo período e nem tomar as quantidades que alguns de nós tomamos. Isto aplica-se especialmente às mulheres. As alcoólicas em potencial, muitas vezes, tornam-se alcoólicas verdadeiras e chegam a ser casos desesperados em pouco tempo.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, pp. 55, 56

Estas palavras estão sublinhadas no meu livro. São verdadeiras para homens e mulheres alcoólicas. Em muitas ocasiões tenho aberto o livro nesta página, e refletido sobre esta passagem. Preciso nunca enganar a mim mesma, lembrando meus diferentes modos de beber, ou acreditando que estou “curada”. Gosto de pensar que, se a sobriedade é um presente de Deus para mim, então minha vida sóbria é o meu presente para Deus. Espero que Deus esteja feliz com seu presente, como eu estou com o meu.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 91

22 de Março

SEM MAIS LUTAS

E assim desistiremos de lutar contra qualquer coisa ou pessoa, inclusive o álcool.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 104

 

Quando A. A. me achou, pensei que estava ali para uma luta, e que A. A. me daria a força necessária para vencer o álcool. Vitorioso nesta luta, sabe-se lá que outras batalhas eu venceria. Precisaria ser forte , contudo. Todas as minhas experiências anteriores com a vida tinham provado isto. Hoje não tenho que lutar ou exercer minha vontade.

Se tomo esses Doze Passos e deixo meu Poder Superior fazer o verdadeiro trabalho, meu problema de alcoolismo desaparece por si mesmo. Os problemas de minha vida também deixam de ser lutas. Apenas preciso perguntar se aceitação – ou mudança – se faz necessário. Não é minha vontade, mas a Sua, que precisa ser feita.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 90

21 de Março

BEM-ESTAR MATERIAL E ESPIRITUAL

Medo... da insegurança financeira nos deixará.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 103

Reduzir ou eliminar o medo, e ver melhorar as circunstâncias econômicas são duas coisas diferentes. Quando eu era novo em A. A., eu confundia estas duas idéias. Pensava que o medo somente me deixaria quando começasse a ganhar dinheiro. Contudo, um dia em que estava meditando sobre minhas dificuldades financeiras, uma linha do Livro Grande me chamou a atenção: “Para nós, o bem-estar material sempre seguiu o espiritual, nunca na frente” (p. 131). De repente, entendi que esta promessa era uma garantia. Via que ela colocava as prioridades na ordem correta, que o progresso espiritual diminuiria este medo terrível de ficar pobre, como diminuiu muitos outros medos.

Hoje tento usar os talentos que Deus me deu para beneficiar os outros. Descobri que é a isto que os outros dão valor o tempo todo. Tento lembrar que não trabalho mais para mim. Somente desfruto da riqueza que Deus criou, não sou o seu “proprietário”. O propósito de minha vida é muito mais claro quando apenas trabalho para ajudar, não para possuir.

 

 REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 89

20 de Março

AMOR E TOLERÂNCIA

Nosso código é o amor e a tolerância pelos os outros.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 104

Descobri que preciso perdoar aos outros em todas as situações, a fim de manter um verdadeiro progresso espiritual. A importância vital do perdão pode não ter sido óbvia para mim à primeira vista, mas meus estudos me diziam que todo grande professor espiritual tinha insistido fortemente nisso. Devo perdoar as injúrias, não apenas por palavras, ou como formalidade, mas dentro do meu coração. Não faço isto por amor às outras pessoas, mas para o meu próprio bem. Ressentimento, raiva ou desejo de ver alguém punido, são coisas que apodrecem minha alma. Tais coisas me prendem a mais dificuldades. Elas me amarram a outros problemas que não têm nada a ver com meu problema original.   

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 88

19 de Março

ORAÇÃO FUNCIONA

Acertou quem disse “os que zombam da oração são, quase sempre, aqueles que não a experimentaram devidamente.”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 86

Tendo crescido num ambiente agnóstico, me senti um pouco tolo quando tentei rezar pela primeira vez. Sabia que havia um Poder Superior trabalhando em minha vida – como então estava permanecendo sóbrio? – porém, certamente não estava convencido de que ele/ela desejava ouvir minhas preces. Pessoas que tinham o que eu desejava diziam que a oração era uma parte importante na prática do programa, assim eu perseverei. Com um compromisso de rezar diariamente, fui surpreendido ao encontrar-me cada vez mais sereno e confortável com o meu lugar no mundo. Em outras palavras, a vida se tornou mais fácil e deixou de ser uma luta. Ainda não estou certo quem, ou o que, escuta minhas preces, mas nunca pararia de fazê-las, pela simples razão de que elas funcionam.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 87

18 de Março

A VERDADEIRA INDEPENDÊNCIA

Quanto mais nos dispomos a depender de um Poder Superior, mais independentes nos tornamos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 31

Começo a confiar em Deus com uma vontade pequena e Ele faz com que essa vontade cresça. Quanto mais boa vontade tenho, mais confiança ganho, e quanto mais crença ganho, mais boa vontade tenho. Minha dependência de Deus cresce na proporção em que cresce minha crença Nele. Antes de tornar-me disposto, dependia de mim mesmo para todas as minhas necessidades e estava restrito pela minha imperfeição. Pela minha boa vontade de depender do meu Poder Superior, a quem eu chamo de Deus, todas as minhas necessidades são satisfeitas por Aquele que me conhece melhor que eu mesmo; até mesmo aquelas necessidades que posso não perceber, bem como as que ainda não vieram. Somente Aquele que me conhece tão bem, pode levar-me a ser eu mesmo e me ajudar a preencher a necessidade de alguém que somente eu posso preencher. Nunca haverá alguém exatamente como eu. E isto é a verdadeira independência.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 86

 

17 de Março

MANEIRAS MISTERIOSAS

... nas épocas sofrimento e dor, quando a mão de Deus parecia ser pesada e até injusta, novas lições sobre a vida foram aprendidas, novas fontes de coragem foram descobertas e finalmente, de forma ineludível, chegou a convicção de que Deus, efetivamente, “age de maneira misteriosa na realização de Suas maravilhas”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 93.

 Após perder carreira, família e saúde, não tinha me convencido de que minha maneira de viver precisava ser vista de uma nova forma. A bebedeira e o uso de outras drogas estavam me matando, mas eu nunca tinha encontrado uma pessoa em recuperação ou um membro de A.A.

Pensava que meu destino era morrer sozinho e que eu merecia isso. No auge do meu desespero, meu filho menor adoeceu gravemente com uma rara enfermidade. Os esforços dos médicos para ajuda-lo provaram ser inúteis. Redobrei meus esforços para bloquear meus sentimentos, porém, agora o álcool havia deixado de surtir efeito. Estava só olhando fixamente os olhos de Deus, suplicando Sua ajuda. Em alguns dias, devido a uma estranha série de coincidências tive meu primeiro contato com A.A. e desde então tenho permanecido sóbrio. Meu filho sobreviveu e sua doença está em regressão. Todo o episódio me convenceu da minha impotência e da perda de controle da vida. Hoje meu filho e eu agradecemos a Deus por Sua intervenção.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 85

16 de Março

COMO NÓS O ENTENDEMOS

Meu amigo, então, sugeriu o que me pareceu uma idéia original... “Por que não escolhes teu próprio conceito de Deus?” Esta pergunta atingiu-me fortemente. Derreteu a montanha de gelo intelectual, à sombra da qual eu havia vivido durante muitos anos. Enfim, ergueria o rosto para o sol! Era só me dispor a crer em um Poder Superior a mim. Para começar, aquilo bastava.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 35.

           Lembro-me das vezes que olhava para o céu e refletia sobre quem começou tudo isso, e como. Quando cheguei em A.A., um entendimento da dimensão espiritual tornou-se um auxiliar necessário para uma sobriedade estável. Após ler uma variedade de teorias, incluindo a científica, sobre uma grande explosão, optei para a simplicidade e supondo que o Deus do meu entendimento foi o Grande Poder que tornou a explosão possível. Com a vastidão do universo sob Seu comando, Ele seria, sem dúvida, capaz de guiar meu pensamento e ações se eu estivesse preparado para aceitar a Sua orientação. Mas não posso esperar ajuda, se virar as costas a esta ajuda e continuar à minha própria maneira. Tornei-me disposto a acreditar e já tenho 26 anos de sobriedade estável e satisfatória. 

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 84

15 de Março

A IDÉIA DE DEUS

Quando vimos os outros resolverem seus problemas através de uma simples confiança no Espírito do Universo, tivemos que deixar de continuar duvidando do poder de Deus. Nossas idéias eram ineficazes. Porém, a idéia de Deus surtia efeito.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 74

 Como um homem cego recuperando gradualmente a visão, lentamente tateei o meu caminho no Terceiro Passo. Percebendo que somente um Poder Superior a mim mesmo poderia me socorrer do abismo sem esperança onde eu estava, soube que este era um Poder em que eu tinha que me agarrar e que seria minha âncora no meio de um mar de desgraças. Muito embora minha fé naquela hora fosse minúscula, foi grande o bastante para me fazer ver que era hora de me livrar de minha confiança no meu orgulhoso ego, e colocá-la na fortaleza segura que somente pode vir de um Poder muito Superior a mim mesmo.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 83

14 de Março

A PEDRA ANGULAR

Ele é o Pai e nós somos os Seus filhos. Na maioria das vezes, as boas idéias são simples, e este conceito passou a ser a pedra angular do novo arco do triunfo, através do qual passamos à liberdade.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 83

 A pedra angular é a peça cunhada na parte mais alta de um arco que prende as outras peças no lugar. As “outras peças” são os Passos Um, Dois e Quatro até o Décimo Segundo.

