ALCOÓLICOS ANÔNIMOS é uma irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências, for ças e esperanças, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo. O único requisito para se tornar membro é o desejo de parar de beber. Para ser membro de A.A. não há taxas ou mensalidades; somos auto-suficientes, graças às nossas próprias contribuições.

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Reflexões Diárias

 

23 de Outubro

O QUE CONHECEMOS MELHOR

“Sapateiro, não vás além da tua chinela”... melhor é fazer alguma coisa extremamente bem, do que fazer mal muitas coisas. Este é o tema central desta Tradição (Quinta). Em torno dela constrói-se a unidade de nossa Irmandade. A própria vida da nossa irmandade exige a preservação desse princípio.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, P. 135

 

A sobrevivência de A.A. depende da unidade. O que aconteceria se um Grupo decidisse ser uma agência de empregos, um centro de tratamento ou agência de serviços social?

Muitas especializações levam a especialização nenhuma, ao desperdício de esforços e, finalmente, ao declínio. Tenho qualificação para compartilhar meu sofrimento e minha maneira de recuperação com o ingressante. Conformidade ao propósito primordial de A.A. garante a segurança da maravilhosa dádiva da sobriedade, assim minha responsabilidade é enorme. A vida de milhões de alcoólicos está intimamente ligada à minha competência em “transmitir a mensagem para o alcoólico que ainda sofre”.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 305

22 de Outubro

VERDADEIRA TOLERÂNCIA

Finalmente começamos a perceber que todas as pessoas, nós inclusive, estamos mais ou menos emocionalmente doentes e freqüentemente errados, e então, aproximando-nos da verdadeira tolerância, conhecemos o real significado do amor ao próximo.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, P. 82

 

Ocorreu-me o pensamento de que, até certo ponto, todas as pessoas são emocionalmente doentes. Como nós poderíamos não ser? Quem entre nós é perfeito espiritualmente? Quem entre nós é fisicamente perfeito? Como poderia algum de nós ser perfeito emocionalmente? Portanto, o que mais podemos nós fazer? Senão suportar um ao outro e tratar cada um como gostaríamos de ser tratados em circunstâncias similares.

Isso é realmente o amor.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 304

21 de Outubro

NADA CRESCE NA ESCURIDÃO

Desejaremos que cresça e floresça o bem que está dentro de todos nós, por pior que sejamos.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 10

 

Com a auto-disciplina e a percepção que ganhei praticando o Décimo Passo, começo a conhecer as gratificações da sobriedade – não como uma mera abstinência do álcool, mas como uma recuperação em todos os aspectos de minha vida.

Renovo a esperança, regenero a fé e ganho novamente a dignidade do auto-respeito. Descobri a palavra “e” na frase: “e quando estávamos errados, admitimos prontamente”.

Tranqüilo de que não estou mais sempre errado, aprendo a aceitar a mim mesmo, como sou, com um novo entendimento dos milagres da sobriedade e serenidade.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 303

20 de Outubro

CONFORTO PARA A CONFUSÃO

Evidentemente o problema daquele que se afasta da fé é o de uma confusão profunda. Acha-se desprovido do conforto de qualquer crença. Nem sequer num grau mínimo consegue alcançar a convicção do crente, do agnóstico ou do ateu. O desnorteado é ele.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, P. 24

 

O conceito de Deus foi um com os quais lutei nos meus primeiros anos de sobriedade. As imagens que vinham para mim, evocadas do meu passado, eram sobrecarregadas de medo, rejeição e condenação. Então ouvi meu amigo Ed descrever sobre a imagem que tinha de um Poder Superior: Quando garoto, lhe foi dada uma ninhada de cachorrinhos, desde que ele assumisse a responsabilidade de cuidar deles. Toda manhã, ele encontrava os inevitáveis “sub-produtos” dos cachorrinhos no piso da cozinha. Apesar da frustração. Ed dizia que ele não podia ficar zangado porque “esta é a natureza dos cachorrinhos”. Ed dizia que Deus olhava nossos defeitos e imperfeições com o mesmo entendimento e calor. Muitas vezes encontrei consolo da minha confusão pessoal no reconfortante conceito de Deus feito por Ed.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 302

19 de Outubro

“A RAIZ PRINCIPAL” DE A.A.

O princípio de que não encontraremos qualquer força duradoura sem que antes admitamos a derrota completa, é a raiz principal da qual germinou e floresceu nossa irmandade.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, P. 18

 

Derrotado e sabendo disto, cheguei às portas de A.A. sozinho e com medo do desconhecido. Um Poder fora de mim mesmo havia me tirado de minha casa, guiou-me para uma lista telefônica, depois até a parada de ônibus e pelas portas de Alcoólicos Anônimos. Uma vez dentro de A.A. experimentei uma sensação de ser amado e aceito, algo que não sentia desde a minha tenra infância.

Que nunca perca a sensação de milagre que experimentei nessa primeira noite com A.A., o maior evento de toda minha vida

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 301

18 de Outubro

UMA MENTE ABERTA

A verdadeira humildade e a mente aberta poderão nos conduzir à fé...

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, P. 28

 

Meu pensamento alcoólico me levou a acreditar que eu podia controlar a bebida mas não conseguia. Quando vim para A.A., percebi que Deus estava falando para mim através do meu Grupo. Minha mente se abriu o suficiente para perceber que eu precisava de Sua ajuda. Uma real e honesta aceitação de A.A. levou mais tempo, mas com ela veio a humildade. Sei como eu era insano, e hoje sou extremamente grato por ter minha sanidade restaurada e ser um alcoólico sóbrio.

A nova e sóbria pessoa que sou, é muito melhor do que jamais eu poderia ter sido sem A.A.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 300

17 de Outubro

UM AJUSTAMENTO DIÁRIO

Cada dia é um dia em que devemos aplicar a visão da vontade de Deus em todas as nossas atividades.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 104 e 105

 

Como mantenho minha condição espiritual?

Para mim é muito simples: todo dia peço ao Poder Superior que me conceda a graça da sobriedade por mais aquele dia!

Tenho conversado com muitos alcoólicos que voltaram a beber e sempre pergunto a eles: “Você rezou por sobriedade no dia em que tomou o primeiro gole?” Nenhum deles disse que sim. Quando pratico o Décimo Passo e tento manter minha casa em ordem diariamente, sei que se eu pedir por um indulto diário, ele será concedido.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 299

16 de Outubro

DURANTE CADA DIA

Não é algo que se consiga de um dia para o outro. Deve continuar durante toda a vida.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 104

 

Durante meus primeiros anos em A.A., considerava o Décimo Passo como uma sugestão de que olhasse periodicamente ao meu comportamento e reações. Se houvesse alguma coisa errada, deveria admiti-la; se uma desculpa fosse necessária, deveria pedi-la.

Após alguns anos de sobriedade, senti que podia fazer um auto-exame mais freqüentemente. Somente após a passagem de mais alguns anos eu percebi o significado total do Décimo Passo e da palavra “continuamos”. “Continuamos” não significa de vez em quando, ou freqüentemente. Significa “durante cada dia”.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 298

15 de Outubro

MEU INVENTÁRIO, NÃO O SEU

A “fofoca” acrescida de nossa ira, uma forma gentil de homicídio por meio da destruição do caráter, também traz suas satisfações para nós. Nestes casos, não estamos tentando ajudar àqueles que criticamos; estamos tentando proclamar nossa própria retidão.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 59

 

Às vezes não percebo que fiz fofoca de alguém, até que chega o fim do dia, quando faço um inventário das atividades, e então minhas fofocas aparecem como uma mancha num dia maravilhoso. Como pude ter dito uma coisa como essa?

A fofoca mostra a sua feia cabeça durante um café ou um lanche com os sócios de negócios, ou posso fofocar à noite, quando estou cansado das atividades do dia e me sinto justificado em reforçar meu ego às custas de alguém.

Defeitos de caráter como a fofoca se introduzem em minha vida quando não estou fazendo um esforço constante para praticar os Doze Passos. Preciso lembrar a mim mesmo que minha unicidade é a benção de meu ser, e que isso se aplica igualmente a qualquer um que cruze meu caminho. Hoje, o único inventário que preciso fazer é o meu. Deixo o julgamento dos outros para o Juízo Final – a Divina Providência.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 297

14 de Outubro

UM PROGRAMA PARA VIVER

Quando nos deitamos à noite, revisamos construtivamente o nosso dia... Ao acordar pensamos nas vinte e quatro horas vindouras... Antes de começar, pedimos que Deus dirija nossos pensamentos e, especialmente, que eles sejam divorciados da auto-piedade, d desonestidade e do egoísmo.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 105 e 106

 

A mim faltava serenidade. Com mais coisas para fazer do que era possível, embora me esforçasse muito, cada vez estava mais atrasado. Preocupações sobre coisas não feitas ontem e medo pelos prazos de entrega de amanhã, negavam-me a calma de que eu precisava para ser eficaz a cada dia.

Antes de praticar o Décimo e o Décimo Primeiro Passos comecei a ler passagens como a citada acima.

Tentei focalizar a vontade de Deus, não meus problemas, e confiar que Ele poderia administrar o meu dia.

Funcionou! Foi devagar, mas funcionou!

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 296

13 de Outubro

INVENTÁRIOS INCESSANTES

Continuamos vigiando o egoísmo, a desonestidade, o ressentimento e o medo. Quando estes surgirem, pediremos imediatamente a Deus que os remova. Iremos discuti-los em seguida com alguma pessoa e, se causamos algum dano, prontamente vamos repará-lo. Então, firmemente, voltamos nossos pensamentos para alguém a quem possamos ajudar.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 104

 

A aceitação imediata de pensamentos ou ações erradas é uma tarefa difícil para a maioria dos seres humanos, mas para alcoólicos em recuperação como eu, é difícil devido à minha propensão para o egoísmo, o medo e o orgulho. A liberdade que o programa de A.A. me oferece torna-se mais abundante quando, através de inventários incessantes de mim mesmo, admito, reconheço e aceito responsabilidade por meus erros. É possível então para mim conseguir uma compreensão mais profunda e mais ampla do que é a humildade. Minha disposição em admitir quando a falta é minha, facilita o progresso de meu crescimento e me ajuda a ser mais compreensivo e prestativo para os outros.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 295

12 de Outubro

REFREANDO A PRECIPITAÇÃO

Quando falamos ou agimos precipitada ou imprudentemente, nossa capacidade de fazer justiça e ser tolerante se evapora imediatamente.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 81

 

Ser justo e tolerante é um objetivo para o qual preciso trabalhar diariamente. Peço a Deus, como eu O concebo, para me ajudar a ser amoroso e tolerante com as pessoas que amo e com aqueles que estão em maior contato comigo.

Peço orientação para reprimir minha língua quando estou agitado, e paro um momento para refletir sobre o cataclisma emocional que minhas palavras podem causar, não somente a outros mas também em mim. Oração, meditação e inventários são a chave para um pensamento firme e ação positiva para mim.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 294

11 de Outubro

AUTO-DOMÍNIO

Nosso primeiro alvo deve ser o desenvolvimento do auto-domínio.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 81

 

Minhas viagens para o trabalho me dá oportunidade par fazer um auto-exame.

Um dia, quando fazia essa viagem, comecei a rever o meu progresso na sobriedade e não fiquei feliz com o que vi. Esperei com o passar do dia, trabalhando, esquecer esses pensamentos incômodos. Porém, como ia aparecendo um desapontamento após outro meu descontentamento somente aumentou e as pressões dentro de mim continuaram subindo.

Me recolhi para uma mesa isolada na sala da firma e me perguntei como poderia aproveitar melhor o restante do dia. Antigamente, quando as coisas iam mal, instintivamente desejava lutar contra. Mas, durante o curto tempo que eu tinha tentado viver o programa de A.A., havia aprendido a voltar atrás e dar uma olhada em mim mesmo. Reconheci que, embora não sendo a pessoa que desejava ser, eu tinha aprendido a não reagir da minha velha maneira. Aquelas velhas estruturas de comportamento só trouxeram tristeza e dor para mim e para os outros. Voltei para minha secção de trabalho, determinado a ter um dia produtivo, agradecendo a Deus pela chance de fazer progresso aquele dia.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 293

10 de Outubro

CONSERTANDO A MIM, NÃO A VOCÊ

Se ao sermos ofendidos, nos irritamos, é sinal de que também estamos errados.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 80

 

Que alívio eu senti quando me mostraram esta passagem.

De repente vi que podia fazer alguma coisa a respeito de minha raiva, podia consetar-me ao invés de tentar consertar os outros. Acredito que não há exceções a este preceito.

Quando estou com raiva, ela está sempre auto-centrada. Preciso continuar me lembrando que sou humano e que estou fazendo o melhor que posso, mesmo quando este melhor é pouco.

Assim, peço a Deus para remover minha raiva e deixar-me realmente livre.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 292

09 de Outubro

UM PRECEITO ESPIRITUAL

É um preceito espiritual, que cada vez que estamos perturbados, seja qual for a causa, alguma coisa em nós está errada.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 80

 

Eu nunca entendi realmente o preceito espiritual do Décimo Passo, até ter a seguinte experiência. Estava sentado lendo em meu quarto, de madrugada quando, subitamente, ouvi meus cachorros latindo no pátio de trás. Meus vizinhos desaprovam este barulho, assim, com uma mistura de sentimentos de raiva e vergonha, bem como do medo da desaprovação de meus vizinhos, chamei os cachorros imediatamente.

Várias semanas mais tarde, a mesma situação se repetiu, exatamente da mesma maneira, mas eu estava me sentindo em paz comigo mesmo e fui capaz de aceitar a situação – cachorros sempre latem – e, calmamente, chamei os cachorros.

Os dois incidentes me ensinaram que, quando uma pessoa experimenta eventos quase idênticos e reage de duas maneiras diferentes, significa que não é a situação que é de extrema importância, mas a condição espiritual da pessoa.

Sentimentos vêm de dentro, não das circunstâncias exteriores. Quando minha condição espiritual é positiva, eu reajo positivamente.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 291

08 de Outubro

INVENTÁRIO DIÁRIO

... e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 80

 

Eu estava começando a me aproximar de minha nova vida de sobriedade com um entusiasmo incomum. Novos amigos estavam aparecendo e algumas de minhas amizades danificadas começavam a ser reparadas. A vida era excitante e comecei a gostar até mesmo do meu trabalho, tornando-me tão confiante a ponto de emitir um relatório sobre a falta de acompanhamento cuidadoso com alguns de nossos clientes. Um dia, um colega me informou que meu chefe estava realmente preocupado porque uma queixa, apresentada sem o seu conhecimento, tinha lhe causado muito desconforto com seus superiores. Eu sabia que meu relatório tinha criado o problema, e comecei a me sentir responsável pela dificuldade de meu chefe. Discutindo o assunto, meu colega tentou me tranqüilizar, dizendo que não havia necessidade de pedir desculpas, mas logo me convenci de que precisava fazer alguma coisa, independente das conseqüências. Quando me aproximei de meu chefe e confessei minha parte em suas dificuldades, ele ficou surpreso. Porém, coisas inesperadas resultaram de nosso encontro, e nós fomos capazes de concordar em interagir mais diretamente e de forma efetiva no futuro.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 290

07 de Outubro

CONTROLANDO DIARIAMENTE

Continuamos fazendo o inventário pessoal...

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 78

 

O axioma espiritual referido no Décimo Passo: “toda vez em que estivermos perturbados, não importa qual a causa, há alguma coisa errada conosco.” Também me diz que não existem exceções a isto. Não importa o quanto os outros pareçam ser irrazoáveis, eu sou responsável para não reagir negativamente. Independente do que está acontecendo à minha volta, sempre terei a prerrogativa e a responsabilidade de decidir o que acontece dentro de mim. Eu sou o criador de minha própria realidade.

Quando faço meu inventário diário, sei que devo parar de julgar os outros. Se julgo os outros, provavelmente estou julgando a mim mesmo.

Quem mais me perturba, é meu melhor professor. Tenho muito que aprender com ele ou com ela e, em meu coração, deveria agradecer a essa pessoa.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 289

06 de Outubro

OLHANDO A NÓS MESMOS

... e o Medo responde: “Não se atreva a olhar!”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 43

 

Quantas vezes em meus dias, de bebedeira eu evitava um trabalho apenas porque me parecia muito grande! Não é de se admirar que mesmo estando sóbrio por algum tempo, aja dessa mesma forma quando me defronto com o que aparenta ser um trabalho monumental, tal como fazer um minucioso e destemido inventário moral de mim mesmo? O que descubro, após ter chegado ao outro lado – quando meu inventário está completo – é que a ilusão era maior do que a realidade. O medo de olhar para mim mesmo me mantinha paralisado e, até eu tornar-me disposto a pegar lápis e papel, eu estava detendo meu crescimento baseado numa coisa intangível.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 288

05 de Outubro

A BAGAGEM DE ONTEM

Os sábios sempre souberam que alguém só consegue fazer alguma coisa de sua vida somente depois que o exame de si mesmo venha a se tornar um hábito regular, admita e aceite o que encontre e, então tente corrigir o que lhe pareça errado, com paciência e perseverança.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 78

 

Tenho hoje mais do que o suficiente para lidar, sem ter que arrastar também a bagagem de ontem. Devo equilibrar as contas de hoje, se quiser ter uma chance amanhã. Portanto, pergunto a mim mesmo se errei e como posso evitar a repetir esse comportamento em particular. Magoei alguém, ajudei alguém, e por quê?

Alguma coisa que faço hoje acaba transbordando para o amanhã, porém, isso não precisa acontecer com quase tudo, se eu fizer um inventário diário de forma honesta.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 287

04 de Outubro

UMA PODA NECESSÁRIA

... sabemos que antes da sobriedade vem obrigatoriamente, o sofrimento resultante da bebida, da mesma forma que antes da serenidade vem o desequilíbrio emocional.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 83

 

Adoro despender tempo em meu jardim, alimentando e podando minhas flores maravilhosas. Um dia, em que estava diligentemente podando-as, uma vizinha parou e comentou: “Oh! As tuas plantas são maravilhosas, é uma pena ter que cortá-las.” Eu repliquei: “Sei como você se sente, mas o excesso precisa ser removido, para que elas possam crescer mais fortes e mais saudáveis.

Mais tarde pensei que talvez minhas plantas sentissem dor, mas Deus e eu sabemos que faz parte do plano e tenho visto os resultados. Então lembrei-me logo do meu precioso programa de A.A. e de como nós todos crescemos através da dor. Peço a Deus para me podar quando for a hora, para que assim possa crescer.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 286

03 de Outubro

APÓS A TEMPESTADE, SERENIDADE

Um conhecedor do assunto, disse uma vez, que a dor era a pedra de toque de todo o progresso espiritual. Nós AAs estamos convencidos disso...