Neste sentido isto soa como se o Terceiro Passo, fosse o Passo mais importante, que os outros onze dependem do Terceiro para suporte. Na realidade porém, o Terceiro Passo é apenas um dos doze. Ele é a pedra angular, mas sem as outras onze pedras para construir a base e os lados, com ou sem a pedra angular, simplesmente não haverá arco. Através do trabalho diário de todos os Doze Passos, encontro este arco do triunfo esperando que eu passe através dele para outro dia de liberdade.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 82

13 de Março

UM MUNDO DO ESPÍRITO

Entramos no mundo do Espírito. Nossa próxima função é crescer em compreensão e valor. Isso não acontece de um dia para o outro. Deverá continuar durante toda a vida.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 104

 A palavra “entramos”...e a frase “entramos no mundo do Espírito” são muito significativas. Implicam em ação, um começo, uma entrada, um pré-requisito para manter meu crescimento espiritual, sendo o “Espírito” a parte invisível do meu ser. As barreiras do meu crescimento espiritual são o egocentrismo e um enfoque materialista das coisas terrenas. Espiritualidade significa devoção para o espiritual ao invés das coisas mundanas; significa obediência à vontade de Deus para mim. Entendendo ser coisas espirituais: amor incondicional, alegria, paciência, amabilidade, bondade,  sinceridade, auto-controle e humildade. Em qualquer hora que eu permita que o egoísmo, a desonestidade, ressentimentos e medo sejam parte de mim, estou bloqueando as coisas espirituais. Quando mantenho minha sobriedade, o crescimento espiritual torna-se um processo para toda vida. Meu objetivo é o crescimento espiritual; aceitando que nunca terei perfeição espiritual.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 81

12 de Março

UM PLANO DIÁRIO

Ao acordar, pensaremos nas vinte e quatro horas vindouras. Consideraremos nossos planos para o dia. Antes de começar, pedimos a Deus que dirija nossos pensamentos e, especialmente, que eles estejam divorciados da auto-piedade, da desonestidade e do egoísmo.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 105

 Todo dia peço a Deus para acender dentro de mim o fogo de Seu amor, para que esse amor, brilhante e claro, ilumine meu pensamento e me permita fazer Sua vontade da melhor forma. Durante o dia, quando circunstâncias exteriores deprimem o meu espírito, peço a Deus que grave em minha mente a consciência de que posso começar o meu dia da maneira que escolher; centena de vezes, se necessário.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 80

11 de Março

DIREÇÃO BEM ORDENADA

“É quando tentamos adaptar a nossa vontade à de Deus que começamos a usá-la corretamente. Para todos nós esta foi uma revelação maravilhosa. Todo o nosso problema resultou do abuso da vontade. Com ela tentamos atacar nossos problemas, ao invés de modificá-la para que estivesse de acordo com os designos de Deus par conosco. A função dos Doze Passos de A. A. é tornar isto cada vez mais possível, e o Terceiro Passo é aquele que abre a porta”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 35

Tudo que preciso fazer é olhar para o meu passado, para ver onde minha vontade própria esta me levando. Apenas não sei o que é melhor para mim, acredito quie meu Poder Superior sabe. Deus que defino como uma Direção bem ordenada, nunca me deixou cair, mas eu me deixei cair muitas vezes. Usar minha vontade própria numa situação, normalmente tem o mesmo resultado que colocar a peça errada num quebra-cabeça: cansaço e frustração.

O terceiro Passo abre a porta para o restante do programa. Quando peço a Deus que me guie, sei que, seja qual for o resultado, será o melhor possível, as coisas são exatamente como deveriam ser, mesmo não sendo como eu esperava que fossem. Se eu deixar, Deus faz por mim o que eu não posso fazer por mim mesmo.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 79

10 de Março

HOJE, A ESCOLHA É MINHA

...nós, invariavelmente, achamos que em alguma hora do passado tomamos decisões baseadas no ego que mais tarde nos colocaram numa posição propicia para sermos magoados.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 82

Com a percepção e aceitação de que eu tinha representado uma parte na maneira de vida que eu tinha levado, veio uma mudança dramática em minha perspectiva. Foi neste ponto que o programa de A. A. começou a funcionar para mim. No passado eu tinha sempre xingado os outros, Deus ou as outras pessoas, por aquilo que me acontecia. Nunca senti que tinha alguma escolha para mudar a minha vida. Minhas decisões eram baseadas no medo, orgulho ou no ego. Como resultado, estas decisões me levaram a um passo da auto-destruição. Hoje tento permitir que Deus me guie no caminho da sanidade. Sou responsável por minhas ações ou omissões – quaisquer que sejam as conseqüências.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 78

09 de Março

ENTREGANDO A NOSSA VONTADE

“Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebemos”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES. p. 29

Não importa quanto alguém deseja tentar, precisamente como pôde alguém entregar sua vontade e sua vida aos cuidados do Deus que ele pensa existir? Na minha procura por uma resposta a esta questão, tornei-me consciente de sabedoria com que o Passo foi escrito: que este é um Passo em duas partes.

Podia ver que em meus dias de bebedeira, houve ocasiões em que deveria ter morrido, ou ao menos ser machucado; mas isto nunca aconteceu. Alguém ou alguma coisa estava olhando por mim. Escolhi acreditar que minha vida sempre esteve sob os cuidados de Deus. Somente Ele controla o número de dias que me serão concedidos até a morte física.

O assunto da vontade (vontade própria ou vontade de Deus) é a parte mais difícil que existe no Passo para mim. Somente após experimentar emocionalmente uma imensa dor pelas tentativas fracassadas de firmar, é que posso estar pronto a entregar a minha vida à vontade de Deus. Rendição é como a calmaria após a tempestade. Quando minha vontade está conforme a vontade de Deus, existe paz dentro de mim.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 77

08 de Março

ENTREGANDO-A

Todos os homens e mulheres que ingressaram e pretenderam ficar em A. A., começaram a praticar o Terceiro Passo sem que mesmo se apercebessem disso. Não é verdade que em todo assunto relacionado com o álcool cada um decidiu entregar sua vida aos cuidados, proteção e guia de Alcoólicos Anônimos?...
Qualquer recém-chegado com boa vontade está convicto que A. A. é o único porto seguro para o navio quase afundado que ele representa. Ora, se isso não é entregar a vontade e a vida à Providência recém-encontrada, o que é então?

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES. p. 30

Submissão à Deus foi o primeiro passo para minha recuperação. Acredito que nossa Irmandade procura uma abertura espiritual para uma nova afinidade com Deus. Quando me esforço para seguir o caminho dos Passos, sinto uma liberdade que me dá a habilidade de pensar por mim mesmo. Minha adição me aprisionou sem qualquer liberdade e atrapalhou minha habilidade de libertar-me do meu próprio confinamento; mas A. A. me garante uma maneira de ir para frente. O compartilhar mútuo, a preocupação e o cuidado são a nossa dádiva natural de um para o outro, e a minha dádiva é fortalecida à medida em que muda minha atitude em relação a Deus. Aprendo a submeter-me à vontade Deus em minha vida, a ter dignidade e a manter sempre estas atitudes, dando sempre o que recebo.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 76

07 de Março

A CHAVE É A BOA VONTADE

Uma vez introduzimos a chave da boa vontade na fechadura e entreabrimos a porta, descobrimos que sempre se pode abrir um pouco mais.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES. p. 30

A boa vontade para entregar o meu orgulho e minha obstinação a um Poder Superior a mim mesmo, provou ser o único ingrediente necessário para resolver véus problemas hoje. Até mesmo pequenas doses de boa vontade, se sincera, é suficiente para permitir que Deus entre e tome o controle sobre qualquer problema, dor ou obsessão. Meu nível de bem-estar está em relação direta com o grau de boa vontade que tenho num determinado momento para abandonar minha vontade própria, e permitir que a vontade de Deus se manifeste em minha vida. Com a chave da boa vontade, minhas preocupações e medos são poderosamente transformados em serenidade.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 75

06 de Março

A IDÉIA DE FÉ

Não permita que preconceitos contra termos espirituais levem-no a deixar de perguntar honestamente o que eles significam para você.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 69

A idéia de fé é algo difícil de engolir quando, medo, dúvida e raiva sobejam dentro e em volta de mim. Às vezes, a simples idéia de fazer algo diferente, algo a que não estou acostumado a fazer, pode eventualmente tornar-se um ato de fé se a fizer regularmente, sem discutir se é a coisa certa a fazer. Quando um dia está ruim e tudo está dando errado, uma reunião ou uma palestra com outro bêbado muitas vezes me distrai, o bastante para me persuadir de que nem tudo é tão impossível, tão esmagador como eu tinha pensado. Dá mesma maneira, ir à uma reunião ou conversar com outro companheiro alcoólico é um ato de fé; acredito que estou detendo minha doença. Estas são as maneiras pelas quais movo-me lentamente para um Poder Superior.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 74