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 83

 

Quando me encontro na montanha russa da confusão emocional, recordo que o crescimento é freqüentemente doloroso. Minha evolução no programa de A.A. me ensinou que devo experimentar a mudança interior que, mesmo dolorosa, acabará guiando-me do egoísmo para o altruísmo. Se quero ter serenidade, tenho que passar pelo tumulto emocional e suas subseqüentes ressacas, e estar agradecido pelo contínuo progresso espiritual.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 285

02 de Outubro

A PROVA DECISIVA

Quando praticamos os nove primeiros Passos, estamos nos preparando para a aventura de uma nova vida. Mas, ao nos aproximarmos do Décimo Passo, começamos a nos submeter à maneira de viver de A.A. dia após dia, em qualquer circunstância. Logo, vem a prova decisiva: podemos permanecer sóbrios, manter nosso equilíbrio emocional e viver utilmente sob quaisquer condições?

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 78

 

Eu sei que as promessas estão sendo cumpridas na minha vida, mas desejo mantê-las e desenvolvê-las pela aplicação diária do Décimo Passo. Tenho aprendido através deste Passo que, se estou perturbado, há algo errado comigo. A outra pessoa pode estar errada também, mas eu posso tratar somente com os meus sentimentos. Quando estou magoado ou transtornado, tenho que procurar a causa continuamente em mim e preciso então admitir e corrigir meus erros. Não é fácil, mas enquanto sei que estou progredindo espiritualmente, sei que posso considerar meu esforço como um trabalho bem feito.

Descobri que a dor é uma amiga: ela me deixa saber que há alguma coisa errada com as minhas emoções, da mesma forma que uma dor física mostra que há alguma coisa errada com meu corpo. Quando atuo de forma apropriada através dos Doze Passos, a dor gradualmente vai embora.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 284

01 de Outubro

PARA QUE NÃO NOS TORNEMOS COMPLACENTES

É fácil descuidar do programa espiritual de ação e ficar só na fama que criamos. Mas, se o fizermos, estaremos à beira do perigo, pois o álcool é um inimigo sutil.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 104

 

Quando estou sofrendo, é fácil ficar perto dos amigos que encontrei no programa. As soluções contidas nos Doze Passos de A.A. me aliviam dessa dor. Mas, quando estou me sentindo bem e as coisas vão bem, posso me tornar complacente e satisfeito.

Falando claro: eu fico preguiçoso e me torno problema, ao invés de me tornar solução. Preciso entrar em ação, avaliar: onde eu estou e para onde estou indo? Um inventário diário me dirá o que devo mudar para recobrar o equilíbrio espiritual. Admitir o que encontro dentro de mim, para Deus e para outro ser humano, torna-me humilde e honesto.

REFEXÕES DIÁRIAS, p. 283

23 de Setembro

“EU ERA UMA EXCEÇÃO”

Ele (Bill W.) me disse, gentil e simplesmente: “Você pensa que é um de nós?”

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 413 N. T. Parte do Livro Alcoólicos Anônimos não traduzido.

 

Durante minha vida de bebedeiras, estava convencido que eu era uma exceção. Pensava que estava além das exigências mesquinhas e que tinha o direito de ser desculpado.

Nunca percebi que o negro contrapeso de minha atitude era o sentimento constante de que não “fazia parte”. No início, em A.A., me identificava com os outros somente como um alcoólico.

Que despertar maravilhoso foi para mim perceber que, se seres humanos estavam fazendo o melhor que podiam, então também eu estava! Todas as dores, confusões e alegrias que eles sentiam não eram excepcionais, mas parte de minha vida, tanto quanto de todo mundo.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 275

22 de Setembro

UM “FILÃO INESGOTÁVEL”

Como garimpeiros famintos, depois de apertar o cinturão com a barriga vazia, encontramos ouro.A alegria que sentimos ao sermos libertados de uma vida de frustrações era ilimitada. Papai pesa que encontrou algo melhor do que ouro. Por algum tempo poderá querer guardar o tesouro para si mesmo. Poderá não perceber, de início, que apenas tocou a superfície de uma mina infinita, que só pagará dividendos se a explorar para o resto da vida e insistir em doar aos outros toda a produção.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 144 E 145

 

Quando converso com um ingressante em A.A., meu passado me olha diretamente no rosto. Vejo a dor naqueles olhos cheios de esperança, estendo minha mão e então o milagre acontece: fico aliviado. Meus problemas desaparecem quando estendo a mão para essa alma trêmula.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 274

21 de Setembro

A ÚLTIMA PROMESSA

De repente, reconhecemos que Deus está fazendo por nós o que não podíamos fazer sozinhos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 103

 

A última promessa no Livro Azul tornou-se real para mim no primeiro dia de sobriedade. Deus me manteve sóbrio aquele dia, e em todos os outros dias eu permiti que Ele dirigisse minha vida. Ele me dá força, coragem e orientação para enfrentar minhas responsabilidades na vida, a fim de que eu seja capaz de alcançar a sobriedade e ajudar outros a crescer a permanecer sóbrios. Ele se manifesta dentro de mim, tornando-me um canal de Sua palavra, de Seu pensamento e de Sua ação. Ele funciona com o meu interior, enquanto eu produzo no mundo exterior, porque Ele não faz por mim o que posso fazer por mim mesmo. Devo estar disposto a fazer Seu trabalho, para que Ele possa funcionar através de mim com sucesso.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 273

20 de Setembro

P. S. COMO GUIA

Procure fazer com que a sua relação com Ele seja certa e grandes eventos acontecerão a você e a muitos outros. Esta é a nossa Grande Realidade.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 177

 

Ter um bom relacionamento com Deus parecia ser impossível. Meu passado caótico deixara-me cheio de culpa e remorso, e eu imaginava como este “negócio de Deus” poderia funcionar. A.A. me disse que devo entregar minha vontade e minha vida aos cuidados de Deus, como eu O concebo. Sem ter nada mais para entregar, caí de joelhos e gritei: “Deus, eu não posso fazer isto. Por favor, me ajude!” Foi quando admiti minha impotência, que um raio de luz começou a tocar minha lama, e então uma disposição emergiu para deixar Deus controlar a minha vida. Com Ele como meu guia, grandes coisas começaram a acontecer e encontrei o começo da sobriedade.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 272

19 de Setembro

ACEITAÇÃO

Admitimos que não poderíamos vencer o álcool com os recursos que ainda nos restavam, e assim aceitamos o fato de que a dependência de um Poder Superior (mesmo que fosse só nosso Grupo de A.A.) poderia resolver o caso até aqui insolúvel. No momento em que formos capazes de aceitar inteiramente esses fatos, iniciou-se nossa libertação da compulsão alcoólica.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 109

 

A liberdade somente veio para mim com a aceitação de que podia entregar minha vontade e minha vida aos cuidados de meu Poder Superior, que em chamo Deus. A serenidade infiltrou-se no caos de minha vida, quando aceitei que o que me estava sucedendo era a vida mesma e que Deus me ajudaria em minhas dificuldades – e muito mais ainda. Desde então Ele tem me ajudado em todas as minhas dificuldades! Quando aceito as situações como elas são, não como desejo que elas sejam, então posso começar a crescer e ter serenidade e paz de espírito.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 271

18 de Setembro

RECUPERADOS PELO AMOR

Toda a nossa valorizada filosofia de auto-suficiência precisou ser posta de lado. Isto não foi feito com a antiquada força de vontade; em vez disso, tornou-se um caso de desenvolver a boa vontade de aceitar estes novos fatos da vida. Nós nem corremos da raia nem lutamos. O que fizemos foi aceitar. E então ficamos livres.

O MELHOR DE GRAPEVINE, VOL I, p. 198

 

Posso ficar livre de meu velho “eu” escravizante. Transcorrido um certo tempo, reconheço e acredito no bem que está dentro de mim.

Vejo que meu Poder Superior, que me envolve, ajudou-me a recuperar por Seu amor. Meu Poder Superior torna-se aquela fonte de amor e de força que está operando um milagre contínuo em mim.

Estou sóbrio... e estou grato.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 270

17 de Setembro

LIVERDADE DO MEDO

Quando, pela graça divina, chegamos a aceitar o nosso destino, compreendemos que podíamos, intimamente, viver em paz e mostrar aos que ainda sofriam do mesmo medo, que eles também poderiam superá-lo. Descobrimos que a liberdade do medo era mais importante do que a da penúria.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 109

 

Valores materiais guiaram minha vida por muitos anos, durante meu alcoolismo ativo. Acreditava que o total de minhas posses me faria feliz, apesar de continuar sentindo-me falido após tê-las conseguido. Assim que vim para A.A. pela primeira vez, descobri uma nova maneira de viver. Como resultado de aprender a confiar nos outros, comecei a acreditar num Poder Superior a mim. Ter fé me libertou da escravidão do ego. Quando os ganhos materiais foram substituídos pelas dádivas de espírito, minha vida tornou-se controlável. Então escolhi compartilhar minhas experiências com outros alcoólicos.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 269

16 de Setembro

UNIDOS VENCEREMOS OU PERECEMOS

... nenhuma associação de homens e mulheres teve, em tempo algum, uma necessidade mais premente de contínua eficiência e permanente união. Nós, alcoólicos, percebemos que precisamos trabalhar conjuntamente e permanecer unidos, do contrário a maioria de nós acabará por morrer, cada um sozinho em seu canto.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 189

 

Tal como os Doze Passos de A.A. foram escritos numa seqüência específica por uma razão, assim também é com as Doze Tradições. O Primeiro Passo e a Primeira Tradição tentam inculcar em mim a suficiente humildade para me dar uma chance de sobrevivência. Juntos são a base sobre a qual os Passos e Tradições que se seguem são construídos. É um processo de deflação do ego que me permite crescer, como indivíduo através dos Passos, e como membro participante de um Grupo através das Tradições. Aceitação total da Primeira Tradição me dá condições de deixar de lado as ambições pessoais, medos e raiva quando eles estão em conflito com o bem-estar comum, permitindo-me assim trabalhar com os outros por nossa sobrevivência mútua. Sem a Primeira Tradição, fico com pouca chance de manter a unidade exigida para trabalhar com os outros, eficazmente, e também posso perder as demais Tradições, a Irmandade e a minha vida.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 268

15 de Setembro

UMA VIDA NOVA

Sim, há um substituto e é muito mais do que isto. É o companheirismo existente em Alcoólicos Anônimos... A vida, finalmente, terá sentido.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 166

 

A vida é melhor sem álcool. A.A. e a presença de um Poder Superior me mantém sóbrio, mas a graça de Deus faz muito mais: coloca o serviço em minha vida. O contato com o programa de A.A. me ensina uma nova e mais ampla compreensão do que é Alcoólicos Anônimos e o que ele faz, mas o mais importante, ajuda a me mostrar quem eu sou: um alcoólico que precisa da experiência constante do programa de Alcoólicos Anônimos, para que possa viver uma vida que é uma dádiva de meu Poder Superior.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 267

14 de Setembro

PAZ DE ESPÍRITO

Submeteremos o assunto a nosso padrinho ou conselheiro espiritual pedindo, sinceramente, a ajuda e orientação de Deus – mas resolvendo atuar de maneira certa, quando ficar claro, custe o que custar?

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 77

 

Minha crença em um Poder Superior é uma parte essencial do meu trabalho no Nono Passo; perdão, momento certo e motivos corretos são os outros ingredientes. Minha disposição para fazer o Passo é uma experiência de crescimento que abre as portas para novos e honestos relacionamentos com as pessoas a quem prejudiquei. Minha ação responsável me traz mais perto dos princípios espirituais do programa: amor e serviço. Paz de espírito, serenidade e uma fé mais sólida, sem dúvida vêm a seguir.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 266

13 de Setembro

REPARANDO OS DANOS

Bom senso, escolher cuidadosamente o momento, coragem e prudência – eis as qualidades que precisamos ter quando damos o Nono Passo.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 74

 

Fazer reparações pode ser visto de duas maneiras: primeira, reparar o dano. Se eu danifiquei a cerca do vizinho eu “faço um conserto” – e isto é uma reparação direta. A segunda maneira é modificando meu comportamento. Se minhas ações prejudicaram alguém, eu faço um esforço diário para não causar mais danos a ninguém. Eu “conserto minha maneira de ser” e isto é uma reparação indireta.

Qual é o melhor modo? O único modo correto, desde que eu não cause danos posteriores, é as duas maneiras. Se o dano já está feito então eu simplesmente “reparo minhas maneiras”. Agir desta maneira me garante fazer reparações honestas.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 265

12 de Setembro

EU SOU RESPONSÁVEL

Pois, a disposição de aceitar todas as conseqüências de nossos atos passados e, ao mesmo tempo, de assumir a responsabilidade pelo bem-estar de outros, constitui o próprio espírito do Nono Passo.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 77

 

Na recuperação e com a ajuda de Alcoólicos Anônimos, aprendo que a coisa de que tenho medo é justamente a minha liberdade. Ela vem de minha tendência de não querer assumir responsabilidade por nada: eu nego, ignoro, culpo, evito. Então um dia eu olho, admito, aceito. A liberdade, a saúde e a recuperação que experimento está em olhar, admitir e aceitar. Aprendo a dizer “sim, eu sou responsável”.

Quando posso dizer estas palavras com honestidade e sinceridade, então estou livre.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 264

11 de Setembro

FAZENDO REPARAÇÕES

Acima de tudo, deveríamos tentar estar absolutamente seguros de que não estamos demorando por causa do medo.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 77

 

Ter coragem, não ter medo, são dádivas de minha recuperação. Elas me permitem pedir por ajuda e continuar a fazer minhas reparações com um sentido de dignidade e humildade. Fazer reparações pode exigir uma certa dose de honestidade que sinto-me faltar; mas, com a ajuda de Deus e a sabedoria de outros posso alcançar e encontrar a força para agir. Minhas reparações podem ser ou não aceitas, mas, após estarem feitas posso andar com um sentimento de liberdade e saber que, por hoje, eu sou responsável.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 263

10 de Setembro

RECUPERAÇÃO POR PROCURAÇÃO?

(As promessas) sempre se realizarão se trabalhamos por conseguí-las.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 103

 

Algumas vezes penso: “Fazer estas reparações é ir muito longe! Ninguém deveria humilhar-se desta maneira!”

Porém, é essa mesma humilhação que me leva muito mais próximo à luz do espírito.

A.A. é a única esperança que tenho para continuar recuperando-me e ganhar uma vida de felicidade, amizade e harmonia.

  REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 262

09 de Setembro

ABRINDO NOVAS PORTAS

(As promessas) estão sendo cumpridas entre nós – às vezes rapidamente e outras lentamente.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 103

 

As promessas mencionadas nesta passagem estão vindo pouco a pouco para a minha vida. O que me deu esperança foi colocar o Nono Passo em ação. O Passo me permitiu ver e fixar objetivos em minha recuperação.

Velhos hábitos e comportamentos dificilmente morreram. Praticando o Nono Passo, tenho condições de fechar a porta ao bêbado que era e abrir-me novas avenidas como um alcoólico sóbrio.

Fazer reparações diretas é importante para mim. À medida que reparo relacionamentos e comportamentos do passado, posso com mais facilidade viver uma vida sóbria!

Embora tenha alguns anos de sobriedade há horas em que “as coisas velhas” do passado precisam ser cuidadas e o Nono Passo sempre funciona, quando eu o pratico.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 261

08 de Setembro

PEDIMOS SUA PROTEÇÃO

Entregamo-nos totalmente, e pedimos a Deus sua proteção e cuidado.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 80

 

Eu não podia administrar minha vida sozinho. Tinha tentado este caminho e falhado. Meu “último pecado” me arrastou para o nível mais baixo que jamais tinha alcançado e incapaz mesmo de funcionar, aceitei o fato de que precisava de ajuda desesperadamente. Parei de lutar e me rendi totalmente a Deus.

Somente então comecei a crescer! Deus me perdoou. Foi um Poder Superior que me salvou, porque os médicos duvidavam que eu pudesse sobreviver. Agora perdoei a mim mesmo e aprecio uma liberdade que nunca experimentei antes. Abri meu coração e mente para Ele. Quanto mais aprendo, menos sei – uma realidade para a humildade – mas desejo sinceramente manter-me crescendo. Desfruto de serenidade, mas somente quando entrego minha vida totalmente a Deus. Enquanto sou honesto comigo mesmo e peço a Sua ajuda, posso manter esta existência compensadora.

Apenas por hoje, me esforço por viver sóbrio e de acordo com Sua vontade.

Agradeço a Deus porque hoje posso escolher não beber.

Hoje a vida é linda!

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 260

07 de Setembro

NOSSO LADO DA RUA

Estamos aqui para varrer nosso lado da rua, reconhecendo que nada de valor se pode efetuar até havermos feito isto, jamais procurando aconselhá-lo como agir. As faltas dele não são discutidas. Limitamo-nos às nossas.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 98

 

Fiz reparações ao meu pai logo após parar de beber. Minhas palavras caíram em ouvidos surdos, porque eu o culpava por meus problemas. Vários meses mais tarde fiz reparações para meu pai, novamente. Desta vez escrevi uma carta na qual não o culpava e tampouco mencionava suas faltas. Funcionou! E finalmente entendi. Meu lado da rua é tudo pelo que sou responsável e, graças a Deus e a A.A., hoje está limpo.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 259

06 de Setembro

“REMOVENDO AMEAÇAS À SOBRIEDADE”

... salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las, ou a outrem.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 80

 

O Nono Passo recupera em mim um sentimento de pertencer, não somente à raça humana mas também ao mundo atual. Primeiro, o Passo me faz deixar a segurança de A.A., para que possa tratar com pessoas não AAs “lá fora”, nos termos delas, não nos meus. É uma ação temerosa mas necessária, se quero voltar para a vida. Segundo, o Nono Passo me permite remover ameaças à minha sobriedade, reparando relacionamentos passados. O Nono Passo mostra o caminho para uma sobriedade mais serena, deixando-me livre de destroços passados, para não tropeçar-me com eles.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 258

05 de Setembro

EQUILÍBRIO EMOCIONAL

Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível...

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 74

 

Quando revejo os meus dias de bebida, recordo de muitas pessoas a quem toquei casualmente na minha vida, mas cujos dias eu transtornava com minha raiva e sarcasmo. Não tenho condições de saber por onde andam estas pessoas, e reparações diretas a elas não são possíveis. A única reparação que posso fazer a estas pessoas não identificadas, as únicas “mudanças para melhor” que posso oferecer, são reparações indiretas feitas a outras pessoas, cujos caminhos se cruzam casualmente. Cortesia e amabilidade, praticadas regularmente, me ajudam a viver em equilíbrio emocional, em paz comigo mesmo.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 257

04 de Setembro

RECONSTRUÇÃO

Sim, há pela frente um longo período de reconstrução...

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 102

 

A reconstrução de minha vida é o objetivo principal de minha recuperação enquanto evito tomar o primeiro gole, um dia de cada vez. A tarefa é melhor cumprida trabalhando os Passos de nossa Irmandade. A vida espiritual não é uma teoria; ela funciona, mas tenho que vivê-la. O segundo Passo deu início à minha caminhada para desenvolver a vida espiritual. O Nono Passo permite movimentar-me na fase final dos Passos iniciais que me ensinaram a viver uma vida espiritual. Sem a orientação e força de um Poder Superior, seria impossível seguir através dos vários estágios da reconstrução. Percebo que Deus trabalha para mim e através de mim. A prova me vem quando percebo que Deus fez por mim o que eu não poderia fazer por mim mesmo, removendo aquela consumidora compulsão pela bebida. Devo continuar a procurar diariamente a orientação de Deus. Ele me concebe um indulto diário e proverá a força de que preciso para a reconstrução.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 256

03 de Setembro

CONSTRUINDO UMA NOVA VIDA

Aquele que diz que basta a sobriedade é um homem sem consideração.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 102

 

Quando reflito sobre o Nono Passo, vejo que a sobriedade física deve bastar para mim. Preciso lembrar-me da desesperança que sentia antes de encontrar a sobriedade, e como estava disposto a fazer qualquer coisa para consegui-la. Sobriedade física não é o bastante para aqueles que estão à minha volta, contudo, devo cuidar para que a dádiva de Deus seja usada para construir uma vida nova para minha família e as pessoas a quem amo.