 

05 de Março

UMA TAREFA DE TODA VIDA

“Mas como, nestas circunstâncias, poderei manter-me calmo? É isso o que eu quero saber”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 22

Nunca fui conhecido pela minha paciência. Quantas vezes me perguntei: “Por que esperar, se posso ter tudo agora?” Em verdade, quando me apresentaram os Doze Passos, pela primeira vez, me sentia como um “garoto numa loja de doces”. Não podia esperar para ir até o Décimo Segundo Passo: pois com certeza era apenas trabalho para alguns meses, ou assim eu pensava! Percebo agora que viver os Dozes Passos de A. A. é um empreendimento para toda vida.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 73

04 de Março

LIMPANDO O JARDIM

A essência de todo crescimento é uma disposição de mudar para melhor e uma disposição incansável de aceitar qualquer responsabilidade que implique essa mudança.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 115

Quando alcancei o Terceiro Passo, eu já estava livre de minha dependência do álcool, mas amargas experiências me mostraram que a sobriedade contínua requer um esforço contínuo.
De vez em quando dou uma pausa para dar uma olhada no meu progresso. Mas e mais o meu jardim fica limpo cada vez que olho, porém, toda vez também encontro novas ervas daninhas crescendo rapidamente, onde eu pensava já ter finalmente cortado com lâmina. Quando volto para tirar as ervas novas que cresceram (é mais fácil quando elas ainda são jovens), paro um momento para admirar como é vigoroso o crescimento dos vegetais e das flores, e meu trabalho é recompensado. Minha sobriedade cresce e produz frutos.  
 

 REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 72

03 de Março

VENCENDO A VONTADE PRÓPRIA

Assim, achamos que nossos problemas basicamente encontram suas origens em nós mesmos. Criamos nossos próprios problemas e pode-se dizer que o alcoólico é um exemplo da vontade própria desenfreada, embora não acredite. Sobretudo, nós alcoólicos precisamos nos desfazer desse egoísmo.
Precisamos, ou ele nos matará!

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 83

Por muitos anos, minha vida girou apenas em voltar de mim mesmo. Estava absorto pelo ego em todas suas formas – egocentrismo, auto-piedade, egoísmo, tudo que se originava do orgulho. Hoje me foi dada a graça através da irmandade de Alcoólicos Anônimos, praticando os Passos e Tradições na vida diária, através de meu Grupo e de meu padrinho e ainda – se eu assim quiser – através da capacidade de colocar meu orgulho de lado em todas as situações que surgem em minha vida.

Até que eu possa, honestamente, olhar a mim mesmo e ver que eu era o problema em muitas situações, e reagir apropriadamente interna e externamente; até que eu possa livrar-me das minhas expectativas e entender que minha serenidade está diretamente proporcional a elas, não posso experimentar a serenidade e uma sólida sobriedade

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 71

02 de Março

ESPERANÇA

Não desanime.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 81

     Poucas experiências são de menor valor para mim do que a sobriedade conseguida com rapidez. Muitas vezes o desânimo foi o bônus para expectativas pouco realistas, sem mencionar a auto-piedade e a fadiga do meu desejo de mudar o mundo num fim-de-semana. Desânimo é um sinal de alerta a possibilidade de estar me desviando da linha de Deus. O segredo de preencher meu potencial é reconhecer quais as minhas limitações e acreditar que o tempo é uma dádiva, não uma ameaça.

     Esperança é a chave que abre a porta do desânimo. O programa me promete que se eu não tomar o primeiro gole hoje, sempre terei a esperança. Tendo vindo a acreditar que mantenho aquilo que compartilho, à toda hora que eu encorajo o outro recebo coragem. É com os outros que, com a graça de Deus e a irmandade de A. A., percorro a estrada de um destino feliz. Que eu possa sempre lembrar que a força dentro de mim é muito maior do que qualquer medo à minha frente. Que eu possa sempre ter paciência, porque estou no caminho certo.  

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 70

01 de Março

FUNCIONA

Funciona – realmente funciona.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.107

Quando consegui ficar sóbrio, no início eu tinha fé somente no programa de Alcoólicos Anônimos. Desespero e medo mantiveram-me sóbrio (e talvez um atencioso e severo padrinho ajudou-me). A fé em um Poder Superior veio mais tarde. Esta fé chegou lentamente a princípio, depois que eu comecei a ouvir os outros compartilhando nas reuniões suas experiências – experiências as quais nunca tinha enfrentado sóbrio, mas que eles estavam encarando reforçados por um Poder Superior. Desse compartilhar veio a esperança de que eu também poderia conseguir um Poder Superior. Com o tempo aprendi que um Poder Superior – uma fé que funciona sob qualquer condição – é possível. Hoje esta fé, mais a honestidade, uma mente aberta e boa vontade de praticar os Passos do programa, dão-me a serenidade que procurava. Funciona – realmente funciona.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 69

25 de Fevereiro

O DESAFIO DO FRACASSO

No sistema econômico de Deus, nada é mais desperdiçado. Através do fracasso, aprendemos uma lição de humildade que, por mais dolorosa que seja, é provavelmente necessária.

NA OPINIÃO DE BILL

 Comentários de um membro...

Como hoje, eu estou grato em saber que todos os meus fracassos, passados, foram necessários para estar onde estou agora. Através de muita dor veio a experiência e, no sofrimento, tornei-me obediente. Quando procurei Deus, como eu O entendo, Ele compartilhou comigo suas dádivas preciosas.
Através da experiência e obediência começou o crescimento, seguido pela gratidão. Aí sim, então veio a paz de espírito – vivendo e compartilhando a sobriedade.

24 de Fevereiro

UM CORAÇÃO AGRADECIDO

Tento convencer-me de que um coração pleno e agradecido não pode abrigar nenhum orgulho. Quando repleto de gratidão, o coração por certo só pode dar amor a mais bela emoção que jamais podemos sentir.

NA OPINIÃO DE BILL

Comentários de um membro...

Meu padrinho disse-me para ser um alcoólico grato e sempre ter “Uma atitude de gratidão”; que a gratidão é o ingrediente básico da humildade, que a humildade é o ingrediente básico do anonimato e que o anonimato é o alicerce espiritual das nossas tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os princípios acima das personalidades”. Como resultado desta orientação, comecei toda manhã de joelhos, a agradecer a Deus por três coisas:
Estar vivo, estar sóbrio e ser membro de Alcoólicos Anônimos. Então tento viver em uma “atitude de gratidão” e desfrutar completamente de mais vinte e quatro horas da maneira de viver de AA. A Irmandade não é apenas algo onde ingressei: é alguma coisa que eu vivo.

23 de Fevereiro

PARADOXOS MISTERIOSOS

“Tal é paradoxo da regeneração em AA: a força nascendo da fraqueza e da derrota completa; a perda de uma vida antiga como condição para encontrar uma nova”.

AA ATINGE A MAIORIDADE

 

Comentários de um membro...
Que mistérios gloriosos são os paradoxos! Eles não computam, porem, eles reafirmam alguma coisa no universo alem da lógica humana.
Quando encaro o medo, eu ganho coragem, quando apoio um irmão ou irmã, minha capacidade de amar a Kim mesmo aumenta; quando aceito a dor como parte da experiência de crescimento da vida eu me dou conta de uma felicidade maior; quando olho para o meu lado escuro, sou levado para uma nova luz; quando aceito minhas vulnerabilidades e me rendo a um Poder Superior, sou agraciado com uma força nunca vista. Esbarrei com as portas de AA em desgraça, sem esperar mais nada da vida e ganhei esperança e dignidade. Milagrosamente a única maneira de manter as dádivas do programa é transmitindo-as para os outros.

22 de Fevereiro

DIREÇÃO

“... isso significa a crença num Criador que é todo poder. Justiça e amor; um Deus que quer para mim um propósito, um significado e um destino pra crescer, ainda... que aos poucos com hesitação, em direção à sua imagem e semelhança.”

NA OPINIÃO DE BILL

 

Comentários de um membro...
Quando me dei conta da minha própria impotência e de minha dependência de Deus, como eu O entendo, comecei a ver que havia uma vida que se eu pudesse tê-la, teria escolhido para mim desde o inicio. Através do continuo trabalho dos Passos e a participação na vida da Irmandade é que aprendi a ver que realmente existe uma maneira melhor pela qual estou sendo guiado. Quando comecei a conhecer mais sobre Deus, fui capaz de confiar em Seu caminho e no Seu plano para o desenvolvimento do Seu caráter em mim. Rapidamente ou lentamente, cresço em direção à sua imagem e semelhança.
 