É igualmente importante que eu deva estar disponível para ajudar outros que desejam a maneira de vida de A.A.

Peço a Deus que me ajude a compartilhar a dádiva da sobriedade para que aqueles a quem conheço e amam possam ver seus benefícios.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 255

02 de Setembro

ENCONTRANDO “UMA RAZÃO PARA ACREDITAR”

A disposição para crescer é a essência de todo desenvolvimento espiritual.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 171

 

Um verso de uma canção diz: “... E procuro uma razão para acreditar...”. Isto me faz lembrar que numa certa época eu não era capaz de encontrar uma razão para acreditar que minha vida estava bem. Embora minha vida tivesse sido salva por minha vinda ao A.A., três meses mais tarde fui e bebi novamente.

Alguém me disse: “Você não precisa acreditar. Será que você não está disposto a acreditar que há uma razão para sua vida, embora você possa não saber qual é ou que algumas vezes não saber a maneira correta de se comportar?” Quando estava disposto a acreditar que havia uma razão para a minha vida, então pude começar a trabalhar nos Passos. Agora, quando começo com: “Eu estou disposto...”, estou usando a chave que leva à ação, à honestidade e uma abertura para um Poder Superior que se manifesta em minha vida.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 254

01 de Setembro

DISPOSIÇÃO PARA CRESCER

Se temos que receber outras dádivas, nosso despertar tem que continuar.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 08

 

A sobriedade preenche o doloroso “buraco na alma” que meu alcoolismo criou. Muitas vezes me sinto fisicamente tão bem, que acredito que meu trabalho já foi feito. Contudo, a alegria não é apenas a ausência de dor; ela é a dádiva de um contínuo despertar espiritual. A alegria vem de um estudo ativo e progressivo, bem como da aplicação dos princípios de recuperação em minha vida diária, e de compartilhar esta experiência com os outros. Meu Poder Superior apresenta muitas oportunidades para um mais profundo despertar espiritual. Preciso somente trazer para minha recuperação a disposição de crescer. Hoje estou pronto para crescer.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 253

23 de Agosto

TRAZENDO A MENSAGEM PARA O LAR

Somos capazes de tratar os nossos familiares, já bastante perturbados, com o mesmo espírito de amor e tolerância com que tratamos nossos companheiros do Grupo de A.A.

SO DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 99

 

Os membros de minha família sofrem os efeitos de minha doença. Amá-los e aceitá-los como eles são – como amo e aceito os membros de A.A. – provoca um retorno de amor, tolerância e harmonia para a minha vida. Usar de cortesia normal e respeitar os limites pessoais dos outros, são práticas necessárias em todos os aspectos de minha vida.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 244

22 de Agosto

PROCURANDO A ESTABILIDADE EMOCIONAL

Ao desenvolvermos mais ainda, descobrimos que o próprio Deus, sem dúvida, é a melhor fonte de estabilidade emocional. Descobrimos que a dependência de Sua absoluta justiça, de Seu perdão e amor era saudável, e que funcionaria quando tudo o mais fracassasse. Se realmente dependêssemos de Deus, seria difícil para nós bancarmos o deus perante nossos semelhantes, e nem sentiríamos a necessidade de nos apoiarmos totalmente na proteção e no cuidado dos outros.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 103

 

Durante toda minha vida, dependi das pessoas para minhas necessidade emocionais e de segurança, mas hoje não posso mais viver desta maneira. Pela graça de Deus admiti minha impotência perante pessoas, lugares e coisas. Tinha sido realmente “um dependente de pessoas”; onde quer que fosse precisava haver alguém que prestasse alguma atenção a mim.
Era o tipo de atitude que somente piorava as coisas, porque quanto mais dependia dos outros e exigia atenção, menos recebia.
Parei de acreditar que qualquer poder humano poderia me libertar desse sentimento vazio. Embora permaneça um frágil ser humano que precisa praticar os Passos de A.A. para colocar este princípio acima da personalidade, é somente um Deus amoroso quem pode me dar a paz interior e a estabilidade emocional.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 243

21 de Agosto

NÓS APENAS TENTAMOS

Minha estabilidade se originou em tentar dar, não em exigir que me dessem algo em troca.

O MELHOR DE BILL, p. 53

 

Enquanto eu tento, com todo meu coração e minha alma, transmitir para os outros o que foi transmitido para mim, e não exigir nada em troca, a vida é boa para mim.
Antes de entrar no programa de Alcoólicos Anônimos, nunca fui capaz de dar sem exigir alguma coisa de volta. Mal eu sabia que, uma vez que comece a dar livremente de mim, começarei a receber, sem nunca esperar ou exigir qualquer coisa. Hoje, o que recebo é a dádiva da “estabilidade”, como diz Bill: estabilidade em meu programa de A.A. e estabilidade dentro de mim mesmo; mas acima de tudo, estabilidade em meu relacionamento com meu Poder Superior, a quem escolho chamar de “Deus”.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 242

20 de Agosto

EM DIREÇÃO À LIBERDADE EMOCIONAL

Em vista de que as relações deficientes com outras pessoas quase sempre foram a causa imediata de nossas mágoas, inclusive de nosso alcoolismo, nenhum campo de investigação poderia render resultados mais satisfatórios e valiosos do que este.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 72

 

A boa disposição é uma coisa peculiar para mim porque com o tempo, parece vir primeiro com consciência e, depois com uma sensação de desconforto, fazendo-me querer tomar alguma decisão. Quando reflito em praticar o Oitavo Passo, minha disposição de fazer reparações aos outros vem como um desejo de perdão, a outros e a mim mesmo. Senti o perdão para os outros após tornar-me cônscio de minha parte nas dificuldades dos relacionamentos. Desejava sentir a paz e a serenidade descritas nas Promessas. Praticando os primeiros Sete Passos, fiquei sabendo a quem tinha prejudicado e que eu tinha sido meu pior inimigo. A fim de restaurar meus relacionamentos com meus semelhantes, sabia que precisava mudar. Desejava viver em harmonia comigo mesmo e com os outros, para que pudesse também ter uma vida de liberdade emocional. O começo do fim de meu isolamento – de meus companheiros e de Deus – veio quando escrevi minha relação do Oitavo Passo.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 241

19 de Agosto

UM QUADRO DE REFERÊNCIA

Voltemos mais uma vez à nossa relação (inventário). Esquecendo os maus tratos que os outros praticaram, procuramos resolutamente nossos próprios erros. Onde fomos egoístas, desonestos, interesseiros e medrosos?

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 87 e 88

 

Existe uma liberdade maravilhosa em não precisar de aprovação constante dos colegas de serviço ou das pessoas que eu amo. Gostaria de ter conhecido a respeito deste Passo antes, porque uma vez que desenvolvi um quadro de referência, me senti capaz de fazer a coisa certa a seguir, sabendo que a ação se ajustava à situação e que esta era a coisa apropriada a fazer.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 240

18 de Agosto

SARANDO

Embora, às vezes, totalmente esquecidos, os conflitos emocionais que nos prejudicaram se ocultam e permanecem em lugar profundo, abaixo do nível de consciência.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 71

 

Somente pela ação positiva posso remover os restos de culpa e vergonha causados pelo álcool. Durante meus infortúnios, quando bebia, meus amigos me diziam: “Por que você está fazendo isto? Você está somente se prejudicando.”
Pouco eu sabia de como eram verdadeiras estas palavras.
Embora tenha prejudicado a outros, o meu comportamento causou graves feridas à minha alma. o Oitavo Passo me ofereceu uma maneira de perdoar a mim mesmo. Aliviam-me muitos dos meus danos escondidos quando faço a relação daqueles a quem prejudiquei. Fazendo reparações, liberto a mim mesmo de pesos, contribuindo assim para minha recuperação.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 239

17 de Agosto

REPARANDO O DANO

Em muitas instâncias descobriremos que, mesmo que o dano causado aos outros não tenha sido grande, o dano emocional que causamos a nós mesmos foi enorme.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 71

 

Você já pensou que o dano causado a um sócio nos negócios ou talvez a um membro da família foi tão leve que não merece na realidade um pedido de desculpas, porque eles nem vão se lembrar do fato? Se essa pessoa e o erro feito a ela, continuam vindo ao pensamento, causando inquietação ou talvez um sentimento de culpa, então eu coloco o nome desta pessoa no topo da minha “relação de reparações” e me predisponho a fazer uma apologia sincera, sabendo que me sentirei calmo e relaxado sobre essa pessoa, assim que esta parte importante de minha recuperação esteja cumprida. 
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 238

16 de Agosto

“EU TINHA ME DESLIGADO”

Poderíamos, então, perguntar a nós mesmos: o que queremos dizer quando falamos em “prejudicar” as outras pessoas?
Que tipos de “danos” se fazem às pessoas, afinal? Para definir a palavra “dano” de maneira prática, poderíamos dizer que é o resultado do choque entre instintos, que causa prejuízos físicos, mentais, emocionais ou espirituais às pessoas.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 72

 

Eu tinha assistido a reuniões sobre o Oitavo Passo, sempre pensando: “Realmente não magoei muitas pessoas, magoei principalmente a mim mesmo”. Mas quando escrevi a minha relação, não era tão curta como pensava. Ou gostava de você, ou não gostava, ou precisava de alguma coisa de você – era simples assim. As pessoas não faziam o que eu queria e os relacionamentos íntimos ficavam na contra-mão devido às exigências pouco razoáveis de meus parceiros. Estes eram “pecados de omissão”? devido a bebida eu tinha me “desligado” – nunca escrevendo. Nunca telefonando de volta, nunca estando ali para outras pessoas ou tomando parte em suas vidas. Que bênção tem sido olhar estes relacionamentos, fazer meus inventários calmamente, sozinho com o Deus do meu entendimento e sair diariamente, com a disposição de ser honesto e franco em meus relacionamentos.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 237

15 de Agosto

NÃO MAGOAMOS NINGUÉM?

Alguns de nós, contudo, tropeçamos em um obstáculo bem diferente. Apegamo-nos à tese de que, quando bebíamos nunca ferimos ninguém, exceto nós mesmos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 71

 

Este Passo parecia muito simples, Identifiquei várias pessoas a quem tinha magoado, mas elas não estavam mais disponíveis. Porém, estava inquieto sobre o Passo e evitava conversas a respeito. Eventualmente aprendi a investigar este Passo e área de minha vida que me deixavam desconfortável. Minha pesquisa mostrou meus pais, que tinham sido muito magoados por eu ter ficado isolado deles; meu empregador, que se preocupava com as minhas faltas, os meus lapsos de memória, meu mau-humor; os amigos, que evitava sem dar explicações. À medida que encarei a realidade dos danos que tinha feito, o oitavo Passo assumiu um novo significado. Não estou mais desconfortável e me sinto limpo e leve.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 236

14 de Agosto

REPARANDO OS DANOS

Tentamos varrer o entulho acumulado como resultado de nosso esforço em viver na teimosia e dirigir sozinhos o espetáculo.Se não temos vontade de fazê-lo, pedimos para que ela nos chegue.
Lembremo-nos de que, a princípio, estávamos dispostos a fazer todo o possível para vencer o álcool.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 97

 

Fazer uma relação das pessoas a quem prejudiquei não foi uma coisa particularmente difícil. Elas apareceram no meu inventário do Quarto Passo: pessoas de quem eu tinha ressentimentos, reais ou imaginários e a quem tinha magoado por atos de retaliação. Para minha recuperação ser completa, acreditava que não era importante para aqueles que legitimamente tinham me magoado, fazer-me reparações.
O que é importante no meu relacionamento com Deus é que permaneço perante Ele, sabendo que fiz todo o possível para reparar os danos que causei.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 235

13 de Agosto

UMA VASSOURA LIMPA

... e, em terceiro lugar, havendo desta forma limpado o entulho do passado, consideramos de que modo, com o novo conhecimento de nós mesmos, poderemos desenvolver as melhores relações possíveis, com todas as pessoas que conhecemos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 69

 

Quando olhei para o Oitavo Passo, tudo o que foi pedido para completar com sucesso os sete passos anteriores veio junto; coragem, honestidade, sinceridade, disposição e meticulosidade. Não poderia reunir a força requerida para esta tarefa no começo, e é por isso que está escrito neste Passo; “nos dispusemos...”
Precisava desenvolver a coragem para começar, a honestidade para ver onde eu estava errado, um desejo sincero de colocar as coisas em ordem, precisava ser meticuloso ao fazer a relação e precisava ter disposição para assumir os riscos exigidos para a verdadeira humildade. Com a ajuda de meu Poder Superior, para desenvolver estas virtudes, completei este Passo e continuei movendo-me para adiante na minha busca de um crescimento espiritual.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 234

12 de Agosto

OLHAMOS PARA O PASSADO

Primeiro, olhamos para o passado e tentamos descobrir onde erramos; então, fazemos uma enérgica tentativa de reparar os danos que tenhamos causado.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 69

 

Como um viajante na nova e excitante viagem de recuperação de A.A., experimentei uma recém-achada paz de espírito, e o horizonte apareceu claro e brilhante, ao invés de obscuro e confuso. Rever minha vida para descobrir onde tinha errado parecia ser uma tarefa árdua e perigosa. Era doloroso parar e olhar para trás. Tinha medo de tropeçar! Não poderia tirar o passado da minha mente e apenas viver em meu novo presente dourado? Percebi que aqueles, a quem tinha prejudicado no passado, permaneciam entre mim e meu desejo de continuar minha viagem para a serenidade. Tive que pedir por coragem para encarar essas pessoas em minha vida que ainda viviam na minha consciência, para reconhecer e tratar a culpabilidade que suas presenças produziam em mim. Tive que olhar aos danos que fiz e tornar-me disposto a fazer reparações. Somente então minha viagem do espírito poderia recomeçar.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 233

11 de Agosto

REMOVENDO “O VENENO”

“O inventário moral é um exame ousado dos danos que nos ocorreram, durante a vida, e um sincero esforço para vê-los em sua verdadeira perspectiva. Ele tem o efeito de tirar o “veneno” de dentro de nós, a substância emocional que abate ou inibe ainda mais.”

NA OPINIÃO DO BILL, p. 140

 

Minha lista do Oitavo Passo costumava lançar-me em um redemoinho de ressentimentos. Após quatro anos de sobriedade, estava bloqueado pela negação ligada a um relacionamento abrasivo ainda existente. O debate entre o medo e o orgulho diminuiu quando as palavras do Passo se moveram de minha cabeça para meu coração. Pela primeira vez em anos abri minha caixa de pintura e esparramei uma raiva honesta, uma explosão de vermelhos, pretos e amarelos. Enquanto olhava o desenho, lágrimas de alegria e alívio desciam pelo meu rosto. Na minha doença, eu tinha abandonado minha arte, uma punição auto-inflingida muito maior que qualquer outra de fora. Na minha recuperação, aprendi que a dor de meus defeitos é a própria substância que Deus usa para limpar meu caráter e me deixar livre.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 232

10 de Agosto

REDOBRANDO NOSSOS ESFORÇOS

Até certo ponto, tal exame já foi feito quando fez o inventário moral, mas agora chegou a hora em que deveria redobrar seus esforços para ver quantas pessoas feriu e de que forma.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 69

 

À medida que continuo a crescer em sobriedade, me torno mais consciente de mim mesmo como uma pessoa de valor. Neste processo, sou mais capaz de ver os outros como pessoas e, com isto, vem a percepção de que são pessoas a quem magoei nos meus dias de bebida. Eu não mentia apenas, mentia sobre Tom.
Não enganava apenas, enganava Joe. O que parecia serem atos impessoais, foram na realidade afrontas pessoais, porque foram pessoas – pessoas de valor – a quem prejudiquei. Preciso fazer alguma coisa a respeito das pessoas que magoei para que possa desfrutar de uma sobriedade cheia de paz.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 231

09 de Agosto

“... DE TODAS AS PESSOAS QUE TÍNHAMOS PREJUDICADO...”

“... e nos dispusemos a reparar os danos causados a elas.”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 69

 

Uma das palavras-chave do Oitavo Passo é a palavra “todos”.
Não tenho a liberdade de selecionar alguns nomes para a relação e deixar outros de lado. É uma relação de todas as pessoas a quem prejudiquei. Posso ver imediatamente que este Passo está ligado ao perdão porque, se não estou disposto a perdoar alguém, há poucas chances de colocar seu nome na lista. Antes de colocar o primeiro nome na lista, fiz uma pequena oração: “Perdôo a qualquer um e a todos que tenham me prejudicado, em qualquer tempo e sob quaisquer circunstâncias”.
É bom para mim contemplar uma pequena, mas muito significante palavra, cada vez que é feita a Oração do Pai Nosso. A palavra é “como”. Eu digo, “Perdoai as nossas ofensas, assim “como” nós perdoamos àqueles que nos ofenderam.” Neste caso, “como” significa “da mesma maneira”. Estou pedindo para ser perdoado da mesma maneira que perdôo aos outros.
Quando digo esta parte da oração, se estou abrigando ódio ou ressentimentos, estou chamando por mais ressentimentos, quando deveria estar chamando o espírito do perdão.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 230

08 de Agosto

“FIZEMOS UMA RELAÇÃO...”

“Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem tínhamos prejudicado...”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 69

 

Quando me aproximei do Oitavo Passo, fiquei pensando como poderia relacionar todas as coisas que tinha feito a outras pessoas, já que havia muitas pessoas e algumas delas nem estavam mais vivas. Algumas das dores que inflingi não eram tão graves, mas realmente me aborreciam. O mais importante deste Passo era tornar-me disposto a fazer o que precisasse para reparar os danos o melhor que pudesse nesta hora em particular. Onde há uma vontade há um caminho, assim, se quero me sentir melhor, preciso livrar-me dos sentimentos de culpa que tenho. Uma mente em paz não tem espaço para sentimentos de culpa. Com a ajuda de meu Poder Superior se sou honesto comigo mesmo, eu posso limpar a minha mente destes sentimentos.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 229

07 de Agosto

“UM PLANO PARA VIVER”

Nós, de nossa parte, buscamos a mesma saída com todo o desespero de homens naufragados. O que parecia, à primeira vista, um frágil remo, logo demonstrou ser a bondosa e poderosa mão de Deus. Uma nova vida nos foi dada ou, se preferem, um “plano para viver” que realmente funciona.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 50

 

Todo dia procuro elevar meu coração e mãos em agradecimento a Deus por me mostrar um “plano para viver” que realmente funciona através de nossa maravilhosa Irmandade. Mas, o que é exatamente esse “plano para viver” que “realmente funciona”? Para mim é a prática dos Doze Passos ao melhor de minha habilidade, a percepção contínua de um Deus que me ama incondicionalmente, e a esperança de que, em cada novo dia, há um propósito para minha existência. Sou realmente abençoado nesta Irmandade.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 228

06 de Agosto

IMPELIDOS

Impelidos por centenas de formas de medos, auto-ilusão, egoísmo e auto-piedade, pisamos nos pés dos outros e eles revidam.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 82

 

Meu egoísmo era a força que me impelia para bebida. Bebia para celebrar o sucesso e bebia para afogar as minhas desgraças. Humildade é a resposta. Aprendo a entregar a minha vontade e a minha vida aos cuidados de Deus. Meu padrinho me diz que o serviço me mantém sóbrio. Hoje me pergunto: Procurei saber a vontade de Deus para comigo? Prestei serviço a meu Grupo de A.A.?
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 227

05 de Agosto

OUVINDO ATENTAMENTE

Com que persistência apregoamos nosso direito de decidir sozinhos o qu pensaremos e como agiremos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 31

 

Se aceito e atuo pelos conselhos daqueles que têm feito o programa funcionar para si, tenho chance para superar os limites do passado. Alguns problemas se reduzirão a nada, enquanto outros podem requerer uma ação paciente e bem pensada. Ouvindo atentamente quando os outros compartilham, pode-se desenvolver a intuição para tratar os problemas que surgem inesperadamente. Normalmente é melhor para mim evitar ações impetuosas. Assistir a uma reunião ou falar com um membro de A.A. geralmente reduz a tensão o bastante para trazer alívio a um sofredor desesperado como eu. Compartilhando problemas nas reuniões com outros alcoólicos com os quais me relaciono, ou em particular com meu padrinho, posso mudar aspectos das posições nas quais me encontro. Defeitos de caráter são identificados e começo a ver como eles trabalham contra mim. Quando coloco minha fé no poder espiritual do programa, quando confio em que outros me ensinem o que preciso fazer para ter uma vida melhor, descubro que posso confiar em mim mesmo para fazer o que é necessário.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 226

04 de Agosto

SEMENTES DE FÉ

A fé é absolutamente necessária, porém a fé isolada não basta para nosso propósito. Porque podemos ter fé e ao mesmo tempo deixar Deus fora de nossas vidas.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 29

 

Quando criança sempre questionava a existência de Deus. Para um “pensador científico” como eu, nenhuma resposta resistia a uma dissecação completa, até que uma mulher muito paciente finalmente me disse: “você precisa ter fé.”
Com esta simples declaração, as sementes de minha recuperação foram plantadas.
Hoje, quando pratico minha recuperação aparando as ervas daninhas do alcoolismo – lentamente estou deixando essas antigas sementes de fé crescer e florescer. Cada dia de recuperação, de ardentes jardinagem, se integra mais em minha vida o Poder Superior de meu entendimento. Meu Deus tem estado sempre comigo através da fé, mas é de minha responsabilidade ter a disposição para aceitar a Sua presença.
Peço a Deus para me conceder a disposição para fazer a Sua Vontade.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 225

03 de Agosto

... SER ÚTIL

Nosso objetivo primordial é ajustar-nos para que sejamos de utilidade máxima a Deus e aos que nos rodeiam.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 97

 

É claro que o plano de Deus para mim é expresso através do amor. Deus me amou o bastante para me tirar dos becos e cadeias para que pudesse ser transformado em um participante útil em Seu mundo. Minha resposta é amar todos os Seus filhos através do serviço e pelo exemplo. Peço a Deus para me ajudar a imitar o Seu amor por mim, através de meu amor pelos outros.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 224

02 de Agosto

NÓS NOS TORNAMOS DISPOSTOS...

Neste momento, estamos tentando pôr em ordem nossas vidas.
Mas, isto não é um fim em si.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 97

 

Como posso, facilmente, ficar mal-orientado ao aproximar-me do Oitavo Passo! Desejo ser livre e transformado de alguma maneira pela prática do Sexto e Sétimo Passos. Agora, mas que do que nunca, sou vulnerável ao egoísmo e à minha agenda oculta. Preciso cuidar de lembrar que a auto-satisfação, alguma vezes proveniente do perdão das pessoas que prejudiquei, não é meu verdadeiro objetivo. Torno-me disposto a fazer reparações, sabendo que através deste processo sou corrigido e ajustado de seguir adiante, conhecer e desejar a vontade de Deus para mim.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 223

01 de Agosto

VIVENDO-A

A vida espiritual não é uma teoria. É preciso vivê-la.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 102

 

Quando novo no programa eu não podia compreender como viver o aspecto espiritual do programa, mas agora que estou sóbrio, não posso compreender a vida sem ele. Espiritualidade era o que eu estava procurando. Deus, como eu O concebo, deu-me as respostas aos “porquês” que me mantiveram bebendo por vinte anos. Vivendo uma vida espiritual, pedindo a ajuda de Deus, aprendi a amar, cuidar e sentir compaixão por todos os meus companheiros, e sentir alegria num mundo onde antes, sentia somente medo.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 222

23 de Julho

PEÇO PARA DEUS DECIDIR

“Peço que removas de mim todo e qualquer defeito de caráter que me impeça de ser útil, a Ti e aos meus semelhantes.”

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 96

 

Tenho admitido minha impotência e tomado a decisão de colocar minha vida e minha vontade sob os cuidados de Deus, como eu O concebo, não sou eu quem decide quais defeitos serão removidos, nem a ordem em que os defeitos serão removidos ou ainda a hora em que eles serão removidos. Peço a Deus que decida quais os defeitos que me impedem de ser útil a Ele e aos outros e então, humildemente, peço que os remova.

 REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 213

22 de Julho

“O BOM E O MAU”

“Meu Criador, agora estou pronto para entregar-me inteiramente, tanto o que tenho de bom como de mau”

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 96

 

A alegria da vida está em dar. Ficar livre de minhas imperfeições para que possa mais livremente fazer meu serviço, permite que cresça em mim a humildade. Minhas imperfeições podem ser colocadas humildemente, ao cuidado amoroso de Deus para serem removidas. A essência do Sétimo Passo é a humildade e que a melhor maneira de buscá-la é poder dar tudo de mim para Deus, - o bom e o mau – para que Ele possa remover o mau e devolver-me o bom.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 212

21 de Julho

UMA DÁDIVA SEM PREÇO

A esta altura com toda a probabilidade, já teremos adotado, de certo modo, medidas capazes de remover os obstáculos que mais nos prejudicam. Desfrutamos momentos em que sentimos algo parecido à verdadeira paz de espírito. Para aqueles de nós que, até então, conheceram somente a excitação, a depressão ou a ansiedade – em outras palavras, para todos nós – esta nova paz conquistada é uma dádiva inestimável.

OS DOZE PASSOSE AS DOZE TRADIÇÕES, p. 66

 

Estou aprendendo a soltar-me e deixar Deus agir, a ter uma mente aberta e um coração disposto a receber a graça de Deus em todos os meus assuntos; desta maneira posso experimentar a paz e liberdade que vêm como resultado da minha entrega. Tem sido provado que um ato de entrega, originado do desespero e da derrota, pode crescer num progressivo ato de fé e esta fé significa liberdade e vitória.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 211

20 de Julho

DEFEITOS REMOVIDOS

Porém, agora as palavras: “Sozinho nada sou, o Pai é quem faz”, começaram a adquirir um significado brilhante e animador.

OS DOZE PASSOSE AS DOZE TRADIÇÕES, p. 67

 

Quando coloco o Sétimo Passo em ação, devo lembrar que não há espaço para preencher. Eu não digo, “humildemente peço a Ele para (preencher o espaço) remover meus defeitos”.

Por anos eu preenchi o espaço imaginário com: “Ajuda-me”, “Dá-me a coragem para!” e com “Dá-me a força!”, etc. O Passo diz simplesmente que Deus removerá meus defeitos. O único trabalho que devo fazer é “humildemente pedir”, o que, para mim significa pedir o conhecimento de que por mim mesmo não sou nada, o Pai é que “Faz o trabalho”.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 210

19 de Julho

FALSO ORGULHO

Muito de nós, que nos havíamos considerado religiosos, despertamos para as limitações desta atitude. Recusando colocar Deus em primeiro lugar, havíamos nos privado de Sua ajuda.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 67

 

 Muitas noções falsas operam no falso orgulho. A necessidade de orientação para viver uma vida decente é satisfeita pela esperança experimentada na irmandade de A.A.. Aqueles que trilharam este caminho por muitos anos, um dia de cada vez, dizem que uma vida centrada em Deus tem possibilidades ilimitadas para o crescimento pessoal. Sendo assim, muita esperança é transmitida pelos veteranos em A.A..

Agradeço ao meu Poder Superior por deixar-me saber que Ele funciona través de outras pessoas, e agradeço a Ele por nossos servidores de confiança na Irmandade, que ajudam os novos membros a rejeitar falsos ideais e a adotar aqueles que levam à uma vida de compaixão e confiança. Os veteranos em A.A. desafiam os novos a “despertar-se” – assim eles podem “vir a acreditar”. Peço a Deus que me ajude em minha descrença.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 209

18 de Julho

GRATIDÃO PELO QUE TENHO

Durante este processo de aprendizagem a respeito de humildade, o resultado mais profundo de todos foi a mudança de nossa atitude sobre Deus.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 67

 

Hoje minhas preces consistem principalmente em dizer “obrigado” ao meu Poder Superior por minha sobriedade e pela maravilhosa generosidade de Deus, mas preciso também pedir ajuda e força para colocar em prática a Sua vontade na minha vida. Não preciso pedir a Deus a cada minuto para me socorrer de situações em que me coloco por não fazer a Sua vontade. Agora minha gratidão parece estar ligada diretamente à humildade. Enquanto tenho humildade para ser grato pelo que tenho, Deus continua me abastecendo.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 208

17 de Julho

RENDIÇÃO E AUTOCRÍTICA

Minha estabilidade proveio de tentar dar, não de exigir que me dessem.
É assim que eu penso que pode funcionar com a sobriedade emocional. Se olharmos cada distúrbio que temos, grande ou pequeno, encontraremos em sua raiz uma dependência doentia, e, em conseqüência, exigências doentias. Que possamos, com a ajuda de Deus, entregar continuamente essas exigências aleijantes. Então nos poderá ser dada a liberdade para viver e amar; poderemos então fazer um Décimo segundo Passo para nós mesmos e para os outros, em direção à sobriedade emocional.

A LINGUAGEM DO CORAÇÃO, p. 238

 

Anos de dependência do álcool, como um alterador químico de meu humor, tiraram-me a capacidade de interagir emocionalmente com meus companheiros. Pensava que tinha de ser auto-suficiente, auto-confiante e auto-motivado num mundo de pessoas não confiáveis. No final perdi minha dignidade e fiquei dependente, sem qualquer capacidade para confiar em mim mesmo ou acreditar em qualquer outra coisa. Rendição e auto-exame, enquanto compartilho com os que chegam, ajudam-me a pedir humildemente por socorro.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 207

16 de Julho

“UMA MEDIDA DE HUMILDADE”

Em todos os casos, o sofrimento havia sido o preço de ingresso para uma nova vida. Porém, este valor de ingresso havia comprado mais do que esperávamos, trouxe uma medida de humildade que logo descobrimos ser um remédio para a dor.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 66

 

Foi doloroso deixar de tentar controlar minha vida, embora o sucesso me havia iludido e, quando a vida ficava muito difícil, eu bebia para escapar. Aceitar a vida em seus termos, é o que aprenderei através da humildade que experimento quando coloco minha vontade e minha vida aos cuidados de Deus, como eu O entendo.

Com minha vida aos cuidados de Deus, o medo, a incerteza e a raiva não são mais minhas respostas para aquelas situações da vida que eu preferiria não acontecessem para mim. A dor de viver esses momentos será curada pelo conhecimento de que recebi da força espiritual para sobreviver.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 206

15 de Julho

ORGULHO

Há milhares de anos vimos querendo aumentar nossa parceria de segurança, prestígio e romance. Quando parecia que estávamos tendo êxito, bebíamos para viver sonhos ainda maiores. Quando estávamos frustrados, mesmo que pouco bebíamos para esquecer. Nunca havia o suficiente daquilo que julgávamos querer.
Em todos esses esforços, muitos dos quais bem intencionados, ficamos paralisados pela nossa falta de humildade.
Havia-nos faltado a visão de que o aperfeiçoamento do caráter e os valores espirituais deveriam vir primeiro, e que as satisfações materiais não constituíam o propósito da vida.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 63

 

Repetidamente me aproximei do Sétimo Passo somente para retroceder e me reorganizar. Faltava alguma coisa e me escapava o impacto do Passo. O que eu não havia visto direito? Uma palavra simples: lida mas ignorada, a base de todos os Passos, na verdade de todo o programa de Alcoólicos Anônimos – essa palavra é “humildemente”.

Entendi meus defeitos: constantemente adiava meu trabalho; ficava com raiva facilmente; sentia muita auto-piedade; e pensava: por que eu? Então me lembrei: “o orgulho sempre vem antes da queda” e eliminei o orgulho e minha vida

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 205

14 de Julho

UM INGREDIENTE NUTRITIVO

Apesar de que a humildade houvesse anteriormente representado uma alimentação forçada, agora começa a significar o ingrediente nutritivo que pode nos trazer a serenidade.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 66

 

Quantas vezes me concentro em meus problemas e frustrações?

Quando estou tendo um “bom dia”, estes mesmos problemas diminuem em importância e minha preocupação com eles se reduz. Não seria melhor se encontrasse a chave para abrir “a mágica” de meus “dias bons” para usar no infortúnio dos meus “dias maus”?

Já tenho a solução! Ao invés de tentar fugir de minhas dores e desejar que meus problemas desapareçam, posso rezar pedindo a humildade! A humildade curará a dor. A humildade será tirada de mim mesmo. A humildade, esta força que me é concedida por esse “Poder Superior a mim mesmo”, é minha, basta pedir! A humildade devolverá o equilíbrio a minha vida. A humildade permitirá me aceitar alegremente como ser humano.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 204

13 de Julho

HUMILDADE É UMA DÁDIVA

Já que colocávamos a confiança própria em primeiro lugar, permanecia fora de cogitação uma autêntica fé num Poder superior. Faltava esse ingrediente básico de toda a humildade, o desejo de solicitar e fazer a vontade de Deus.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 64

 

Quando vim pela primeira vez para A.A., desejava encontrar um pouco da ilusória qualidade chamada humildade. Não percebi que procurava por humildade porque pensava que poderia me ajudar a conseguir o que eu queria, e que eu faria qualquer coisa pelos outros se eu pensasse que Deus, de alguma forma, me recompensaria por isto. Agora tento me lembrar que as pessoas que encontro durante o meu dia estão tão próximas de Deus quanto eu poderia estar, enquanto estiver nesta terra. Preciso rezar para saber a vontade de Deus hoje e ver como minha experiência com a esperança e a dor pode ajudar outras pessoas; se posso fazer isto não preciso procurar humildade, ela me encontrou.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 203

12 de Julho

ABANDONANDO O CENTRO DO PALCO

Pois, sem certas doses de humildade, nenhum alcoólico poderá permanecer sóbrio... Sem ela, não podem viver uma vida de muita utilidade ou, com os contratempos, convocar a fé que se necessita para enfrentar qualquer emergência.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 62

 

Porque tanta resistência a palavra “humildade”? Eu não sou humilde ante outras pessoas, mas para Deus, como eu O entendo. Humildade significa “mostrar um respeito submisso” e ao ser humilde eu percebo que não sou o centro do universo. Quando bebia eu era consumido pelo orgulho e o egocentrismo. Sentia o mundo todo girar em torno de mim, que eu era o mestre do meu destino. A humildade me dá condições de depender mais de Deus para me ajudar a vencer os obstáculos e minhas próprias imperfeições, para que possa crescer espiritualmente. Preciso resolver mais problemas difíceis para aumentar minha competência e, quando encontro os obstáculos da vida preciso aprender a superá-los com a ajuda de Deus.

Comunhão diária com Deus demonstra minha humildade, e me abastece com a compreensão de que um ser mais poderoso do que eu está disposto a me ajudar, se eu parar de tentar representar o papel de Deus.  

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 202

11 de Julho

UM MOMENTO DECISIVO

Um momento decisivo em nossas vidas chegou quando procuramos a humildade como algo que realmente desejávamos, em vez de algo que precisávamos ter.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 67

 

Ou a maneira de viver de A.A. torna-se uma alegria ou eu volto para a escuridão e desespero do alcoolismo. A alegria acontece em minha vida quando minha atitude em relação a Deus e à humildade se tornam um desejo ao invés de uma carga. A escuridão de minha vida transforma-se em uma luz radiante, quando eu compreendo que ser verdadeiro e honesto ao fazer o meu inventário, resulta em minha vida ficar plena de serenidade, liberdade e alegria.

A confiança em meu Poder Superior se aprofunda e o fluxo de gratidão se espalha através de mim. Estou convencido de que ser humilde é ser verdadeiro e honesto ao tratar comigo e com Deus. Então, humildade é algo que “realmente desejo”, ao invés de ser “uma coisa que devo ter”.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 201

10 de Julho

PARA A PAZ E A SERENIDADE

“... quando tivermos olhado alguns destes defeitos de frente, discutindo com outra pessoa a respeito deles, e estivermos dispostos a removê-los, nossa maneira de pensar a respeito da humildade começa a ter um sentido mais amplo.”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 66

 

Quando surgem situações que destroem minha serenidade, a dor muitas vezes me leva a pedir a Deus a clareza para ver meu papel na situação. Admitindo minha impotência, humildemente peço por aceitação. Tento ver como meus defeitos de caráter contribuíram para a situação. Poderia ter sido mais paciente? Fui intolerante? Insisti em fazer da minha maneira? Estava assustado? À medida que meus defeitos são revelados, coloco a auto-confiança de lado e humildemente peço a Deus que remova minhas imperfeições. A situação pode não mudar, mas com a prática de exercitar a humildade, desfruto de paz e serenidade, que são os benefícios naturais por colocar minha confiança num Poder Superior a mim mesmo.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 200

09 de Julho

SOU UM INSTRUMENTO

“Humildemente rogamos a Ele que nos livre de nossas imperfeições.”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 62

 

O assunto da humildade é um dos mais difíceis. Humildade não é pensar menos do que deveria de mim mesmo; humildade é reconhecer que eu faço bem certas coisas, é aceitar cortesmente um elogio.

Deus pode somente fazer para mim o que Ele pode fazer através de mim. Humildade é o resultado de saber que Deus é quem faz, não eu. Na luz desta percepção, como posso ter orgulho de minhas realizações? Sou um instrumento, e qualquer trabalho que pareça estar fazendo, está sendo feito por Deus através de mim. Peço a Deus diariamente que remova minhas imperfeições, para que possa mais livremente continuar meus assuntos de A.A. de “amor e serviço”.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 199

08 de Julho

UMA LIBERDADE SEMPRE CRESCENTE

É no Sétimo Passo que efetuamos a mudança em nossa atitude que nos permite, com a humildade servindo de guia, sair de dentro de nós mesmos em direção aos outros e a Deus.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 68

 

Quando finalmente pedi a Deus para remover estas coisas que me separavam Dele e da luz do Espírito, embarquei numa viagem mais gloriosa do que podia imaginar. Experimentei libertação destas características que me mantinham escondido em mim mesmo. Devido à humildade deste Passo, hoje me sinto limpo.