21 de Fevereiro

SOU PARTE DO TODO

De repente tornei-me uma parte – embora pequenina - de um cosmos

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

Comentários de um membro...
Quando cheguei pela primeira vez em AA decidi que “eles” eram pessoas muito boas – talvez um pouco ingênuas, um pouco amigáveis demais, mas basicamente decentes pessoas sérias (com quem eu não tinha nada em comum). Eu “os” via nas reuniões – afinal era onde “eles” estavam. Apertava a Mao “deles” e, quando saía porta afora, esquecia tudo sobre “eles”. Então, um dia meu Poder Superior, em quem àquela época eu não acreditava, resolveu criar um projeto da comunidade fora de AA, mas no qual se envolviam muitos membros de AA. Trabalhamos juntos, comecei a conhecê-los como pessoas. Vim a admirá-los e mesmo a gostar “deles” e, apesar de mim mesmo ter prazer em estar com “eles”. A forma de praticar o programa em suas vidas diárias – não apenas falando em reuniões – atraiu-me e eu desejava o que eles tinham. Subitamente “eles” tornaram-se “nós”. Desde então não bebi.

20 de Fevereiro

A DÁDIVA DO RISO

A esta altura seu padrinho de AA geralmente se põe a rir.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

Comentários de um membro...
Antes de começar minha recuperação do alcoolismo, o riso era um dos mais dolorosos sons que conhecia. Eu nunca ria, e sentia que se alguém mais risse, era de mim! Minha autopiedade negava-me o mais simples dos prazeres, ou a leveza do coração. No final do meu alcoolismo, nem mesmo o álcool provocava em mim uma risada de bêbado.
Quando meu padrinho em AA começou a rir e a mostrar a minha autopiedade e enganos alimentados pelo ego fiquei aborrecido e magoado, mas ele ensinou-me a aliviar-me e a localizar a minha recuperação. Logo aprendi a rir de mim mesmo e, eventualmente ensinar meus afilhados a rir também. Todo dia peço a Deus para ajudar-me a para de me levar muito a serio.
 

 

19 de Fevereiro

NÃO SOU DIFERENTE

No principio passaram-se quatro anos antes que AA conseguisse levar à sobriedade permanente, ainda que de uma única mulher alcoólica. Do mesmo modo daqueles “que atingiram o fundo do poço”, as mulheres diziam que eram diferentes. ...aquele que caía na sarjeta dizia que era diferente... O mesmo dizia os artistas e os profissionais, os ricos e os pobres os religiosos, os agnósticos, os índios e os esquimós, os veteranos e os prisioneiros... hoje todos esses e muitos outros conversaram sobriamente a respeito do quanto todos nós , alcoólicos somos iguais, quando finalmente admitimos que as coisas vão mal.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 

Comentários de um membro...
Não posso considerar-me “diferente” em AA, se fizer isto, me isolo dos outros e do contato com meu Poder Superior. Se me sinto isolado em AA não são os outros responsáveis. É alguma coisa errada por sentir-me de algum modo “diferente”. Hoje pratico apenas ser mais um alcoólico na Irmandade mundial de Alcoólicos Anônimos.

18 de Fevereiro

CADA UM SEGUE SEU PRÓPRIO CAMINHO

Nada nos restava a não ser apanhar o simples estojo de ferramentas espirituais deixado aos nossos pés.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 

Comentários de um membro...
Minha primeira tentativa de praticar os passos foi mais por obrigação e necessidade, resultando num sentimento profundo de desencorajamento face a todos aqueles advérbios: completamente, humildemente, diretamente e somente.
Considerava Bill W um afortunado por ter experimentado uma grande e tão sensacional experiência espiritual. Tive que descobrir, dom o passar do tempo, que o caminho que eu seguia era o meu próprio. Após algumas vinte e quatro horas em AA, graças especialmente o compartilhar dos membros nas reuniões, entendi que todos encontram pouco a pouco seu próprio ritmo para caminhar pelos Passos. Progressivamente tento viver de acordo com estes princípios sugeridos. Como resultado destes Passos, posso dizer hoje que minha atitude frente à vida, às pessoas e qualquer coisa que tenha a ver com Deus, transformou-se e melhorou.

17 de Fevereiro

O AMOR EM SEUS OLHOS

Alguns de nós se recusam a acreditar em deus, outros não podem e ainda outros embora acreditem na existência de Deus de forma alguma confiam que ele levara a cabo este milagre.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇOES

Comentários de um membro...

Foram as mudanças que vi nas novas pessoas que vieram para a Irmandade que me ajudaram a perder o medo e mudaram minha atitude negativa em positiva. Podia ver o amor em seus olhos e estava impressionado pelo muito que a sobriedade “Um dia de cada vez” significava para eles. Eles olharam honestamente para o Segundo Passo e vieram a acreditar que um poder superior a eles, iria restituir-lhes à sanidade. Isto fez com que eu tivesse fé na Irmandade e esperança que funcionaria também para mim. Descobri que Deus era um Deus amoroso, não aquele Deus punidor que eu temia antes de chegar em AA. Descobri que ele tinha estado comigo durante todas aquelas hora em que estava com problemas antes de vir para AA.
Hoje sei que foi Ele quem me levava para AA e que eu sou um milagre.
 

16 de Fevereiro

COMPROMISSO

A compreensão é a chave que abre a porta dos princípios e atitudes certa, e a ação correta é a chave do bem viver.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇOES

 

Comentários de um membro...
Chegou um momento no meu programa de recuperação em que a terceira parte da oração da Serenidade: “A sabedoria para distinguir a diferença”, tornou-se impressa indelevelmente na minha mente. Desde aquele momento, tive que enfrentar-me com a consciência de que todas minhas ações, todas minhas palavras e todos os meus pensamentos estavam dentro ou fora dos princípios do programa. Não podia mais me ocultar atrás da auto- racionalização, nem atrás da insanidade de minha doença. A única linha de ação aberta, se eu quisesse conseguir uma vida alegre para mim (e também para aqueles a quem amo), seria aquela na qual impusesse a mim mesmo um esforço de compromisso, disciplina e responsabilidade.

15 de Fevereiro

TOMANDO MEDIDAS A RESPEITO

Estas promessas são extravagantes? Acham que não. Estão sendo modificadas entre nós – às vezes rapidamente, outra devagar, mas sempre se realizarão se trabalharão paralelas.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

Comentários de um membro...

Uma das coisas mais importantes que AA me deu, em acréscimo à libertação da bebida, é a habilidade de tomar “as medidas certas”. AA diz que as promessas sempre se realizarão se trabalharmos para obtê-las. Sonhando sobre elas, debatendo sobre elas, pregando sobre elas apenas, não funciona. Permanecerei um miserável, racionalizador, bêbado seco. Tomando as medidas e trabalhando os Doze Passos em todos os meus assuntos, terei vida muito além dos meus sonhos mais fantásticos.

14 de Fevereiro

EXPECTATIVAS X EXIGÊNCIAS

Convença todas as pessoas do fato de que podem recuperar-se independentemente de qualquer outra pessoa. As únicas condições são: confiar em Deus e verificar seu passado.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

Comentários de um membro...

Tratar com as expectativas é um tópico freqüente nas reuniões. Não é errado esperar o meu progresso, boas coisas da vida ou ainda um tratamento decente pelos outros. O mal estar em desejar que minhas expectativas se tornem exigências. Eu me sentirei diminuído naquilo que desejo ser e as situações acontecerão de tal maneira que não me comprazerão, porque as pessoas algumas vezes irão me desapontar.  A única questão é: “O que vou fazer a respeito?” Chafurdar em autopiedade ou raiva?  Vingar-se ou tornar uma má situação ainda pior? Ou, confiar no poder de Deus para trazer bênçãos sobre a confusão na qual me encontro? Rogarei a Ele o que preciso aprender? Continuarei fazendo as coisas certas que sei como fazer, não importa o que aconteça? Terei tempo para compartilhar minha fé e bênçãos com os outros?

 

 

13 de Fevereiro

NÃO PODEMOS PENSAR EM SER SÓBRIOS À NOSSA MANEIRA

Para o homem ou mulher intelectualmente auto-suficiente, muitos aas podem dizer: “sim éramos como você – inteligentes demais para o nosso próprio bem... Secretamente achávamos que poderíamos flutuar acima dos outros, somente com o poder da inteligência”.

NA OPINIAO DE BILL

Comentários de um membro...

Mesmo a mente mais brilhante não tem defesa contra a doença do alcoolismo. Não posso pensar em ser sóbrio à minha maneira. Tente lembrar-me que a inteligência é um atributo dado por Deus e que eu posso usar, é uma alegria – como ter talento para dançar ou desenhar ou ainda fazer um trabalho de carpintaria. Isto não me faz ser melhor de que qualquer um e, particularmente, não é ferramenta digna de confiança para recuperação. Para isto um Poder Superior a mim mesmo me devolverá à sanidade – não um alto QI ou um diploma do colégio.

12 de Fevereiro

A FONTE DE NOSSOS PROBLEMAS

Egoísmo, egocentrismo! Acreditamos que esta é a fonte de fonte de nossos problemas.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 

Comentários de um membro...
Como surpreende a revelação de que o mundo e tudo que contem, pode continuar muito bem com ou sem a minha participação! Que alivio saber que as pessoas, lugares e coisas estarão muito bem sem meu controle e direção. E como é inexplicavelmente maravilhoso vir a acreditar que existe um Poder Superior mim, separado e independentemente de mim mesmo. Acredito que o sentimento de separação que experimento entre eu e Deus um dia desaparecerá. Enquanto isso, a fé deve servir como estrada para o centro de minha vida.