Sou especialmente consciente deste Passo porque agora sou útil a Deus e a meus companheiros. Sei que Ele me concedeu forças para cumprir Sua vontade e me preparou para qualquer pessoa ou coisa que possa surgir no meu caminho hoje. Estou realmente em Suas mãos e agradeço pela alegria de poder ser útil hoje.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 198

07 de Julho

... E LIVRANDO-SE DELE

... primeiramente o medo de que perderíamos algo que já possuíamos ou que não obteríamos algo que buscávamos. Vivendo numa base de exigências não atendidas, estávamos num estado de perturbação e frustração contínuas. Portanto, não teríamos paz a menos que pudéssemos encontrar um meio de reduzir estas exigências. A diferença entre uma exigência e um simples pedido é evidente para qualquer um.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 68.

 

A paz é possível para mim somente quando me livro das expectativas. Quando estou preso em pensamentos sobre o que quero e o que devo receber, fico num estado de medo ou de antecipação ansiosa e isto não leva a sobriedade emocional. Preciso render-me sempre, à realidade de minha dependência de Deus, pois então encontro paz, gratidão e segurança espiritual.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 197

06 de Julho

IDENTIFICANDO O MEDO

O principal estimulante para nossos defeitos tem sido o medo egocêntrico...

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 68

 

Quando me sinto desconfortável, irritado ou deprimido, procuro o medo. Este “mal e corrosivo fio” é a raiz do meu sofrimento. Medo do fracasso; medo da opinião dos outros; medo dos danos e muitos outros medos. Encontrei um Poder Superior que não deseja que eu viva com medo e, como resultado, a experiência de A.A. em minha vida é liberdade e alegria.

Não estou mais disposto a viver com a multidão de defeitos de caráter que caracterizam minha vida quando bebia. O Sétimo Passo é o meu veículo para a libertação destes defeitos. Rezo para ser ajudado identificar o medo escondido nos defeitos e então peço a Deus para me libertar do medo.

Este método funciona para mim sem falhas e é um dos grandes milagres de minha vida em Alcoólicos Anônimos.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 196

05 de Julho

UMA NOVA DIREÇÃO

Nossos recursos humanos a serviço da vontade não eram suficientes; falhavam completamente... Cada dia é um dia em que devemos levar a visão da vontade de Deus a todas as nossas atividades.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, pp. 68, 104

 

Ouvi falar do alcoólico “sem forças de vontade”, mas eu sou uma pessoa com uma das mais fortes vontades da terra! Agora sei que minha incrível força de vontade não é bastante para salvar minha vida. Meu problema não é assunto de “força de vontade”, mas de direção. Quando, sem me diminuir, aceito honestamente minhas limitações e me volto para a orientação de Deus, então minhas piores faltas se converterem em meus maiores valores. Minha forte vontade, dirigida corretamente, me mantém trabalhando até que as promessas do programa tornam-se minha realidade diária.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 195

04 de Julho

UMA FÉ NATURAL

... dentro de cada homem, mulher ou criança, jaz oculta a idéia fundamental de Deus. Poderá estar sombreada pela calamidade, pela pompa, pela adoração de outras coisas; porém, de uma forma ou de outra, está ali. Porque a fé em um Poder Superior a nós e as demonstrações milagrosas desse Poder nas vidas humanas, são fatos tão velhos como a própria humanidade.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 76

 

Tenho visto as obras de um Deus invisível nos Grupos de A.A. por todo o país. Milagres de recuperação são evidentes em toda a parte. Agora acredito que Deus está nas reuniões e no meu coração. Hoje para mim, um antigo agnóstico, a fé é tão natural como respirar, comer, e dormir. Os Doze Passos ajudaram a mudar a minha vida sob vários aspectos, porém nenhum é mais eficaz do que ter a consciência do meu Poder Superior.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 194

03 de Julho

EXPERIÊNCIA: O MELHOR PROFESSOR

Sendo ainda inexperiente e havendo, só agora, entrado em contato consciente com Deus, não é provável que estejamos inspirados a todo instante.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 106

 

Alguns dizem que a experiência é o melhor professor, mas eu acredito que a experiência é o único professor. Fui capaz de saber do amor de Deus por mim somente pela experiência de minha dependência desse amor. No início não estava seguro de Sua orientação em minha vida, mas agora vejo que, se estou confiante o bastante para pedir por Sua orientação, devo agir como se Ele a tenha fornecido. Freqüentemente peço a Deus que me ajude a lembrar que Ele tem um caminho para mim.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 193

02 de Julho

O CORAÇÃO DE UMA VERDADEIRA SOBRIEDADE

Verificamos não haver necessidade de que ninguém tenha dificuldade com a espiritualidade do programa. Boa vontade, honestidade e uma mente aberta são os elementos essenciais à recuperação. E são indispensáveis.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 194

 

Sou bastante honesto para me aceitar como sou e deixar que isto seja o “eu” que deixo os outros ver? Tenho a boa vontade para ir a qualquer distância e fazer o que for necessário para manter-me sóbrio? Tenho a mente aberta para ouvir o que preciso ouvir, pensar o que preciso pensar, e sentir o que preciso sentir?

Se minha resposta a estas questões é “sim”, quer dizer que sei o suficiente sobre a espiritualidade do programa para manter-me sóbrio.

À medida que continuo a praticar os Doze Passos, caminho em direção ao coração da sobriedade verdadeira: serenidade comigo mesmo, com os outros e com Deus como eu O concebo.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 192

01 de Julho

O MELHOR PARA HOJE

Os princípios expostos são guias para o progresso.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 81

 

Tal como o escultor usa ferramentas diferentes para alcançar os efeitos desejados ao criar uma obra de arte, em Alcoólicos Anônimos os Doze Passos são usados para produzir resultados em minha própria vida. Não sou esmagado com os problemas da vida e nem a quantidade de trabalho que está por vir.

Me sinto confortado em saber que minha vida agora está nas mãos de meu Poder Superior, um mestre artífice que está moldando cada parte de minha vida numa única obra de arte.

Trabalhando meu programa posso me dar por satisfeito, sabendo que “fazendo o melhor que podemos, por hoje, estamos fazendo tudo o que Deus nos pede”.

 REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 191

23 de Junho

CONFIANDO NOS OUTROS

Mas, acaso a confiança exige que sejamos cegos em relação aos motivos dos outros ou até aos nossos? Absolutamente; isso seria uma loucura. Certamente deveríamos avaliar tanto a capacidade de fazer o mal como a capacidade de fazer o bem nas pessoas em quem vamos confiar. Esse inventário particular pode revelar o grau de confiança que podemos depositar em qualquer situação que se apresente.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 114

 

Eu não sou vítima dos outros, mas sim uma vítima de minhas expectativas, escolhas e desonestidade. Quando espero que os outros sejam o que eu quero que sejam e não o que eles são, quando eles deixam de alcançar minhas expectativas, então me magôo. Quando minhas escolhas são baseadas em meu egocentrismo, me encontro sozinho e desconfiado. Adquiro confiança em mim mesmo, contudo, quando pratico a honestidade em todos os meus assuntos. Quando examino meus motivos e sou honesto e confiante, sou consciente dos possíveis danos que surgem em algumas situações, podendo assim evitá-las.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 183

22 de Junho

HOJE, ESTOU LIVRE

Isso me levou à boa e saudável conclusão de que havia muitas situações no mundo sobre as quais eu não tinha nenhum poder pessoal – que se estava tão pronto a admitir isso a respeito do álcool, devia admitir também em relação a muitas outras coisas. Tinha que ficar quieto e entender que Ele era Deus, não eu.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 114

 

Estou aprendendo a praticar aceitação em todas as circunstâncias de minha vida, para poder desfrutar de paz de espírito. Houve um tempo em que a vida era uma batalha constante, porque eu sentia que tinha que passar cada dia lutando comigo mesmo e com todo mundo. Finalmente isso tornou-se uma batalha perdida. Terminava embriagado e chorando sobre minha miséria. Quando comecei a me soltar e a deixar Deus tomar conta de minha vida, comecei a ter paz de espírito. Hoje sou livre.

Não preciso lutar contra mais nada nem contra ninguém.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 182

21 de Junho

MEDO E FÉ

A conquista da libertação do medo é uma tarefa para toda vida, é algo que nunca pode ficar completamente concluído.
Ao sermos duramente atacados, estarmos gravemente enfermos ou em qualquer situação de séria insegurança, todos nós vamos reagir a essa emoção de alguma maneira – bem ou mal – conforme o caso se apresente. Somente os que enganam a si mesmos alegam que estão totalmente livres do medo.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 263

 

O medo causou-me muito sofrimento, quando poderia ter tido mais fé. Há horas em que o medo subitamente me arrasa, justamente quando estou experimentando sentimentos de alegria, felicidade e leveza no coração. A fé – e um sentimento de valor próprio em relação a um Poder Superior – me ajudam a suportar a tragédia e o êxtase. Quando optar por entregar ao meu Poder Superior todos os meus medos, então eu serei livre.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 181

20 de Junho

LIBERTAÇÃO DO MEDO

O problema de acabar com o medo apresenta dois aspectos.
Vamos ter que tentar nos libertar de todo o medo que for possível. Depois, vamos precisar encontrar tanto a coragem como a graça para lidar construtivamente com qualquer espécie de medo que ainda reste.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 61

 

A maioria de minhas decisões eram baseadas no medo. O álcool tornou a vida mais fácil de encarar, mas chegou a hora em que o álcool não era mais uma alternativa para o medo.

Uma das maiores dádivas em A.A. para mim foi a coragem para agir, o que posso fazer com a ajuda de Deus. Após cinco anos de sobriedade, precisei tratar com uma pesada dose de medo. Deus colocou pessoas na minha vida para me ajudar a fazer isso e, praticando os Dozes Passos, estou me tornando a pessoa completa que desejo ser e, por isto, sou profundamente grato.   

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 180

19 de Junho

REGENERAÇÃO EM A.A.

Tal é o paradoxo da regeneração em A.A.: a força renascendo da fraqueza e da derrota completa; a perda de uma vida antiga como condição para encontrar uma nova.

A.A. ATINGE A MAIORIDADE, p. 41

 

Milhares de reveses por causa do álcool não me deram coragem de admitir minha derrota. Acreditava que era minha obrigação moral conquistar meu “inimigo-amigo”. Na minha primeira reunião de A.A., fui abençoado com um sentimento de que estava tudo bem admitir a derrota para uma doença que não tinha a ver com a minha “fibra moral”. Instintivamente soube que estava na presença de um grande amor, quando entrei pelas portas de A.A.. Sem nenhum esforço de minha parte, fiquei consciente de que amar a mim mesmo era bom e correto, como Deus pretendia. Meus sentimentos me libertaram, enquanto meus pensamentos tinham me mantido na escravidão. Eu sou grato.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 179

18 de Junho

UMA IRMANDADE DE LIBERDADE

... se os homens tivessem garantida liberdade absoluta e não fossem obrigados a obedecer a ninguém, eles então voluntariamente se associariam a um interesse comum...

NA OPINIÃO DO BILL, p. 50

 

Quando eu não vivo mais sob o comando do outro ou do álcool, vivo uma nova liberdade. Quando me liberto do passado e de todo excesso de bagagem que tenho carregado por tanto tempo, eu venho a conhecer a liberdade. Fui introduzindo numa vida e numa Irmandade de liberdade. Os Passos são uma maneira “sugerida” de encontrar uma nova vida, não existem ordem nem comandos em A.A.. Sou livre para servir pelo desejo e não por decreto. Há o entendimento de que serei beneficiado com o crescimento dos outros membros, e o que aprendo compartilho com o Grupo. O “bem-estar comum” encontra espaço para crescer na sociedade da liberdade pessoal.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 178

17 de Junho

“BEM DENTRO DE NÓS”

Encontramos a Grande Realidade dentro de nós. Em última análise, somente ali Ele pode ser achado... procurem diligentemente dentro de vocês... Com esta atitude não poderão fracassar. O conhecimento consciente de sua própria crença chegará com segurança.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 77

 

Eu estava em profunda solidão, depressão e desespero quando procurei a ajuda de A.A.. Quando fui me recuperando e comecei a ver como minha vida estava vazia e em ruínas, comecei a me abrir para a possibilidade curadora que a recuperação oferece através do programa de A.A.. Indo às reuniões, permanecendo sóbrio e praticando os Passos, tive a oportunidade de ouvir com atenção crescente as profundezas de minha alma. Todo dia eu esperava, com esperança e gratidão, por esta crença segura e este amor constante pelos quais esperei por muito tempo em minha vida. Neste processo eu encontrei meu Deus, como eu O entendo.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 177

16 de Junho

MENTE ABERTA

Descobrimos que Deus não impõe condições árduas aos que O buscam. Para nós, o Reino do Espírito é amplo e espaçoso; não é privativo nem vedado aos que o buscam sinceramente. Acreditamos que ele esteja aberto para todos.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 7

 

A mente aberta para conceitos de um Poder Superior pode abrir portas para o espírito. Muitas vezes encontro o espírito humano em vários dogmas e fé. Posso ser espiritual quando compartilho de mim mesmo. O compartilhar de mim mesmo me une à raça humana e me traz mais próximo de Deus, como eu O entendo.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 176

15 de Junho

FAZENDO DE A.A. O TEU PODER SUPERIOR

“... você poderá, se quiser... considerar A.A. em si como sua “força superior”. Nele se encontra um grande número de pessoas que resolveram seus problemas com o álcool... muitos membros... atravessaram a barreira inicial... sua fé se ampliou e se aprofundou... transformados, chegaram a acreditar num Poder Superior...”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 23

 

Ninguém era maior que eu, ao menos aos meus olhos, quando eu bebia. Todavia, não podia sorrir para mim no espelho, assim é que cheguei em A.A. onde, com outros, ouvi falar de um Poder Superior. Não podia aceitar o conceito de um Poder Superior, porque acreditava que Deus era cruel e sem amor. Em desespero escolhi uma mesa, uma árvore, depois meu Grupo de A.A. como meu Poder Superior. O tempo passou, minha vida melhorou e comecei a pensar sobre este Poder Superior. Pouco a pouco, com paciência, humildade e muitas perguntas, comecei a acreditar em Deus.

Agora meu relacionamento com meu Poder Superior me dá a força para viver uma vida sóbria e feliz.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 175

14 de Junho

QUANDO AS COISAS FICAM DIFÍCEIS

É um programa de vida que funciona nos momentos difíceis.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 38

 

Quando vim para A.A., percebi que A.A. funcionava maravilhosamente para me ajudar a ficar sóbrio. Mas poderia funcionar com os problemas reais da vida, não apenas com a bebida? Eu tinha minhas dúvidas. Após estar sóbrio por mais de dois anos consegui minha resposta. Perdi meu emprego, desenvolvi problemas físicos, meu pai diabético perdeu uma perna e alguém que amava me deixou por outro – e tudo isto aconteceu num período de duas semanas. A realidade me golpeou; mas A.A. estava lá para apoiar, confortar e me fortificar. Os princípios que aprendi nos primeiros dias de sobriedade, tornaram-se o esteio de minha vida, pois não somente superei o que aconteceu, como nunca deixei de ser capaz de ajudar os ingressantes. A.A. me ensinou a não ficar dominado, mas, ao invés disto, aceitar e entender a minha vida como queira que se desdobre.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 174

13 de Junho

VIVENDO NOSSAS REPARAÇÕES

“Viver durante anos com um alcoólico, pode tornar qualquer esposa ou filho neuróticos. Até certo ponto, a família inteira está doente.”

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 139

 

É muito importante para mim perceber que, como um alcoólico, eu não somente machuquei a mim mesmo, como também todos à minha volta. Fazer reparações à minha família e para as famílias de alcoólicos que ainda sofrem, sempre será importante. Entender a devastação que causei e tentar reparar a destruição, será um esforço para toda a vida. O exemplo de minha sobriedade pode dar aos outros esperança e fé para que se ajudem a si mesmos.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 173

12 de Junho

FORMANDO UMA VERDADEIRA PARCERIA

Mas, o maior sofrimento que temos padecido se originam de nossas relações deturpadas com parentes, amigos e a sociedade em geral.
Temos sido por demais obtusos e teimosos nestas relações. O fato principal que deixamos de reconhecer é a nossa incapacidade total de manter uma verdadeira intimidade com outro ser humano.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 46

 

Estas palavras podem ser aplicadas a mim? Eu ainda sou incapaz de formar uma verdadeira parceria com outro ser humano? Que terrível desvantagem seria para mim levar esta minha vida sóbria! Na minha sobriedade meditarei e rezarei, para descobrir como posso me tornar um amigo e companheiro de confiança.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 172

11 de Junho

OBRIGAÇÕES FAMILIARES

... uma vida espiritual que não inclua... obrigações familiares, poderá não ser tão perfeita.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 145

 

Posso estar fazendo grandes progressos no programa – praticando-o nas reuniões, no trabalho, nas atividades de serviço – e descobrir que as coisas estão se dilapidando em casa. Contava com as pessoas que amo para me entender, mas elas não podem. Contava com elas para ver e avaliar meu progresso mas, elas não podem – a não ser que eu lhes mostre.

Ignoro suas necessidades e desejos de ter minha atenção e meu interesse? Quando estou com elas fico irritado ou aborrecido? As minhas reparações são um “desculpem-me” resmungado, ou tomam a forma de paciência e tolerância? Fico pregando tentando reformá-las ou castigá-las? “A vida espiritual não é uma teoria. Nós temos que vivê-la.” (Alcoólicos Anônimos, p. 102)

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 171

10 de Junho

IMPACIENTE? TENTE LEVITAR

Reagimos mais fortemente às frustrações do que as pessoas normais.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 111

 

 Impaciência com as outras pessoas é um dos meus maiores defeitos. Seguir um carro que anda devagar numa avenida que não dá ultrapassagem, ou esperar pela conta num restaurante, me levam à loucura. Antes de dar uma chance a Deus para me acalmar, explodo, e isso é o que chamo ser mais rápido que Deus. Esta experiência repetida várias vezes me deu uma idéia. Pensei que se eu pudesse olhar para estes acontecimentos sob o ponto de vista de Deus, poderia controlar melhor meu comportamento e meus sentimentos. Tentei e quando encontrei outro motorista lento, olhei o outro carro e a mim mesmo. Vi um casal de velhos dirigindo e conversando alegremente sobre os seus netos. Eles eram seguidos por mim, carrancudo e o rosto vermelho – que não tinha hora marcada para encontrar ninguém. Eu parecia tão bobo que caí na realidade e diminui a marcha. Ver as coisas do ponto de vista de Deus pode ser muito relaxante.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 170

09 de Junho

VIVER NO PRESENTE

Primeiro, tentamos viver no presente só para não beber, - e vemos que funciona. E depois que essa idéia se torna parte de nosso modo de pensar, verificamos que viver a vida em segmentos de 24 horas é uma forma eficaz e agradável de lidar com outros assuntos também.

VIVER SÓBRIO, p. 18

 

“Um dia de cada vez.” Para o ingressante, este e outros lemas de A.A. podem parecer ridículos. As senhas da irmandade de A.A. podem se tornar linhas de vida, nos momentos de tensão. Cada dia pode ser como uma rosa desabrochando de acordo com o plano de um Poder Superior a mim mesmo. Meu programa deve ser plantado no local certo, onde ele precisará ser preparado, alimentado e protegido da doença. Meu plantio exige paciência e minha percepção de que algumas flores serão mais perfeitas que outras. Cada estágio das pétalas se abrindo pode trazer maravilhas e deleite, se eu não interferir ou deixar minhas expectativas anularem minha aceitação – e estas coisas trazem serenidade

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 169

08 de Junho

ABRINDO-SE PARA MUDAR

A auto-análise é o meio pelo qual trazemos uma nova visão, ação e graça para influir no lado escuro e negativo de nosso ser. Com ela vem o desenvolvimento daquele tipo de humildade, que nos permite receber a ajuda de Deus... descobrimos que pouco a pouco vamos nos despojando da vida antiga - a vida que não funcionou – por uma nova vida que pode e funciona sob quaisquer condições.

NA OPINIÃO DO BILL, pp. 8, 10

 

Foi me dado um indulto diário, que depende de minha condição espiritual, desde que procure o progresso e não a perfeição. Para me tornar pronto para mudar, eu pratico a boa vontade, abrindo-me às possibilidades de mudança.

Se percebo que existem defeitos que atrapalham minha utilidade em A.A. e para os outros, me preparo, meditando e recebendo orientação. “Alguns de nós tentamos nos apegar às nossas velhas idéias e o resultado foi nulo, até que nos rendemos completamente.” (Alcoólicos Anônimos, p. 79)

Para soltar-me e deixar Deus agir, preciso somente entregar meus velhos costumes para Ele; não mais lutar nem tentar controlar, mas simplesmente acreditar que com a ajuda de Deus estou mudando, e assim afirmando me torno pronto. Esvazio-me para me encher de percebimento, luz e amor, e estou preparado para encarar cada dia com esperança.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 168

07 de Junho

ESPERANÇA A LONGO PRAZO

Visto que a maioria de nós nasceu com abundância de desejos naturais, não é de se admirar que, freqüentemente deixemos que excedam de seu propósito. Quando nos impelem cegamente, ou quando, obstinadamente, exigimos que nos dêem mais satisfações e prazeres do que é possível ou do que merecemos, estamos no ponto em que nos afastamos do grau de perfeição que Deus deseja para nós aqui na terra. Esta é a medida de nossos defeitos de caráter ou, se preferirmos, de nossos pecados.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 57

 

Aqui é onde nasce a esperança a longo prazo e se ganha a perspectiva da natureza de minha doença e do caminho de minha recuperação. A beleza de A.A. repousa em saber que minha vida, com a ajuda de Deus, vai melhorar. A caminhada em A.A. torna-se mais rica, o entendimento se transforma em verdade, os sonhos tornam-se realidades – e o hoje é para sempre.

Quando caminho para a luz de A.A., meu coração fica pleno da presença de Deus

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 167

06 de Junho

TUDO QUE FAZEMOS É TENTAR

Será que Ele pode levá-las embora, todas elas?

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 96

 

Ao fazer o Sexto Passo, lembrei que estou lutando por alcançar um “progresso espiritual”. Alguns de meus defeitos de caráter ficarão comigo pelo resto de minha vida, mas muitos foram suavizados ou eliminados. Tudo que o Sexto Passo pede de mim é que me torne disposto a nomear meus defeitos, reconhecer que são meus e estar disposto a me livrar daqueles que puder. Só por hoje. Quando cresço no programa, muitos dos meus defeitos tornam-se mais censuráveis par mim que anteriormente, portanto, preciso repetir o Sexto Passo para que possa ser mais feliz comigo mesmo e manter minha sobriedade.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 166

05 de Junho

INTEIRAMENTE PRONTO?

“Este é o Passo que separa os adultos dos adolescentes...” ... a diferença entre “os adultos e os adolescentes” é igual à que existe entre a luta por um objetivo qualquer de nossa escolha e a meta perfeita que é Deus... Sugere-se que devemos estar inteiramente dispostos a procurar a perfeição... No momento em que dizemos: “não, nunca”, nossa mente se fecha para a graça de Deus... Este é o ponto exato em que teremos de abandonar nossos objetivos limitados e avançar em direção à vontade de Deus para conosco.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 55, 60 E 61

 

Estou inteiramente pronto a deixar que Deus remova estes defeitos de caráter? Reconheço que não tenho condições de salvar a mim mesmo? Vim a crer que não posso. Se sou incapaz, se minhas melhores intenções dão errado. Se meus desejos têm uma motivação egoísta e se meu conhecimento e minha vontade são limitados – então estou pronto a admitir a vontade de Deus em minha vida.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 165

04 de Junho

LIBERTANDO-NOS DE NOSSOS VELHOS EGOS

Lendo cuidadosamente as primeiras cinco proposições, perguntamo-nos se omitimos alguma coisa, pois estamos construindo um arco pelo qual passaremos finalmente como homens livres...
Estamos agora prontos para que Deus retire de nós todas as coisas que já admitimos serem censuráveis?

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 96

 

O Sexto-Passo é o último de “preparação”. Embora já tenha usado a oração extensivamente, ainda não fiz nenhum pedido formal ao meu Poder Superior nos primeiros Seis Passos. Identifiquei meu problema, vim a acreditar que havia uma solução, tomei a decisão de procurar esta solução, e “limpei a casa”. Agora me pergunto: estou disposto a viver uma vida de sobriedade, de mudança, de me libertar do meu velho ego? Preciso determinar se estou realmente pronto para mudar. Revejo o que tenho feito e estou disposto a que Deus remova todos os meus defeitos de caráter; para que, no próximo Passo, eu diga ao meu Criador que estou disposto e peça ajuda. “Se ainda nos apegamos a algo que não queremos soltar, peçamos a Deus que nos dê a vontade de fazê-lo. (Alcoólicos Anônimos, p. 96)

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 164

03 de Junho

NUMA ASA E NUMA ORAÇÃO

... olhamos então para o Sexto Passo. Frisamos que a boa vontade é indispensável.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 96

 

O Quarto e Quinto Passos são difíceis, mas de grande valor. Agora estava parado no Sexto Passo e, em desespero, peguei o Livro Grande e li esta passagem. Estava fora, rezando por vontade própria, quando levantei meus olhos e vi um grande pássaro subindo para o céu. Eu o observei subitamente entregar-se às poderosas correntes de ar das montanhas. Levado pelo vento, mergulhando e elevando-se, o pássaro fez coisas aparentemente impossíveis. Foi um exemplo inspirador de uma criatura “soltando-se” para um poder maior que ela própria. Percebi que o pássaro “retomasse seus controles” e tentasse voar com menos confiança, apenas com sua força, poderia estragar o seu aparente vôo livre. Esta percepção me deu disposição para rezar a Oração do Sétimo Passo.

Nem sempre é fácil conhecer a vontade de Deus. Devo procurar e estar pronto para aproveitar as correntes de ar, pois é aí que a oração e a meditação ajudam. Porque por mim mesmo eu não sou nada, peço a Deus que me conceda o conhecimento de Sua vontade e força e coragem para transmiti-la – hoje.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 163

02 de Junho

O CAMINHO ASCENDENTE

Eis os Passos que demos...

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 80

 

Estas são as palavras introdutórias aos Doze Passos. Na sua simplicidade direta elas deixam de lado todas as considerações psicológicas e filosóficas sobre a virtude dos Passos. Eles descrevem o que fiz: pratiquei os Passos e o resultado foi a sobriedade. Estas palavras não implicam em que eu deva caminhar pela estrada trilhada pelos que vieram antes. Ao invés disso mostram que existe uma maneira de ficar sóbrio, e que é um caminho que eu preciso encontrar. É um caminho novo que leva para a luz infinita no topo da montanha. Os Passos me aconselham sobre os apoios que são seguros e os abismos a evitar. Eles me fornecem as ferramentas de que preciso durante grande parte da jornada solitária de minha alma. Quando falo desta jornada, compartilho minha experiência, força e esperança com os outros.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 162

01 de Junho

UM NOVO PONTO DE VISTA

Todos os nossos pontos de vista e atitudes perante a vida irão se modificar.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 103

 

Quando bebia, minha atitude era totalmente egoísta, totalmente auto-centrada: meu prazer e meu conforto vinham em primeiro lugar. Agora que estou sóbrio, o egoísmo começou a ir embora. Toda minha atitude em relação à vida e às outras pessoas está mudando. Para mim, o primeiro “A” em nosso nome significa “atitude”. Minha atitude é mudada pelo segundo “A” em nosso nome que significa “ação”. Praticando os Passos, assistindo às reuniões e transmitindo a mensagem, posso recuperar minha sanidade. Ação é a palavra mágica! Com uma atitude positiva de ajuda e uma ação regular em A.A., posso manter-me sóbrio e ajudar os outros a alcançar a sobriedade. Minha atitude agora é a de estar disposto a caminhar qualquer distância para manter-me sóbrio.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 161

23 de Maio

SAÚDE ESPIRITUAL

Ao vencermos a enfermidade espiritual, endireitamo-nos mental e fisicamente.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 85

 

É muito difícil para mim aceitar minha doença espiritual, devido ao meu grande orgulho disfarçado por sucessos materiais e por meu poder intelectual. Inteligência não é incompatível com humildade, desde que eu coloque a humildade em primeiro lugar. Procurar prestígio e riqueza é o objetivo final para muitos neste mundo moderno. Seguir a moda e parecer melhor do que sou realmente é uma doença espiritual.

Reconhecer e admitir minhas fraquezas é o começo de uma boa saúde espiritual. É um sinal de saúde espiritual ser capaz de pedir a Deus todo o dia para me iluminar, reconhecer Sua vontade e ter forças para executá-la. Minha saúde espiritual está ótima quando percebo que, quanto mais melhoro, mais descubro quanto necessito da ajuda dos outros.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 152

22 de Maio

PRIMEIRO PASSO

Admitimos... (“Nós” a primeira palavra do Primeiro Passo)

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 17

 

Quando eu bebia, tudo o que eu pensava era sempre “Eu, Eu, Eu”, ou “Meu, Meu, Meu.” Tal obsessão do ser, tal doença da alma, tal egoísmo espiritual me escravizou à garrafa mais da metade de minha vida.

O caminho para encontrar Deus e fazer Sua vontade um dia de cada vez, começou com a primeira expressão do Primeiro Passo... “Nós”.

Havia poder, força e segurança no plural e para um alcoólico como eu, também havia vida. Se tivesse tentado me recuperar sozinho, provavelmente teria morrido. Com Deus e outros alcoólico tenho um propósito divino na minha vida... tornei-me um canal para o amor benéfico de Deus

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 151

21 de Maio

UMA LISTA DE BENÇÃOS

Um exercício que pratico é o de tentar fazer um inventário completo de minhas bênçãos...

NA OPINIÃO DO BILL, p. 37

 

O que tive de agradecer? Eu me fechei em mim mesmo e fiz uma lista das bênçãos pelas quais não sou responsável, começando com a de ter nascido com um corpo e uma mente sãos. Repassei exatamente setenta e quatro anos de vida, até o presente momento.

A lista ocupou duas páginas e levou duas horas para ser escrita.

Incluí saúde, família, dinheiro, A.A. – enfim, a gama toda.

Todo dia, nas minhas orações, peço a Deus que me ajude a lembrar de minha lista e ser grato por ela durante todo o dia.

Quando lembro minha lista de gratidão, é muito difícil concluir que Deus me castigou.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 150

20 de Maio

UM DIA DE CADA VEZ

Acima de tudo, faça-o um dia de cada vez.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 11

 

Por que engano a mim mesmo dizendo-me que devo ficar sem beber somente um dia, quando sei perfeitamente bem que nunca mais posso beber em minha vida? Não estou me enganando, porque um dia de cada vez é provavelmente a única maneira, pela qual eu posso alcançar o objetivo a longo prazo de permanecer sóbrio.

Se eu determino que nunca mais vou beber na vida, me coloco numa certa condição. Como posso ter certeza de não mais beber, quando não tenho idéia do que me espera no futuro?

Na base de um dia de cada vez, tenho certeza de que posso ficar sem beber por um dia. Assim, fico numa condição de confiança. No final do dia tenho a recompensa da realização. A realização me faz sentir bem e faz com que eu queira mais!

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 149

19 de Maio

DANDO SEM RESTRIÇÕES

E ele sabe bem que sua própria vida ficou enriquecida, como um dividendo extra por dar ao outro, sem exigir qualquer retribuição.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 69

 

O conceito de dar sem restrições foi difícil de entender quando vim para o Programa pela primeira vez. Tinha suspeitas quando os outros queriam me ajudar. Pensava: “Que eles vão querer de volta?” Mas logo aprendi a alegria de ajudar outro alcoólico, e entendi porque eles estavam ali no começo à minha disposição.

Minhas atitudes mudaram e eu desejava ajudar aos outros.

Algumas vezes ficava ansioso, quando queria que eles conhecessem as alegrias da sobriedade, que soubessem que a vida pode ser linda.

Quando minha vida está repleta do amoroso Deus do meu entendimento e dou este amor para meu companheiro alcoólico, sinto uma riqueza em especial que é muito difícil de explicar.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 148

18 de Maio

LIBERDADE PARA SER EU MESMO

Se trabalharmos com afinco nesta fase de nosso desenvolvimento, ficaremos surpreendidos antes de chegar à metade do caminho. Vamos conhecer uma nova liberdade e uma nova felicidade.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 103

 

Minha primeira verdadeira liberdade é a liberdade de não precisar beber hoje. Se realmente desejá-la, praticarei os Doze Passos, e através deles me chegará a felicidade desta liberdade – às vezes rapidamente, outras vezes lentamente. Seguir-se-ão outras liberdades, e fazer seu inventário será nova alegria. Tive uma nova liberdade hoje, a liberdade de ser eu mesmo. Tenho a liberdade de ser melhor do que jamais fui.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 147

17 de Maio

...E PERDOAMOS.

Com muita dificuldade tenho procurado sempre perdoar as outras pessoas e a mim mesmo.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 268

 

Perdoar a si mesmo e perdoar aos outros são duas correntes do mesmo rio, ambas retardadas ou interceptadas completamente pela represa do ressentimento. Uma vez que a represa é aberta, ambas as correntes podem fluir. Os Passos de A.A. permitem-me ver como o ressentimento cresceu e em conseqüência bloqueou esse fluxo em minha vida. Os Passos fornecem uma maneira pela qual meus ressentimentos podem ser dispersados – pela graça de Deus como eu O entendo. É como resultado desta solução que posso achar a graça necessária que me dá condições de perdoar a mim mesmo e aos outros.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 146

16 de Maio

NÓS PERDOAMOS...

Freqüentemente, enquanto dávamos este Passo com nossos padrinhos ou conselheiros espirituais, pela primeira vez nos sentíamos verdadeiramente capazes de desculpar os outros, não importa quão profundamente nos houvessem maltratado.
Nosso inventário moral nos havia persuadido de que era desejado um perdão geral para todos, mas foi somente quando resolutamente demos o Quarto Passo, vimos em nosso íntimo, que poderíamos aceitar o perdão e perdoar também.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, pp. 50 e 51

 

Que grande sentimento é o perdão! Que revelação sobre minha natureza emocional, psicológica e espiritual. Tudo que se precisa é boa vontade para perdoar; Deus fará o restante.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 145

15 de Maio

CONHEÇA DEUS, CONHEÇA A PAZ

É evidente que uma vida onde se incluem profundos ressentimentos só nos leva à futilidade e à infelicidade... Porém, com o alcoólico, cuja esperança é a manutenção e o crescimento de uma experiência espiritual, este negócio dos ressentimentos é grave mesmo.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 85

 

Conheça a Deus;

Conheça a Paz.

Sem Deus;

Sem Paz.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 144

14 de Maio

É BOM SER EU MESMO

Inúmeras vezes os novatos procuraram guardar para si certos fatos de suas vidas... desviaram-se para métodos mais fáceis... mas, não aprenderam o suficiente sobre a humildade...

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 95

 

Humildade soa muito como humilhação mas, na realidade, ela é a capacidade de olhar para mim mesmo – e honestamente aceitar o que vejo. Não preciso ser o “mais esperto” nem o “mais estúpido” ou qualquer outro “mais”. Finalmente é muito bom ser “eu” mesmo. É mais fácil para mim aceitar-me se compartilhar toda a minha vida. Se não posso compartilhar nas reuniões, então é melhor ter um padrinho – alguém com que eu possa compartilhar “certos fatos” que podem me levar de volta à bebida e para a morte. Preciso praticar todos os Passos. Preciso do Quinto Passo para aprender a verdadeira humildade. Métodos mais fáceis não funcionam.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 143

13 de Maio

A MANEIRA MAIS FÁCIL E SUAVE

Se saltarmos este passo chave, talvez não sobrepujemos a bebida.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 94

 

Certamente não fugi à oportunidade de ver quem eu era, especialmente quando as dores de minhas bebedeiras pairavam sobre mim como uma nuvem escura. Contudo logo ouvi nas reuniões a respeito do companheiro que simplesmente não queria praticar o Quinto Passo e continuava vindo às reuniões, trêmulo pelos horrores de reviver o seu passado. A maneira mais fácil e suave é praticar estes Passos para nos libertar de nossa doença fatal e colocar nossa fé na Irmandade e em nosso Poder Superior.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 142

12 de Maio

O PASSADO TERMINOU

A experiência de A.A. nos indicou que não podemos viver sozinhos com problemas persistentes bem como com os defeitos de caráter que os causam e os agravam. Se... o Quarto Passo... tem realçado aquelas experiências que preferimos não lembrar... então, torna-se mais imperativo do que nunca desistir de viver sozinhos com esses fantasmas torturantes do passado. É preciso falar com alguém a respeito.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 48

 

O que foi feito, feito está. Não pode ser mudado. Mas minha atitude sobre o assunto pode ser mudada, conversando com aqueles que vieram antes e com os padrinhos. Posso desejar que o passado nunca tenha sido, mas se mudo minhas ações quanto ao que fiz, minha atitude mudará. Não preciso desejar que o passado desapareça. Posso mudar meus sentimentos e atitudes, porém somente através de minhas ações e da ajuda de meus companheiros alcoólicos.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 141

11 de Maio

UMA NOVA SENSAÇÃO DE PERTENCER

Enquanto não falássemos, com toda a franqueza, de nossos conflitos e ouvíssemos outra pessoa fazer a mesma coisa, ainda não estaríamos participando.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 50

 

Após quatro anos em A. A. fui capaz de descobrir a liberdade do peso de emoções enterradas que tinham me causado muita dor. Com a ajuda de A. A. e do apadrinhamento a dor foi liberada e senti uma sensação de pertencer e de paz interior. Também senti uma alegria e um amor por Deus que nunca havia experimentado. Tenho muito respeito pelo poder do Quinto Passo.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 140

10 de Maio

AFINAL, LIVRE

Outra grande dádiva que podemos esperar por confiar nossos defeitos a outro ser humano é a humildade – uma palavra freqüentemente mal compreendida... representa um claro reconhecimento do que e quem somos realmente, seguido de um esforço sincero de ser aquilo que poderíamos ser.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 51

 

Sabia no fundo do meu ser que se quisesse ser alegre, feliz e livre para sempre, tinha de compartilhar minha vida passada com outra pessoa. A alegria e o alívio que senti após fazer isto estão além de qualquer descrição. Quase que imediatamente após fazer o Quinto Passo, me senti livre da escravidão do ego e da escravidão do álcool. Esta liberdade permanece após 36 anos, um dia de cada vez.