11 de Fevereiro

OS LIMITES DA AUTOCONFIANÇA

Perguntamo-nos por que os tínhamos (os medos). Não foi por falta de autoconfiança?

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 

Comentários de um membro...
Todos os meus defeitos de caráter me separam da vontade de Deus. Quando ignoro minha ligação com Ele, me encontro sozinho enfrentando o mundo e o meu alcoolismo e não me resta outro recurso senão a autoconfiança.
Nunca achei segurança e felicidade através da teimosia, e o único resultado obtido é uma vida de medo e descontentamento. Deus fornece o caminho de volta para Ele e à sua Dádiva de serenidade e conforto. Porém, primeiro devo estar disposto a conhecer meus medos e entender suas origens e poder sobre mim. Freqüentemente peço a Deus para ajudar-me a entender como me separo Dele.

10 de Fevereiro

ALCANÇANDO O “LADO ESPIRITUAL”

Quantas vezes sentamos em reuniões de AA e ouvimos o orador declarar: “Porem, ainda não alcancei o lado espiritual.” Antes desta declaração ele descreveu o milagre da transformação que ocorreu com ele – não somente sua libertação do álcool mas também uma completa mudança em sua atitude perante a vida e como vivê-la. É aparente para quase todos os demais que ele recebeu uma grande dádiva. “... exceto que ele parece não se aperceber disto ainda! Nós sabemos muito vem que este questionamento individual, no prazo de seis meses ou um ano, nos dirá que ele encontrou a fé em Deus.

LINGUAGEM DO CORAÇÃO

 

Comentários de um membro...
Uma experiência espiritual pode ser a realização de uma vida que no passado parecia vazia e desprovida de significação e é agora alegre e plena. Hoje na minha vida a prece e a meditação diárias, juntamente com a vivência dos Doze Passos, trouxe-me uma paz interior e um sentimento de pertencer que me faltava quando estava bebendo.

09 de Fevereiro

EU NÃO DIRIJO ESPETÁCULO

Quando nos tornamos alcoólicos, abatidos por uma crise auto-imposta que não podíamos adiar ou evitar, tivemos que encarar, sem medo, a proposição de Deus é tudo ou nada. Deus existe ou não existe. Qual seria a nossa opção.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 

Comentários de um membro...
Hoje minha opção é Deus. Ele é tudo. Por isso sou realmente grato. Quando penso que estou dirigindo o espetáculo, estou bloqueando Deus em minha vida. Rogo para que possa lembrar-me disto quando permito a mim mesmo ser levado a erros pelo ego. A coisa mais importante é que hoje estou disposto a crescer espiritualmente e que Deus é tudo. Quando estava tentando parar de beber da minha maneira, nunca funcionou: com Deus e AA está funcionando. Isso parece ser um pensamento simples para um alcoólico complicado.

08 de Fevereiro

CONVENCENDO O "MR. HYDE"

Mesmo assim. à medida em que talhávamos esses princípios, a paz e a alegria ainda nos fugiam. É esse o estágio a que muitos de nós AAs veteranos chagamos. E é um lugar crítico literalmente. Como poderá o nosso inconsciente - do qual ainda jorram tantos dos nossos medos, compulsões e falsas aspirações - ser levado a alinhar-se com o que nós realmente acreditamos, sabemos e queremos? De que maneira convencer nosso tolo, raivoso e oculto "MR. Hyde" torna-se nossa principal tarefa.

O MELHOR DE BILL

     Assistencia regular às reuniões, servir e ajudar aos outros, é a receita que muitos tentaram e acharam que funciona.Quando me afasto destes principios básicos, meus velhos hábitos brotam de novo e meu antigo ego reaparece com todos os seus medos e defeitos, O obejtivo final de cada membro de AA é a sobriedade permanente, conseguida Um Dia de Cada Vez.

07 de Fevereiro

UM CAMINHO PARA FÉ

A verdadeira humildade e a mente aberta poderão nos conduzir à fé. Toda reunião de AA é uma segurança de que Deus nos levará de volta à sanidade, se soubermos nos relacionar corretamente com Ele.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

Comentários de um membro...
Minha ultima bebedeira deixou-me num hospital totalmente quebrado. Foi então que fui capaz de ver meu passado flutuar na minha frente. Percebi que por causa da bebida, tinha vivido todos os pesadelos que pudera haver imaginado. Minha própria teimosia e obsessão para beber levaram-me para um abismo escuro de alucinações, apagamentos e desespero. Finalmente vencido, pedi ajuda a Deus. Sua presença convenceu-me para que acreditasse. Minha obsessão pelo álcool foi tirada e minha paranóia foi suspensa. Não estou mais com medo. Sei que minha vida é saudável e sã.

06 de Fevereiro

UM PONTO DE REAGRUPAMENTO

“Portanto o Segundo Passo é o ponto de reagrupamento para todos nós. Sejamos agnósticos ateus ou ex-crentes, podemos nos agrupar neste Passo.”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

Comentários de um membro...
Sinto que o programa de AA é inspirado por Deus e que Deus está presente em todas as reuniões. Eu vejo, acredito, e vim a saber que AA funciona porque permaneci sóbrio hoje. Voltei minha vida para AA e para Deus, indo a uma reunião de AA. Se Deus está em meu coração e em tudo o mais, então sou uma pequena parte de um todo e não sou único. Se Deus está no meu coração e me fala através de outras pessoas, então eu devo ser um canal de Deus para outras pessoas. Devo procurar fazer Sua vontade vivendo os princípios espirituais e minha recompensa será a sanidade e sobriedade emocional.
 

05 de Fevereiro

UMA LIBERTAÇAO GLORIOSA

“A partir do momento em que desisti de argumentar comecei a ver e a sentir. Nesse instante, o segundo passo, sutil e gradualmente, começou a se infiltrar em minha vida. Não posso dizer a ocasião e a data em que vim a acreditar num poder superior a mim mesmo, certamente, tenho esta crença agora. Para adquiri-la bastou-me parar de lutar e praticar o restante do programa de AA. Com o maior entusiasmo de que dispunha.”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

Comentários de um membro...
Depois de anos satisfazendo a uma “desenfreada obstinação”, o Segundo Passo tornou-se para mim uma libertação gloriosa de ficar sozinho. Nada agora é mais doloroso ou intransponível na minha jornada. Alguém estar sempre aqui para compartilhar comigo as cargas da vida. O segundo passo tronou-se uma forma de reforçar minha relação com Deus, e agora percebo que minha insanidade e meu ego estavam curiosamente ligados. Para livrar-me do anterior devo entregar este a alguém com os ombros muito mais largos que os meus.

04 de Fevereiro

QUANDO A FÉ ESTÁ PERDIDA


“às vezes AA é aceito com maior dificuldade pelos que perderam ou rejeitaram a fé do que pelos que nunca a tiveram, pois acham que já experimentaram a fé e esta não lhes serviu. Experimentaram viver com fé e sem fé.”




OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇOES

Comentários de um membro...


Tão convencido estava que Deus tinha me abandonado que ao final tornei-me provocador, embora soubesse que não devia agir assim e mergulhei numa ultima bebedeira. Minha fé tornou-se amarga e não foi por coincidência. Aqueles que já tiveram uma grande fé atingem o fundo com mais dificuldade.
Levou tempo para que minha fé reconhecesse mesmo tendo vindo para AA. Estava intelectualmente agradecido por sobreviver a queda tão vertiginosa, mas meu coração sentiu-se endurecido. Ainda assim, persisti com o programa de AA: as alternativas eram muito triste! Continuei assistindo as reuniões e aos poucos, minha fé foi ressurgindo.

03 de Fevereiro

PREENCHENDO UMA LACUNA

Bastava para o caso fazermo-nos uma lacônica pergunta: “Creio agora ou estou disposto a crer que exista um Poder Superior a mim mesmo?” uma vez que um homem possa responder que crê ou quer acreditar, asseguramos-lhe enfaticamente que está no caminho do êxito.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 Sempre fui fascinado com o estudo dos princípios científicos. Estava emocional e fisicamente distante das pessoas enquanto procurava o Conhecimento absoluto. Deus e espiritualidade eram exercícios acadêmicos, sem significado. Era um moderno homem de ciência, o conhecimento era o meu Poder Superior. Colocando a equação na posição correta a vida era apenas outro problema.

Mas meu ego interior estava morrendo pela solução proposta pelo meu homem exterior para os problemas da vida e a solução sempre foi o álcool. Apesar de minha inteligência, o álcool tornou-se meu poder superior. Foi através do amor incondicional que emana das pessoas de AA e das reuniões, que fui capaz de descartar o álcool como meu poder superior.

A grande lacuna estava preenchida. Não estava sozinho e separado da vida. Tinha encontrado um verdadeiro Poder Superior a mim mesmo, tinha encontrado o amor de Deus. Existe somente uma equação que realmente me importa agora. Deus estar em AA.