Descobri que Deus podia fazer por mim o que eu não podia fazer sozinho.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 139

 

09 de Maio

CAMINHANDO PELO MEDO

Se ainda nos apegamos a algo que não queremos soltar, pedimos a Deus que nos ajude a ter a vontade.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 93

 

Quando fiz meu Quinto Passo, tornei-me consciente de que todos os meus defeitos de caráter se originavam da minha necessidade de me sentir seguro e amado. Usar somente a minha vontade para trabalhar com meus defeitos e resolver o meu problema eu já havia tentado obsessivamente. No Sexto Passo aumentei a ação que tomei nos três primeiros Passos – meditando no Passo, dizendo-o várias vezes, indo às reuniões, seguindo às sugestões de meu padrinho, lendo e procurando dentro de mim mesmo. Durante os três primeiros anos de sobriedade tinha medo de entrar num elevador sozinho. Um dia decidi que tinha de enfrentar este medo. Pedi ajuda a Deus, entrei no elevador e ali no canto estava uma senhora chorando. Ela disse que desde que seu marido havia morrido ela tinha um medo mortal de elevadores. Esqueci meu medo e a confortei. Esta experiência espiritual ajudou-me a ver como a boa vontade era a chave para trabalhar o resto dos Doze Passos para a recuperação. Deus ajuda aqueles que se ajudam.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 138

08 de Maio

UM LUGAR DE DESCANSO

Todos os Doze Passos de A. A. nos pedem para atuar em sentido contrário aos nossos desejos naturais, todos desinflam nosso ego. Quando se trata desse assunto, poucos Passos são mais duros de aceitar que o Quinto. Mas, dificilmente, qualquer deles é mais necessário à obtenção da sobriedade prolongada e à paz mental do que este.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 48

 

 Após escrever meus defeitos de caráter, estava sem disposição de falar sobre eles, e decidi que era a hora de parar de carregar esta carga sozinho. Precisava confessar estes defeitos a alguém. Tinha lido – e tinha me falado – que não podia me manter sóbrio a não ser que o fizesse.

O Quinto Passo me dava um sentimento de pertencer, com humildade e serenidade, quando o praticava diariamente em minha vida. Era importante admitir meus defeitos de caráter na ordem apresentada no Quinto Passo: “A Deus, a nós mesmos e a outro ser humano.” Admitir para Deus em primeiro lugar e para outra pessoa. De acordo com a descrição de como o Passo é feito, um sentimento de ser um com Deus e com meus companheiros me levou a um lugar de descanso onde pude preparar-me para os Passos restantes em direção a uma sobriedade plena e significativa.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 137

07 de Maio

RESPEITO PELOS OUTROS

Estas partes de nossa história deixamo-las para contar a uma pessoa que as compreenda e que seja sincera. A regra é sermos duros conosco mesmos, mas sempre termos consideração pelos outros.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 95

 

Respeito pelos outros é a lição que aprendi desta passagem.

Devo fazer qualquer coisa para me libertar, se eu desejo encontrar esta paz de espírito que tenho procurado por tanto tempo. Contudo, nada disto deve ser feito às custas dos outros. Egoísmo não tem lugar na maneira de vida de A. A..

Quando faço meu Quinto Passo, é mais sábio escolher uma pessoa com quem compartilho objetivos comuns, porque se essa pessoa não me entende, meu progresso espiritual pode ser retardado e posso estar em perigo de recair. Assim, peço orientação divina antes de escolher o homem ou a mulher que terá a minha confiança.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 136

06 de Maio

“NADA ESCONDA”

A inteira confiança depositada naquele com quem compartilharemos nossa auto-análise, bem como nossa boa disposição, serão as provas verdadeiras da situação... Desde que você não esconda nada, sua sensação de alívio aumentará de minuto a minuto. As emoções reprimidas durante anos saem de sua clausura e, milagrosamente, desaparecem ao serem expostas. À medida que a dor diminui, uma tranqüilidade benéfica a substitui.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 54

 

Um pequenino caroço de sentimentos fechados dentro de mim começou a se revelar quando assisti às primeiras reuniões de A. A., e o auto-conhecimento tornou-se uma tarefa de aprendizagem para mim. Este novo auto-conhecimento trouxe muitas mudanças em minhas respostas às situações da vida. Percebi que tinha o direito de fazer escolhas em minha vida e, lentamente, a ditadura inteira de hábitos perdeu seu controle.

Acredito que se eu procurar Deus posso encontrar uma maneira de viver melhor e peço a Ele todo dia para me ajudar a viver uma vida sóbria.  

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 135

05 de Maio

A FLORESTA E AS ÁRVORES

... aquilo que nos vem, enquanto estamos sós, pode ser deturpado pelos nossos anseios e auto-justificativas. A vantagem em falar com outra pessoa é que podemos, de forma direta, obter seus comentários e conselhos sobre a nossa situação...

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, pp. 52 e 53

 

Não me lembro de quantas vezes me senti raivoso e frustrado e disse para mim mesmo: “As árvores me impedem de ver a floresta!” Finalmente percebi de que quando estava sofrendo dessa maneira, é que necessitava de alguém que pudesse me guiar em separar a floresta e as árvores; que pudesse me sugerir um caminho melhor para seguir; que pudesse me ajudar a apagar o fogo; e me ajudar a evitar as rochas e armadilhas.

Peço a Deus par me dar a coragem de chamar um membro de A. A. quando estou na floresta.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 134

04 de Maio

“INTEIRAMENTE HONESTO”

Se esperamos viver felizes por muito tempo neste mundo, precisamos ser inteiramente honestos com alguém.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 94

 

Como todas as virtudes, a honestidade é para ser compartilhada. Ela começou após eu compartilhar “... toda (minha) história de vida com alguém ...”” a fim de encontrar o meu lugar na irmandade. Mais tarde compartilhei minha vida a fim de ajudar o ingressante a achar o seu lugar conosco.

Este “compartilhar” me ajuda a aprender a ser honesto em todos os meus assuntos e a saber que o plano de Deus, para mim, torna-se realidade através da disposição de abir-me honestamente.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 133

03 de Maio

LIMPEZA DA CASA

De algum modo, estar sozinho com Deus não parece ser tão embaraçoso quanto enfrentar outra pessoa. Até que resolvamos sentar e falar em voz alta a respeito das coisas que há tempos temos escondido, nossa disposição de “limpar a casa” é meramente teórica.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 52

 

Era até comum para mim falar com Deus e comigo mesmo sobre meus defeitos de caráter. Mas, sentar-me cara a cara e discutir abertamente estas intimidades com outra pessoa era muito mais difícil. Nessa experiência eu reconheci, entretanto, um alívio semelhante ao que experimentei quando admiti pela primeira vez que sou um alcoólico. Comecei então a apreciar o significado espiritual do programa, e a compreender que este Passo era apenas uma introdução do que ainda estava por vir nos restantes sete Passos.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 132

02 de Maio

ILUMINANDO O PASSADO ESCURO

Agarre-se à idéia de que, nas mãos de Deus, o passado negro é o maior bem que você possui – a chave para a vida e a felicidade de outros. Com ela você pode afastar deles a morte e a miséria.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 141

 

Meu passado não é mais uma autobiografia; é um livro de referência para ser tirado da estante, aberto e compartilhado. Hoje quando relato por dever, sai a mais maravilhosa pintura, porque, embora este dia seja negro – como acontece com alguns dias – as estrelas brilharão com mais intensidade mais tarde. Em um futuro muito próximo serei chamado para atestar que elas brilham. Todo meu passado será neste dia parte de mim, porque ele é a chave não a fechadura.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 131

01 de Maio

CURANDO O CORAÇÃO E A MENTE

Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano a natureza exata de nossas falhas.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 48

 

Desde que é verdade que Deus vem para mim através das pessoas, posso ver que mantendo as pessoas à distância, eu também mantenho Deus à distância. Deus está muito mais perto de mim do que eu penso, e posso senti-Lo amando as pessoas e permitindo que elas me amem. Mas não posso nem amar e nem ser amado, se permito que meus segredos fiquem no caminho.

O meu lado que recuso olhar é que me governa. Devo ter disposição para olhar o lado negro, a fim de curar minha mente e o meu coração, porque este é o caminho da liberdade. Devo caminhar na escuridão para encontrar a luz, e caminhar no medo para encontrar a paz.

Revelando meus segredos – e assim me livrando da culpa – posso de fato mudar meu pensamento; alterando o meu pensamento; posso mudar a mim mesmo. Meus pensamentos criam meu futuro. O que serei amanhã é determinado pelo que penso hoje.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 130

23 de Abril

A. A. NÃO É UM REMÉDIO PARA TODOS OS MALES

Seria falso orgulho acreditar-se que Alcoólicos Anônimos é um remédio para todos os males, mesmo para o alcoolismo.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 285

 

Nos meus primeiros anos de sobriedade estava cheio de orgulho, pensando, que A. A. era a única fonte de tratamento para uma vida boa e feliz. A. A. era certamente o ingrediente básico para minha sobriedade e, mesmo hoje, com cerca de doze anos de recuperação, estou muito envolvido em reuniões, apadrinhamento e serviço. Durante os quatro primeiros anos de minha recuperação, achei necessário procurar ajuda profissional porque minha saúde emocional estava precária. Existem aquelas pessoas que também encontraram sobriedade e felicidade em outras organizações. A. A. me ensinou que tinha a opção de fazer tudo o que fosse necessário para enriquecer minha sobriedade. A. A. pode não ser um remédio para todos os males, mas é o centro de minha vida sóbria.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 122

22 de Abril

SOLO NOVO... RAÍZES NOVAS

Tenho excelentes razões para saber como os momentos de percepção podem construir uma vida inteira de serenidade espiritual. As raízes da realidade, suplantando as ervas daninhas neuróticas, vão promover uma base firme, apesar do furacão das forças que nos destruiriam ou que poderíamos utilizar para destruirmos a nós mesmos.

NA OPINIÃO DE BILL, p. 173

 

Vim para A. A. verde – um arbusto trêmulo com as raízes expostas. Foi por sobrevivência, mas foi um começo. Estiquei-me, desenvolvi-me, retorci-me, mas com a ajuda dos outros, e no seu devido tempo meu espírito brotou de suas raízes. Estava livre. Eu agia, murchava, refletia, rezava, reagia e, iluminado repentinamente voltei a entender. Das minhas raízes os braços do espírito se alongavam em rebentos, fortes e verdes se estendendo em direção ao céu.

Aqui na terra, Deus, incondicionalmente, continua o legado do amor maior. Minha vida em A. A. colocou-me “sobre um novo terreno... onde se agarravam fortemente minhas raízes.” (Alcoólicos Anônimos. p. 35).

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 121

21 de Abril

CULTIVANDO A FÉ

Não penso que podemos fazer alguma coisa muito bem neste mundo, a não ser que nós a pratiquemos. E não acredito que nós façamos bem o programa de A. A. a não ser que pratiquemos.
Devemos praticar... adquirir o espírito de serviço. Devemos tentar adquirir alguma fé, o que não é fácil fazer, especialmente para a pessoa que tem sido sempre muito materialista, seguindo o modelo da sociedade atual. Porém penso que a fé pode ser, mesmo que lentamente, adquirida; ela precisa ser cultivada. Não foi fácil para mim e, suponho que é difícil para qualquer um...

DR. BOB E OS BONS VETERANOS, p. 307 E 308

 

Muitas vezes o medo é a força que me impede de adquirir e cultivar o poder da fé. O medo bloqueia minha apreciação de beleza, tolerância, perdão, serviço e serenidade.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 120

20 de Abril

AUTO-EXAME

... pedimos que Deus dirija nossos pensamentos, e especialmente que sejam divorciados de auto-piedade, da desonestidade do egoísmo.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 105

 

Quando dita sinceramente, esta oração me ensina a ser realmente altruísta e humilde, pois, mesmo quando fazia boas ações, muitas vezes procurava aprovação e glória para mim mesmo.

Examinando meus motivos em tudo que faço, posso prestar serviço a Deus e aos outros, ajudando-os a fazer o que eles desejam fazer. Quando coloco Deus responsável por meu pensamento, muitas preocupações desnecessárias são eliminadas e acredito que Ele me guia durante o transcurso do dia.

Quando elimino pensamentos de auto-piedade, desonestidade e de egocentrismo, encontro paz com Deus, com meus semelhantes e comigo mesmo.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 119

19 de Abril

IRMÃOS EM NOSSOS DEFEITOS

Nós, alcoólicos recuperados, não somos tão irmãos nas virtudes como somos em nossos defeitos e em nossas lutas comuns para vencê-los.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 167

 

A identificação que um alcoólico tem com outro é misteriosa, espiritual – quase incompreensível. Mas ela existe. Eu a “sinto”. Hoje, sinto que posso ajudar as pessoas e que elas podem me ajudar.

É um sentimento novo e estimulante para mim, preocupar-me por alguém; importar-me do que eles estão sentindo, esperando, rezando; saber de suas tristezas, de suas alegrias, de seus pesares, de suas dores; desejar compartilhar estes sentimentos para que alguém possa ter alívio. Nunca soube como fazer isto – ou como tentar fazê-lo. Nunca nem sequer me preocupei. A irmandade de A. A. e Deus estão me ensinando a preocupar-me dos outros.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 118

18 de Abril

HONESTIDADE PRÓPRIA

A decepção dos outros está quase sempre enraizada na decepção de nós mesmos... Quando somos honestos com uma outra pessoa, isso confirma que temos sido honestos conosco e com Deus.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 17

 

Quando eu bebia, enganava a mim mesmo sobre a realidade, corrigindo-a para que fosse como eu queria. Enganar os outros é um defeito de caráter – mesmo exagerando um pouco a verdade ou retificando os meus motivos para que os outros pensem bem de mim. Meu Poder Superior pode remover este defeito de caráter, mas primeiro tenho que ajudar a tornar-me disposto a receber essa ajuda, não enganando mais ninguém. Preciso lembrar-me todo dia que ao enganar a mim mesmo estou me predispondo ao fracasso ou ao desapontamento na vida e em Alcoólicos Anônimos. Um íntimo e honesto relacionamento com um Poder Superior é a única base sólida que encontrei para ser honesto comigo e com os outros.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 117

17 de Abril

AMOR E MEDO COMO OPOSTOS

Todas estas falhas geram o medo, uma doença da alma em si.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 42

 

“O medo bate à porta; a fé atende; nada estava ali.”

Não sei a quem esta citação deva ser atribuída, mas ela certamente indica muito claramente que o medo é uma ilusão.

Eu mesmo crio a ilusão.

Em minha juventude eu experimentei o medo e erradamente pensava que sua  mera presença fazia de mim um covarde.

Não sabia que uma das definições de “coragem” é a “disposição de fazer as coisas certas apesar do medo.” “Coragem”, portanto, não é necessariamente a ausência do medo.

Durante as horas em que eu não tinha amor na minha vida, com certeza tinha medo. Ter medo de Deus é ter medo da alegria. Olhando para trás, percebo que durante as horas em que mais temia a Deus, não havia alegria em minha vida. Quando aprendi a não temer a Deus, também aprendi a experimentar a alegria.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 116

16 de Abril

IRA: UM “LUXO DUVIDOSO”

Se quiséssemos viver, era preciso livrar-nos da ira. A zanga e os acessos violentos de loucura não eram para nós. Poderá ser um luxo duvidoso para os homens normais, mas para os alcoólicos estas coisas são venenos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 87

 

“Luxo duvidoso”. Quantas vezes tenho me lembrado destas palavras. Não é apenas a raiva que é melhor deixar com os não-alcoólicos; fiz uma lista que inclui ressentimento justificável, auto-piedade, auto-julgamento, farisaísmo, falso orgulho e falsa humildade. Sou sempre surpreendido ao ler a citação real, Os princípios do programa foram martelados tão bem em mim que continuo pensando que todos estes defeitos estão marcados também.
Dou graças a Deus que eu não possa me dar ao luxo de tê-los – ou eu, seguramente, me entregaria a eles.   
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 115

15 de Abril

A ESCRAVIDÃO DOS RESSENTIMENTOS

... esse negócio de ressentimento é infinitamente grave, porque quando estamos abrigando estes sentimentos nos afastamos da luz do espírito.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 5

 

Foi dito “Raiva é um luxo ao qual não posso me permitir”.

Sugere isto que eu ignore esta emoção humana? Acredito que não. Antes de conhecer o programa de A. A., eu era um escravo dos moldes de comportamento do alcoolismo. Estava acorrentado à negatividade, sem esperança de soltar-me.

Os Passos me ofereceram uma alternativa. O Quarto Passo é o início do final da minha escravidão. O Processo de “soltar-se” começa com um inventário. Não preciso ficar assustado, porque os Passos anteriores me garantem que não estou sozinho. Meu Poder superior me guia até esta porta e me dá a dádiva da escolha. Hoje posso escolher abrir a porta para a liberdade e alegrar-me na luz dos Passos. Uma vez que purificam o espírito dentro de mim.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 114

14 de Abril

O PRINCIPAL CULPADO

O ressentimento é o principal culpado. Destrói mais alcoólicos do que qualquer outra coisa. Dele nasce toda forma de doença espiritual, pois somos doentes não só fisicamente e mentalmente mas também espiritualmente.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 85

 

Quando me olho praticando o Quarto Passo, é fácil achar desculpas para os erros que fiz, porque posso vê-los facilmente como uma questão de “desforra” de um erro feito contra mim. Se continuo a reviver minha velha dor, isto é um ressentimento, e ressentimentos bloqueiam a luz do sol para minha alma. Se continuo a reviver dores e ódios, irei machucar e odiar a mim mesmo. Após anos na escuridão dos ressentimentos, encontrei a luz do sol. Devo libertar-me dos ressentimentos, não posso me permitir o luxo de conservá-los.

 REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 113

13 de Abril

O FALSO CONFORTO DA AUTO-PIEDADE

A auto-piedade é um dos mais infelizes e desgastantes defeitos que conhecemos. É um entrave a todo progresso espiritual e pode interromper toda comunicação eficiente com nossos semelhantes, por causa de sua excessiva exigência de atenção e simpatia.
É uma forma piegas de martírio ao qual nos damos ao luxo, de maneira doentia.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 238

 

O falso conforto da auto-piedade me esconde da realidade somente momentaneamente e então exige, como uma droga que eu tome doses cada vez maiores. Se eu sucumbir a isto, pode me levar a uma recaída na bebida. O que posso fazer? Um antídoto certo é voltar minha atenção, mesmo que levemente no início, para aqueles que realmente são menos afortunados do que eu, de preferência outros alcoólicos. No mesmo grau que demonstro ativamente minha empatia por eles, diminuirei meu próprio sofrimento exagerado.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 112

12 de Abril

ABANDONANDO A INSANIDADE

... no que diz respeito ao álcool, inexplicavelmente, éramos loucos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 60

 

O alcoolismos requeria de mim que eu bebesse, quer desejasse ou não. Insanidade dominava minha vida e era a essência da doença. Ela me roubava a liberdade de escolha para beber e, portanto, me tirava todas as outras opções. Quando bebia era incapaz de fazer escolhas efetivas em qualquer aspecto de minha vida e esta ficava sem controle.