02 de Fevereiro

SALVO POR RENDER-SE

É por uma característica do chamado alcoólico típico ser egocêntrico e narcisista, ser dominado por sentimentos de onipotência e ter intenção de manter a todo custo sua integridade interior... Interiormente o alcoólico não aceita ser controlado pelo homem ou por Deus. Ele, o alcoólico, é e precisa ser – o dono de seu destino. Lutará até o fim para preservar essa posição.

AA ATINGE A MAOIRIDADE

O grande mistério é: Por que alguns de nós morrem de alcoolismo, lutando para preservar a independência de nosso ego, enquanto outros conseguem ficar sóbrios em AA aparentemente sem esforços? A ajuda de um poder superior, a dádiva da sobriedade, aconteceu para mim quando um inexplicável desejo de parar de beber coincidiu com minha disposição de aceitar as sugestões dos homens e mulheres de AA. Precisei render-me, pois somente alcançando Deus e meus companheiros eu poderia ser salvo 

01 de Fevereiro

ALVO: SANIDADE

“... o Segundo Passo, sutil e gradualmente, começou a se infiltrar em minha vida. Não posso dizer a ocasião e a data em que vim a acreditar num Poder Superior a mim mesmo, mas certamente tenho essa crença agora”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES.

 “Viemos a acreditar”. Eu acreditava da boca pra fora quando sentia vontade ou pensava que ficaria bem. Eu realmente não confiava em Deus. Não acreditava que Ele se preocupava comigo. Continuei tentando mudar as coisas que eu não podia mudar. Aos poucos, de má vontade, comecei a colocar tudo nas mãos de Dele dizendo: “Você é onipotente, então tome conta disto.” Ele tomou. Comecei a ter respostas para os meus problemas mais profundos, para o trabalho, comendo um lanche, ou quando estava adormecido. Percebi que eu não tinha pensado naquelas soluções – um Poder Superior a mim mesmo as estava dando.
Eu vim a acreditar.

25 de Janeiro

O QUE PRECISAMOS – UM AO OUTRO

...Alcoólicos Anônimos estar sempre a dizer a todo beberrão contumaz: “você será um membro de Alcoólicos Anônimos se assim o quiser... ninguém poderá mantê-lo de fora”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 Por anos, quando refletia sobre a Terceira Tradição (“Para ser membro de AA o único requisito é o desejo de parar de beber”), achava isto bom apenas para os ingressantes. Era sua garantia de que ninguém podia barrá-los em AA. Hoje, sinto uma gratidão permanente pelo desenvolvimento espiritual que a Tradição trouxe para mim. Obviamente, eu não procuro pessoas diferentes de mim mesmo.
A Terceira Tradição, concentrada na única maneira em que sou igual aos outros, levou-me a conhecer e a ajudar todo tipo de alcoólico, da mesma forma como eles também me ajudaram.
Chalote, a atéia mostrou-me os meus altos padrões de ética e de honra. Clay, de outra raça, ensinou-me a paciência; Winslow, que é gay, levou-me pelo exemplo à verdadeira compaixão; a jovem Megan diz que ver-me nas reuniões, sóbrio 30 anos faz com que ela continue voltando. A Terceira Tradição garante que conseguiremos o que precisamos; um ao outro.

24 de Janeiro

CONSEGUINDO SE ENVOLVER

É preciso ação e ainda mais ação. “A fé se, obras é morta.“ ... nossa única meta é sermos úteis.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 Entendo que o serviço é uma parte vital da recuperação mas muitas vezes imagino, O que eu posso fazer? Simplesmente começar com o que tenho hoje. Olho em volta para ver onde há necessidade. Os cinzeiros estão cheios? Tenho mãos e pés para limpá-los? Subitamente, estou envolvido! O melhor orador pode fazer o pior café o membro que é o melhor com os novatos pode ser incapaz de ler; o único disposto a fazer a limpeza pode fazer a maior confusão com a conta do banco – mas, cada uma dessas pessoas são essenciais para um Grupo ativo. O milagre do serviço é este:quando uso o que tenho, descubro que há mais disponível para mim do que eu percebia antes.

23 de Janeiro

AINDA TENDO ALEGRIA?

Não somos pessoas tristes. Se os recém-chegados não encontrassem alegria e felicidade na nossa existência, não a iriam querer. Insistimos absolutamente em gozar a vida. Tentamos não gastar muito tempo em especulações sobre a situação das nações nem carregamos nas costas os problemas do mundo.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 Quando minha própria casa está em ordem, acho que as diferentes partes de minha vida são mais manejáveis. Despido da culpa e do remorso que escondiam meus anos de bebida, estou livre para assumir meu próprio papel no universo, mas esta condição requer manutenção. Devo parar e perguntar a mim mesmo: “Ainda estou tendo alegria?” Se achar que responder a esta pergunta estar difícil ou doloroso, talvez esteja me levando a sério demais – e achando difícil admitir que extraviei-me na maneira de trabalhar o programa para manter minha cãs em ordem. Penso que a dor que sinto é uma maneira que meu Poder Superior tem para chamar a atenção, induzindo-me a avaliar o meu desempenho. O pouco tempo e esforço tomados, para fazer funcionar o programa - inventario relâmpago, por exemplo, ou fazer reparações, quando for apropriado – bem valem o esforço.

22 de Janeiro

MANTNHA-O SIMPLES

Poucas horas depois eu me despedi do Dr. Bob... O maravilhoso e amigo sorriso estava em seu rosto, quando me disse quase brincando: Lembre-se Bill, não deixe que isto se acabe. “Mantenha-o Simples!” Saí sem poder dizer uma palavra. Esta foi a ultima vez que o vi.

AA ATINGE A MAIORIDADE

Após anos de sobriedade eu, de vez em quando, pergunto a mim mesmo: “É possível que seja tão simples?” Logo, nas reuniões, vejo antigos cínicos e céticos que caminhando pela estrada de AA; saíram do inferno: empacotando suas vidas, sem álcool, em seguimentos de vinte e quatro horas, durante os quais eles praticam alguns poucos princípios da melhor maneira que lhes é possível. E de novo, me dou conta que, embora não seja sempre fácil, se o mantenho simples, funciona. 

21 de Janeiro

SERVINDO MEU IRMAO

O membro de AA fala ao recém chegado, não com espírito de grandeza, mas com o espírito de humildade e fraqueza.

AA ATINGE A MAIORIDADE

 Enquanto passam os dias em AA peço a Deus para guiar meus pensamentos eminhas palavras ao falar. Neste labor de continua participação na Irmandade, tenho muitas oportunidades de falar. Assim, freqüentemente peço a Deus para me ajudar a observar meus pensamentos e palavras, que elas possam ser verdadeiras e próprias reflexões de nosso programa; focalizar minhas aspirações mais uma vez para procurar Sua direção; para me ajudar a ser realmente agradável e amável, prestativo e curativo, mas sempre cheio de humildade e livre de qualquer traço de arrogância.


Talvez hoje eu tenha que enfrentar atitudes ou palavras desagradáveis; recursos típicos do alcoólico que ainda sofre. Se isto vier a acontecer, tomarei um momento para concentrar-me em Deus e então ser capaz de responder de uma perspectiva de compostura, força e sensibilidade.

20 de Janeiro

PARAMOS... E PERGUNTAMOS

No decorrer do dia, quando agitados, ou em dúvida, fazemos uma pausa e pedimos pelo pensamento ou ação certa

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

Hoje humildemente, peço ao meu Poder Superior pela graça de encontrar o espaço entre meu impulso e minha ação de deixar soprar uma brisa refrescante quando eu responderia acaloradamente, de interromper a ferocidade com a paz gentil, de aceitar o momento que permita que o julgamento se torne discernimento de preferir o silêncio quando minha língua for impedida a atacar ou defender.
Prometo observar toda oportunidade de voltar-me ao meu Poder Superior em busca de direção. Sei onde estar este poder: ele reside dentro de mim, tão claro como um riacho das montanhas, oculto nas colinas – ele é o Recurso Interior Desconhecido.
Agradeço ao meu Poder Superior por esta palavra de luz e verdade que vejo quando permito a ele dirigir minha visão.
Acredito nele e espero que ele acredite em mim para fazer todo esforço para encontrar hoje o pensamento e ação certa.

 

19 de Janeiro

A FÉ A TODA HORA

A fé precisa estar em ação durante as vinte e quatro horas do dia, dentro e através de nós, ou morremos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 

Comentários de um membro...
A essência de minha espiritualidade, e minha sobriedade, se baseia na fé diária em um Poder Superior. Preciso lembrar e confiar no Deus do meu entendimento enquanto prossigo em todas as minhas atividades diárias. Como é confortante para mim o conceito de que Deus funciona dentro e através das pessoas. Quando faço uma pausa no meu dia, lembro-me de exemplos concretos e específicos da presença de Deus? Estou assombrado e enaltecido pelos numero de vezes que este poder é evidente? Estou dominado pela gratidão da presença de Deus na minha vida de recuperação. Sem esta força onipotente em cada uma das minhas atividades cairia novamente nas profundezas de minha doença - e morreria.

18 de Janeiro

UMA BEBIDA AJUDARIA

Voltando atrás em nossas próprias historias de bebida, nós poderíamos mostrar que, anos antes de perceber, estávamos fora de controle, que nossa maneira de beber, mesmo naquela época, não era apenas hábito, mas era de fato o inicio da progressão fatal

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES.

...comentários de um membro...

Quando eu estava bebendo, não podia responder qualquer situação da vida como podiam outras pessoas mais saudáveis. O menor incidente desencadeava um estado de espírito que, acredite, eu tinha que beber para entorpecer meus sentimentos. Mas o entorpecimento não melhorava a situação, então procurava uma saída na garrafa. Hoje preciso estar consciente do meu alcoolismo. Não posso me permitir acreditar que ganhei o controle sobre minha maneira de beber – ou novamente pensarei que ganhei o controle sobre a minha vida. Tal sentimento de controle é fatal à minha recuperação.

17 de Janeiro

A FELICIDADE VEM CALMAMENTE

“O problema conosco, os alcoólicos, era este; exigimos que o mundo nos desse felicidade e paz de espírito, porém, queríamos consegui-la numa ordem especial: pela rota do álcool. E não tivemos sucesso. Mas, quando como com o tempo descobrimos algumas das leis espirituais e nos familiarizamos com elas e as colocamos em prática, então conseguimos felicidade e paz de espírito...Parecem existir algumas regras que temos que seguir, mas,as felicidade e paz de espírito estão sempre ali, abertas e de graça para qualquer um.”

DR. BOB E OS BONS VETERANOS.

  

...comentários de um membro...

A simplicidade do programa de A. A., me ensina que felicidade não é alguma coisa que eu “exigir”. Vem par mim calmamente enquanto sirvo aos outros. Oferecendo minha mão para o ingressante ou para alguém que recaiu, descubro que minha própria sobriedade foi recarregada com gratidão e felicidade indescritíveis.

16 de Janeiro

ATINGINDO O FUNDO

Por que toda esta insistência que todo AA deve primeiro atingir o fundo do poço? A resposta é que poucas pessoas tentarão praticar o programa de AA sinceramente, a menos que tenham chegado ao fundo. Pois, praticar os restantes onze Passos do programa, significa a adoção de atitudes e ações que quase nenhum alcoólico que está ainda bebendo pode sonhar em fazer.

DR. BOB E OS BONS VETERANOS.

 ...comentários de um membro...

Atingindo o fundo do poço minha mente abriu e fiquei disposto a tentar algo diferente. O que tentei foi AA, pode se comparar como aprender a andar de bicicleta de pela primeira vez. A. A. tornou-se minha bicicleta de treinamento e minha mão de apoio. Não é que eu desejasse tanto de ajuda; simplesmente não queria voltar a sofrer essas coisas novamente. Meu desejo de evitar voltar ao fundo novamente foi mais forte que meu desejo de voltar a beber. No começo isso foi que me manteve sóbrio. Porém, após algum tempo, descobri a mim mesmo trabalhando os Passos o melhor que podia. Em breve percebi que minhas atitudes e ações estavam mudando aos poucos. Um dia de cada vez, senti-me bem comigo mesmo, com os outros, e minhas feridas começaram a cicatrizar. Agradeço a Deus pela bicicleta de treinamento e a minha mão de apoio que escolhi chamar de Alcoólicos Anônimos.

15 de Janeiro

UM RECURSO INTERIOR DESCONHECIDO

Com poucas exceções nossos membros descobrem que tinham tocado num recurso interior desconhecido, o qual eles em breve identificam com sua própria concepção de um Poder Superior a eles mesmos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS.

 ...comentários de um membro...

Desde os meus primeiros dias em AA enquanto lutava pela sobriedade, encontrei esperança nessa palavra de nossos co-fundadores. Muitas vezes ponderei sobre a frase: “Eles tocaram num recurso interior desconhecido”. Como? Perguntava a mim mesmo, poso encontrar o Poder dentro de mim, quando sou tão impotente? No tempo certo, como os co-fundadores prometeram despertou em mim sempre tive a escolha entre a bondade e o mal, entre o altruísmo e o egoísmo, entre serenidade e o medo. Esse Poder Superior a mim mesmo é uma dádiva original que eu não reconhecia até conseguir uma sobriedade diária vivendo através dos Doze Passos de A. A..

14 de Janeiro

SEM REMORSOS

Nós não lamentaremos o passado, nem nos recusaremos a enxergá-los.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS.

 ...comentários de um membro...

Uma vez sóbrio, comecei a ver como a minha vida foi desperdiçada e experimentei uma culpa esmagadora e sentimentos de remorso. O Quarto e o Quinto Passos do programa ajudaram-me a enormemente aliviar aqueles problemas de remorsos.

Aprendi que meu egocentrismo e minha desonestidade vinham muito da minha maneira de beber, e eu bebia porque era um alcoólico. Agora vejo que mesmo as minhas experiências mais repugnantes do passado podem se transformar em ouro, porque, como um alcoólico sóbrio, posso compartilhá-las para ajudar meus companheiros alcoólicos, principalmente os que estão chegando.

Sóbrio por muitos anos em AA, não tenho mais remorsos pelo passado; sou simplesmente cheio de gratidão por estar consciente do amor de Deus e da ajuda que posso dar aos outros na Irmandade. 

13 de Janeiro

NÃO ACONTECE DA NOITE PARA O DIA

Nós não estamos curados do alcoolismo. O que realmente temos é um indulto diário dependendo da manutenção de nossa condição espiritual.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS.

 ...comentários de um membro...

 

A fantasia alcoólica mais comum parece ser: “Se eu apenas não beber, tudo ficará bem.” Desde que a névoa clareou para mim, vi – pela primeira vez – a confusão que tinha se tornado em minha vida. Tinha problemas familiares, no meu trabalho, financeiros e legais; estava agarrado a velhas idéias religiosas; havia aspectos do meu caráter que eu não queria ver porque  eles me convenceriam, facilmente que eu estava sem esperanças e me empurrariam novamente para a fuga. O Livro Grande guiou-me na resolução de todos os meus problemas. Mas não aconteceu da noite para o dia – e com certeza não foi automático – sem nenhum esforço de minha parte. Preciso sempre reconhecer a compaixão de Deus e suas bênçãos, que iluminam qualquer problema que tenho que enfrentar.

12 de Janeiro

ACEITANDO NOSSAS CIRCUNSTÂNCIAS ATUAIS

Nosso primeiro problema é aceitar nossas circunstâncias atuais como elas são a nós mesmos como somos e as pessoas em torno de nós momo elas são. Isto é adotar uma humildade realista sem a qual não se pode nem mesmo começar a realizar progressos. Novamente precisamos voltar a este desagradável ponto de partida. È um exercício de aceitação que podemos praticar com vantagens todos os dias de nossas vidas.
Desde que evitemos, arduamente, tornar este levantamento realista dos fatos da vida em desculpas irreais para a apatia e o derrotismo, eles podem ser o alicerce seguro sobre o qual pode ser construídos uma saúde emocional aumentada e, portanto, o progresso espiritual.

NA OPINIÃO DE BILL.

 ...comentários de um membro...

 

Quando estou tendo uma fase difícil para aceitar pessoas, lugares ou acontecimentos, volto a esta passagem, o que me alivia bastante do medo subjacente, em relação aos outros, ou às situações que a vida me apresenta. O pensamento me permite ser humano e não perfeito, e recobrar a minha paz de espírito.

11 de Janeiro

PASSO 100%

Somente o Primeiro Passo, onde admitimos inteiramente que somos impotentes perante o álcool, pode ser praticado com absoluta perfeição.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 ...comentários de um membro...

 

Muito antes de conseguira alcançar a sobriedade em A. A. eu sabia, sem nenhuma dúvida, que o álcool estava me matando mas mesmo com esse conhecimento, fui incapaz de parar de beber. Assim, quando encarei o Primeiro Passo, foi fácil admitir que me faltava força para não beber. Mas, que tinha pedido o domínio de minha vida? Nunca. Cinco meses após ter chegado em A. A. estava bebendo novamente e imaginando por quê.

Mais tarde, de volta a A. A. e sentindo a dor de minhas feridas, aprendi que o Primeiro Passo é o único que pode ser praticado 100%. E que a única maneira para praticá-lo é aceitar esse Passo 100%. Desde então , já se passaram muitas 24 horas e não precisei praticar novamente o Primeiro Passo.

10 de Janeiro

PERMANECEMOS UNIDOS

Aprendemos que precisamos admitir, do fundo de nossos corações, que éramos alcoólicos. Este é o primeiro passo para a recuperação. È preciso destruir a ilusão de que somos ou poderemos ser como as outras pessoas.

ACOÓLICOS ANÔNIMOS

 

...comentários de um membro...
 
Procurei Alcoólicos Anônimos porque era incapaz de controlar minha maneira de beber. Foram as reclamações de minha mulher, ou talvez do delegado que me forçou a ir às reuniões de A. A., ou ainda no íntimo do meu próprio ser sentisse que não podia beber como os outros. Alcoólicos Anônimos é uma irmandade de homens e mulheres unidos contra uma doença comum e fatal. Nossas vidas estão ligadas umas com as outras, como os sobreviventes num barco salva-vidas no mar. Se trabalharmos juntos, chegaremos salvos à praia.

09 de Janeiro

UM ATO DA PROVIDENCIA

Realmente é terrível admitir que com o copo na mão temos convertido nossas mentes numa obsessão tão grande por beber destrutivamente que somente um ato da Providencia pode removê-la de nós.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 ...comentários de um membro...

 

Meu ato da Providencia  (manifestação de cuidado e direção divina) veio quando experimentei a falência total do alcoolismo ativo – tudo que tinha algum significado em minha vida havia ido embora. Telefonei pra Alcoólicos Anônimos e, a partir daquele instante minha vida nunca mais foi a mesma. Quando penso naquele momento tão especial, sei que Deus estava agindo em minha vida bem antes que eu fosse capaz de conhecer e aceitar conceitos espirituais. O copo foi arriado através desse único ato da Providencia  e minha jornada pela sobriedade começou. Minha vida continua se expandindo com o cuidado e a direção divina. O Primeiro Passo, no qual admiti que era impotente perante o álcool, que tinha perdido o domínio de minha vida, tornou-se mais um significado para mim um dia de cada vez – na salvadora de vidas, vivificante Irmandade de Alcoólicos Anônimos.

08 de Janeiro

EU TENHO UMA ESCOLHA

O fato é que muitos alcoólicos, por razoes ainda desconhecidas, perderam o poder de escolha com relação à bebida. Nossa tão falada força de vontade torna-se praticamente inexistente.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 ...comentários de um membro...

.

 Minha impotência perante o álcool não cessa quando paro de beber.  Mesmo na sobriedade. Eu não posso beber.

A escolha que tenho de fato é de recorrer e usar o “estojo de ferramentas espirituais”  (Alcoólicos Anônimos). Quando faço isso, meu Poder Superior me alivia de minha falta de escolha – e me mantém sóbrio por mais um dia. Se eu pudesse escolher não tomar uma bebida hoje, onde estaria então minha necessidade de A. A. ou de um Poder Superior?

08 de Janeiro

EU TENHO UMA ESCOLHA

O fato é que muitos alcoólicos, por razoes ainda desconhecidas, perderam o poder de escolha com relação à bebida. Nossa tão falada força de vontade torna-se praticamente inexistente.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 ...comentários de um membro...

.

 Minha impotência perante o álcool não cessa quando paro de beber.  Mesmo na sobriedade. Eu não posso beber.

A escolha que tenho de fato é de recorrer e usar o “estojo de ferramentas espirituais”  (Alcoólicos Anônimos). Quando faço isso, meu Poder Superior me alivia de minha falta de escolha – e me mantém sóbrio por mais um dia. Se eu pudesse escolher não tomar uma bebida hoje, onde estaria então minha necessidade de A. A. ou de um Poder Superior?

07 de Janeiro

NO PONTO CRUCIAL


As meias medidas de nada nos ajudaram. Ficamos no ponto Crucial. Entregando-nos totalmente e pedimos Sua proteção e cuidado.


ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 ...comentários de um membro...

 

Todos os dias eu me encontro em momentos decisivos. Meus pensamentos e ações podem impedir-me para o crescimento ou levar–me de volta para os velhos hábitos e a bebida. Algumas vezes os momentos decisivos são começos, como quando decido começar a elogiar, ao invés de condenar alguém. Ou quando começo a pedir ajuda ao invés de fazer as coisas sozinho. Outras vezes momentos decisivos são pontos finais, como quando vejo claramente a necessidade de parar ressentimentos apodrecidos ou egoísmos aleijantes. Muitos me tentam diariamente: logo, todo dia também tenho oportunidade de tomar conhecimento deles. De uma forma ou de outra meus defeitos de caráter aparecem diariamente: autoc-ondenação, raiva, fuga, orgulho, desejo de vingança ou grandiosidade.

Tentar meias medidas para eliminar estes defeitos apenas paralisa meus esforços para mudar. Somente quando peço a Deus me ajude, com total entrega, é que me torno disposto – e capaz – para mudar.

06 de Janeiro

A VITÓRIA DA RENDIÇÃO


Percebemos que somente através da derrota total somos capazes de dar os primeiros passos na direção da libertação e da força. Nossa admissão de impotência pessoal finalmente produz o alicerce firme sobre o qual, vidas felizes e significativas podem ser construídas.







OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

...comentários de um membro...

 Quando o álcool influenciava cada faceta de minha vida, quando as garrafas tornaram-se o símbolo de toda minha auto-indulgência e permissividade, quando vim a perceber que, por mim mesmo, não podia fazer nada para vencer o poder do álcool, percebi que não tinha outro recurso a não ser a rendição. Na rendição encontrei a vitoria – vitoria sobre minha egoística auto-indulgência, vitória sobre minha resistência teimosa à vida como era dada para mim. Quando parei de lutar contra tudo e contra todos, comecei a caminhada para a serenidade e paz.  

 

 

05 de Janeiro

ACEITAÇÃO TOTAL


Ele não pode imaginar a vida sem álcool. Algum dia será incapaz de imaginar a vida com álcool ou sem ele. Então conhecerá a solidão como poucos. Estará no fim da linha. Desejará o fim.


ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

  
 

...comentários de um membro...

Somente um alcoólico pode entender o exato significado duma declaração como esta. O padrão duplo que me manteve preso como um alcoólico ativo também me encheu de terror e confusão. “Se eu não beber vou morrer”, competia com “Se continuar bebendo, isto vai me matar”. Ambos os pensamentos compulsivos sempre me puxavam mais para o fundo. Esse fundo produziu uma aceitação total do meu alcoolismo – sem qualquer reserva – e algo que foi absolutamente essencial para minha recuperação. Foi um dilema deferente de qualquer coisa com a qual tivesse me deparado antes, mas, como descobri mais tarde era algo necessário para ter sucesso no programa.

04 de Janeiro

COMECE ONDE VOCÊ ESTÁ

Sentimos que a eliminação de nossas bebedeiras é apenas um começo.
Bem mais importante é a demonstração de nossos princípios em nossos lares, ocupações e outros assuntos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, pp. 42, 43

 

Normalmente é fácil para mim ser agradável com as pessoas no cenário de A. A.. Enquanto trabalho para permanecer sóbrio, celebro com meus companheiros de A. A. nossa libertação comum do inferno da bebida. Freqüentemente não é difícil espalhar alegres notícias para meus velhos e novos amigos no programa.

Porém, em casa ou no trabalho, a história pode ser diferente. É nessas duas situações que tornam-se mais evidentes as pequenas frustrações do dia-a-dia; onde pode ser difícil sorrir ou dar uma palavra amável ou um ouvido atento. É fora das salas de A. A. que encaro o teste real da eficiência de minha caminhada através dos Doze Passos de A. A.   

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 12

03 de Janeiro

IMPOTÊNCIA

Admitimos que éramos impotente perante o álcool, que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

...comentários de um membro...

Não é coincidência que o Primeiro Passo mencione impotência. Uma admissão de impotência pessoal perante o álcool é a pedra fundamental do alicerce da sobriedade.
Aprendi que não tenho o poder e o controle que uma vez pensei ter. Sou impotente sobre o que as pessoas pensam sobre mim. Sou impotente até por ter perdido o ônibus. Sou impotente sobre como as outras pessoas praticam (ou não praticam) os Passos. Mas, também aprendi que não sou impotente perante algumas coisas. Não sou impotente perante minhas atitudes. Não sou impotente perante a negatividade. Não sou impotente sobre assumir responsabilidades por minha própria sobriedade. Tenho o poder de exercer uma influência positiva sobre mim mesmo, as pessoas que amo e o mundo em que vivo.
 

02 de Janeiro

PRIMEIRO, O ALICERCE

A sobriedade é tudo que devemos esperar de despertar espiritual? Não, sobriedade é apenas um simples começo.

NA OPINIÃO DE BILL

 

...comentários de um membro...
Praticar o programa de AA é como construir uma casa.
Primeiro tenho que vazar uma grande e ampla laje de concreto sobre a qual construirei a casa. Isso, para mim, foi o equivalente a parar de beber. Mas é muito desconfortável viver sobre uma laje de concreto, desprotegido e exposto ao calor, frio, vento e chuva. Assim eu construirei um quarto sobre a laje ao começar a praticar o programa. O primeiro quarto foi vacilante porque eu não estava acostumado ao trabalho. Mas com o passar do tempo, praticando o programa, aprendi a construir quartos melhores. Quanto mais eu construía, mais confortável e feliz ficava a casa em que agora vivo.

01 de Janeiro

EU SOU UM MILAGRE

O fato central de nossas vidas hoje é a absoluta certeza de que o Criador entrou em nossos corações, de maneira realmente milagrosa, fazendo por nós o que nunca poderíamos fazer por nós mesmos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

...comentários de um membro...

Realmente este é um fato na minha vida hoje, e um milagre real. Eu sempre acreditei em Deus, mas nunca pude dar um significado a esta crença.
Graças a Alcoólicos Anônimos, agora confio e conto com Deus como eu o entendo, estou sóbrio graças a isto!
Aprender a confiar e a contar com Deus foi algo que eu nunca poderia fazer sozinho. Agora acredito em milagres porque eu sou um!

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