Peço a Deus para me ajudar a entender e aceitar o significado total da doença do alcoolismo.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 111

11 de Abril

UMA PALAVRA PARA ELIMINAR: “CULPA”

Geralmente demorava bastante para percebermos como as nossas emoções descontroladas nos vitimavam. Notávamos logo nos outros, mas só muito vagarosamente em nós. Antes de mais nada, era preciso confessar que tínhamos muitos defeitos, mesmo que esta admissão fosse dolorosa e humilhante. No tocante às outras pessoas, tivemos de eliminar a palavra “culpa” de nosso vocabulário e nossos pensamentos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 41

 

Quando fiz meu Quarto Passo, seguindo as sugestões do Livro Grande, notei que minha lista de ressentimentos estava cheia de meus preconceitos e de culpar os outros por não ser capaz de ter sucesso e não aproveitar plenamente meus talentos. Também descobri que me sentia diferente por ser negro. À medida que continuei a praticar o Passo, aprendi que sempre tinha bebido para me livrar desses sentimentos. Somente quando fiquei sóbrio e trabalhei o meu inventário foi que eu não pude culpar mais ninguém.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 110

10 de Abril

CRESCENDO

A essência de todo crescimento é uma disposição de mudar para melhor e uma disposição incansável de aceitar qualquer responsabilidade que essa mudança implique.

NA OPINIÃO DE BILL, p. 115

 

Algumas vezes quando me torno disposto a fazer o que deveria fazer o tempo todo, desejo louvor e reconhecimento. Não percebo que quanto mais estiver disposto a agir de uma maneira diferente, mais excitante é a minha vida. Quando mais estou disposto a ajudar os outros, mais recompensa recebo. Isto é o que a prática dos princípios significa para mim. Alegria e benefícios para mim estão na disposição de fazer as ações, não em obter resultados imediatos. Sendo um pouco mais amável, um pouco menos agressivo e um pouco mais amoroso, faz com que minha vida seja melhor – dia a dia.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 109

09 de Abril

LIBERDADE DO “REI ÁLCOOL”

...não vamos supor nem mesmo por um instante, que não estamos sob coação. Na verdade, estamos sob uma enorme sujeição...
Nosso antigo tirano, o “Rei Álcool”, está sempre pronto para nos agarrar. Portanto, a libertação do álcool é o grande “dever” que tem que ser alcançado; caso contrário, chegaremos à loucura ou à morte.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 134

 

 Quando bebia eu vivia preso espiritualmente, emocionalmente e às vezes fisicamente. Tinha construído minha prisão com barras de teimosia e indulgência, das quais não podia escapar. Ocasionalmente passava por períodos secos que pareciam prometer liberdade, mas que se tornavam apenas esperanças de um indulto. A verdadeira fuga requer uma disposição para seguir as ações corretas para abrir a fechadura. Com disposição e ação, tanto as barras como a fechadura abrem-se por si mesmas para mim. Boa vontade e ação contínua me mantém livre - numa espécie de liberdade condicional diária -  que nunca termina.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 108

08 de Abril

UMA VISTA POR DENTRO

Queremos descobrir exatamente como, quando e onde nossos desejos naturais nos deformaram. Queremos olhar de frente a infelicidade que isto causou aos outros e a nós mesmos. Descobrindo quais são nossas deformidades emocionais, podemos nos encaminhar em direção à sua correção.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 37

 

Hoje não sou mais um escravo do álcool, porém, de muitas maneiras a escravidão ainda ameaça meu ego, meus desejos e até mesmo meus sonhos. Ainda que sem sonhos eu não possa existir: sem sonhos não há nada que me impulsione para a frente.

Devo olhar para dentro de mim mesmo, para libertar-me.

Devo pedir a força de Deus para encarar a pessoa que mais temo, meu eu verdadeiro, a pessoa que Deus criou para ser eu mesmo. A não ser que possa ou até que faça isto, estarei sempre fugindo e nunca serei realmente livre. Peço a Deus, diariamente, que me mostre a liberdade!

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 107

07 de Abril

UM GRANDE ARCO DE GRATIDÃO

E, falando pelo Dr. Bob e por mim mesmo,declaro com gratidão que se não fossem nossas esposas, Anne e Lois, nenhum de nós poderia ter vivido par ver o começo de Alcoólicos Anônimos.

NA OPINIÃO DE BILL, p. 67

 

Sou capaz de tributo tão generoso e gratidão para com minha mulher, parentes e amigos, sem o apoio dos quais nunca poderia ter sobrevivido para alcançar as portas de A. A.? Tentarei trabalhar isto e tentarei ver o plano que meu Poder Superior está mostrando quando ligou nossas vidas.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 106

06 de Abril

UM PROCESSO PARA TODA VIDA

Estávamos enfrentando dificuldades nas relações pessoais, não podíamos controlar nossa natureza emocional, éramos presas do infortúnio e da depressão, não conseguíamos nos sustentar financeiramente, tínhamos uma sensação de inutilidade, estávamos coagidos pelo medo, éramos infelizes, não conseguíamos ser úteis aos outros...

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 74

 

Estas palavras me fazem lembrar que tenho outros problemas além do álcool, que o álcool é somente um sintoma de uma doença mais profunda. Quando parei de beber comecei um processo, para toda minha vida, de recuperação de emoções desregradas, relacionamentos dolorosos e situações descontroladas. Este processo é demais para muitos de nós sem a ajuda de um Poder Superior e de nossos amigos da Irmandade. Quando comecei a praticar os Passos do programa de A. A., muitos destes fios emaranhados se desfizeram, mas pouco a pouco os lugares mais quebrados de minha vida se endireitaram. Um dia de cada vez, quase sem sentir, me curava. Como um termostato sendo abaixado, meus medos diminuíram. Minhas emoções tornaram-se menos voláteis. Agora sou novamente uma parte da família humana.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 105

05 de Abril

IRMANDADE VERDADEIRA

Em nenhuma ocasião procuramos ser um membro da família, um amigo entre amigos, um trabalhador a mais em nossa empresa, ou um membro útil da sociedade. Sempre nos esforçamos para chegar até o topo do morro, ou então para nos escondermos à sombra dele. Este comportamento egoísta impedia uma relação de companheirismo com nossos semelhantes. Da verdadeira fraternidade pouco conhecíamos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 46

 

Esta mensagem contida no Quarto Passo foi a primeira que ouvi alta e clara; antes disso eu não havia visto descrito em letras de imprensa! Antes de chegar em A. A. não conhecia nenhum lugar que pudesse me ensinar a ser uma pessoa entre as pessoas. Desde a minha primeira reunião vi pessoas fazendo isso e eu desejava o que elas tinham. Uma das razões pelas quais  hoje sou um alcoólico sóbrio e feliz, é que estou aprendendo a mais importante lição.  

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 104

04 de Abril

GRITANDO PARA A LUA

Este verdadeiro e real sentimento de inferioridade é aumentado pala sua sensibilidade infantil e é este estado de coisas que gera nele essa insaciável e doentia ânsia por aprovação e sucesso aos olhos do mundo. Criança ainda grita para a lua. E a lua ao que parece, não quer saber dele.

LINGUAGEM DO CORAÇÃO

 

 
Enquanto bebia, parecia vacilar entre sentir-me totalmente invisível e acreditar que eu era o centro do universo. A procura por esse equilíbrio ilusório entre os dois tornou-se a maior parte de minha recuperação. A lua por quem eu gritava, na sobriedade raramente esta cheia: ao invés disso mostrou-me muitas outras faces e existem lições em todas elas. Uma verdadeira lição muitas vezes seguiu-se a um eclipse, momentos de escuridão: porém, em cada ciclo de minha recuperação, a luz fica mais forte e minha visão mais clara.

03 de Abril

ACEITAR QUE SOMOS HUMANOS

Finalmente vimos que o inventario deveria ser nosso não de outra pessoa. Assim, admitimos nossos defeitos honestamente e nos dispusemos a colocar estes assuntos em ordem.

NA OPINIÃO DE BILL

 

Porque é tão difícil para o alcoólico aceitar responsabilidade?
Costumava beber devido às coisas que as outras pessoas faziam para mim. Quando vim para AA me falaram para ver em que havia me equivocado. O que tinha eu a ver com todos estes diferentes assuntos? Quando simplesmente aceitei que eu tinha uma parte neles, fui capaz de colocá-los no papel e vê-los como eram: coisas humanas.
Não espero ser perfeito! Fiz erros, antes e farei novamente. Ser honesto a respeito deles permitiu-me aceitá-los – e aceitar a mim mesmo – bem como aqueles com quem tinha diferenças.
A partir de então, a recuperação está cada vez mais próxima de mim.
 
página 102

02 de Abril

CONSTRUINDO O CARÁTER

Exigir dos outros excessiva atenção, proteção e amor, só pode despertar a dominação ou a revolta.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

Quando descobri minha necessidade de aprovação no Quarto Passo, não pensava considerá-la como um defeito de caráter.
Preferia que era uma qualidade vantajosa (o desejo de agradar as pessoas). Rapidamente mostraram que esta “necessidade” pode ser paralisante. Hoje ainda gosto de obter a aprovação dos outros, mas não estou mais disponível a pagar o preço que costumava para conseguí-la. Não me curvo mais como uma rosca para conseguir que os outros gostem de mim. Se consigo a sua aprovação, isto é muito bom; mas se não, eu sobreviverei sem ela. Sou responsável por falar o que considero ser a verdade, não o que penso que os outros possam querer ouvir.
Similarmente, meu falso orgulho me mantinha damasiadamante preocupado com minha reputação. Desde então, sendo iluminado pelo programa de AA, minha intenção é melhorar o meu caráter.

página 101

01 de Abril

OLHANDO DENTRO

Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

O Quarto Passo é um esforço vigoroso e cuidadoso para descobrir em cada um de nós quais eram e quais são nossos defeitos. Desejo descobrir exatamente como, quando e onde meus desejos naturais se deformaram. Desejo olhar honestamente a infelicidade que isto causou aos outros e a mim. Descobrindo quais são as minhas deformidades emocionais, posso corrigi-las. Sem um esforço persistente e boa vontade para fazer isto, haverá pouca sobriedade ou contentamento para mim.
Necessito ter um conhecimento claro e seguro de mim mesmo para resolver emoções confusas. Tal percepção não acontece da noite para o dia e nenhuma autoconsciência é permanente.
Todos têm capacidade para crescer e para se conhecer através de um encontro honesto com a realidade. Quando não evito os problemas, mas os enfrento diretamente, sempre tentando resolvê-los, eles se tornam poucos
 
Página 100
 
 

23 de Março

E SEM MAIS RESERVAS

Temos visto esta verdade demonstrada mais de uma vez: “Uma vez alcoólico, sempre alcoólico.” ... Se estamos dispostos a parar de beber, não podemos abrigar, de forma alguma, a esperança de que um dia seremos imunes ao álcool... Para ser gravemente afetado, não é necessário beber durante um longo período e nem tomar as quantidades que alguns de nós tomamos. Isto aplica-se especialmente às mulheres. As alcoólicas em potencial, muitas vezes, tornam-se alcoólicas verdadeiras e chegam a ser casos desesperados em pouco tempo.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, pp. 55, 56

Estas palavras estão sublinhadas no meu livro. São verdadeiras para homens e mulheres alcoólicas. Em muitas ocasiões tenho aberto o livro nesta página, e refletido sobre esta passagem. Preciso nunca enganar a mim mesma, lembrando meus diferentes modos de beber, ou acreditando que estou “curada”. Gosto de pensar que, se a sobriedade é um presente de Deus para mim, então minha vida sóbria é o meu presente para Deus. Espero que Deus esteja feliz com seu presente, como eu estou com o meu.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 91

22 de Março

SEM MAIS LUTAS

E assim desistiremos de lutar contra qualquer coisa ou pessoa, inclusive o álcool.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 104

 

Quando A. A. me achou, pensei que estava ali para uma luta, e que A. A. me daria a força necessária para vencer o álcool. Vitorioso nesta luta, sabe-se lá que outras batalhas eu venceria. Precisaria ser forte , contudo. Todas as minhas experiências anteriores com a vida tinham provado isto. Hoje não tenho que lutar ou exercer minha vontade.

Se tomo esses Doze Passos e deixo meu Poder Superior fazer o verdadeiro trabalho, meu problema de alcoolismo desaparece por si mesmo. Os problemas de minha vida também deixam de ser lutas. Apenas preciso perguntar se aceitação – ou mudança – se faz necessário. Não é minha vontade, mas a Sua, que precisa ser feita.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 90

21 de Março

BEM-ESTAR MATERIAL E ESPIRITUAL

Medo... da insegurança financeira nos deixará.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 103

Reduzir ou eliminar o medo, e ver melhorar as circunstâncias econômicas são duas coisas diferentes. Quando eu era novo em A. A., eu confundia estas duas idéias. Pensava que o medo somente me deixaria quando começasse a ganhar dinheiro. Contudo, um dia em que estava meditando sobre minhas dificuldades financeiras, uma linha do Livro Grande me chamou a atenção: “Para nós, o bem-estar material sempre seguiu o espiritual, nunca na frente” (p. 131). De repente, entendi que esta promessa era uma garantia. Via que ela colocava as prioridades na ordem correta, que o progresso espiritual diminuiria este medo terrível de ficar pobre, como diminuiu muitos outros medos.

Hoje tento usar os talentos que Deus me deu para beneficiar os outros. Descobri que é a isto que os outros dão valor o tempo todo. Tento lembrar que não trabalho mais para mim. Somente desfruto da riqueza que Deus criou, não sou o seu “proprietário”. O propósito de minha vida é muito mais claro quando apenas trabalho para ajudar, não para possuir.

 

 REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 89

20 de Março

AMOR E TOLERÂNCIA

Nosso código é o amor e a tolerância pelos os outros.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 104

Descobri que preciso perdoar aos outros em todas as situações, a fim de manter um verdadeiro progresso espiritual. A importância vital do perdão pode não ter sido óbvia para mim à primeira vista, mas meus estudos me diziam que todo grande professor espiritual tinha insistido fortemente nisso. Devo perdoar as injúrias, não apenas por palavras, ou como formalidade, mas dentro do meu coração. Não faço isto por amor às outras pessoas, mas para o meu próprio bem. Ressentimento, raiva ou desejo de ver alguém punido, são coisas que apodrecem minha alma. Tais coisas me prendem a mais dificuldades. Elas me amarram a outros problemas que não têm nada a ver com meu problema original.   

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 88

19 de Março

ORAÇÃO FUNCIONA

Acertou quem disse “os que zombam da oração são, quase sempre, aqueles que não a experimentaram devidamente.”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 86

Tendo crescido num ambiente agnóstico, me senti um pouco tolo quando tentei rezar pela primeira vez. Sabia que havia um Poder Superior trabalhando em minha vida – como então estava permanecendo sóbrio? – porém, certamente não estava convencido de que ele/ela desejava ouvir minhas preces. Pessoas que tinham o que eu desejava diziam que a oração era uma parte importante na prática do programa, assim eu perseverei. Com um compromisso de rezar diariamente, fui surpreendido ao encontrar-me cada vez mais sereno e confortável com o meu lugar no mundo. Em outras palavras, a vida se tornou mais fácil e deixou de ser uma luta. Ainda não estou certo quem, ou o que, escuta minhas preces, mas nunca pararia de fazê-las, pela simples razão de que elas funcionam.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 87

18 de Março

A VERDADEIRA INDEPENDÊNCIA

Quanto mais nos dispomos a depender de um Poder Superior, mais independentes nos tornamos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 31

Começo a confiar em Deus com uma vontade pequena e Ele faz com que essa vontade cresça. Quanto mais boa vontade tenho, mais confiança ganho, e quanto mais crença ganho, mais boa vontade tenho. Minha dependência de Deus cresce na proporção em que cresce minha crença Nele. Antes de tornar-me disposto, dependia de mim mesmo para todas as minhas necessidades e estava restrito pela minha imperfeição. Pela minha boa vontade de depender do meu Poder Superior, a quem eu chamo de Deus, todas as minhas necessidades são satisfeitas por Aquele que me conhece melhor que eu mesmo; até mesmo aquelas necessidades que posso não perceber, bem como as que ainda não vieram. Somente Aquele que me conhece tão bem, pode levar-me a ser eu mesmo e me ajudar a preencher a necessidade de alguém que somente eu posso preencher. Nunca haverá alguém exatamente como eu. E isto é a verdadeira independência.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 86

 

17 de Março

MANEIRAS MISTERIOSAS

... nas épocas sofrimento e dor, quando a mão de Deus parecia ser pesada e até injusta, novas lições sobre a vida foram aprendidas, novas fontes de coragem foram descobertas e finalmente, de forma ineludível, chegou a convicção de que Deus, efetivamente, “age de maneira misteriosa na realização de Suas maravilhas”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 93.

 Após perder carreira, família e saúde, não tinha me convencido de que minha maneira de viver precisava ser vista de uma nova forma. A bebedeira e o uso de outras drogas estavam me matando, mas eu nunca tinha encontrado uma pessoa em recuperação ou um membro de A.A.

Pensava que meu destino era morrer sozinho e que eu merecia isso. No auge do meu desespero, meu filho menor adoeceu gravemente com uma rara enfermidade. Os esforços dos médicos para ajuda-lo provaram ser inúteis. Redobrei meus esforços para bloquear meus sentimentos, porém, agora o álcool havia deixado de surtir efeito. Estava só olhando fixamente os olhos de Deus, suplicando Sua ajuda. Em alguns dias, devido a uma estranha série de coincidências tive meu primeiro contato com A.A. e desde então tenho permanecido sóbrio. Meu filho sobreviveu e sua doença está em regressão. Todo o episódio me convenceu da minha impotência e da perda de controle da vida. Hoje meu filho e eu agradecemos a Deus por Sua intervenção.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 85

16 de Março

COMO NÓS O ENTENDEMOS

Meu amigo, então, sugeriu o que me pareceu uma idéia original... “Por que não escolhes teu próprio conceito de Deus?” Esta pergunta atingiu-me fortemente. Derreteu a montanha de gelo intelectual, à sombra da qual eu havia vivido durante muitos anos. Enfim, ergueria o rosto para o sol! Era só me dispor a crer em um Poder Superior a mim. Para começar, aquilo bastava.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 35.

           Lembro-me das vezes que olhava para o céu e refletia sobre quem começou tudo isso, e como. Quando cheguei em A.A., um entendimento da dimensão espiritual tornou-se um auxiliar necessário para uma sobriedade estável. Após ler uma variedade de teorias, incluindo a científica, sobre uma grande explosão, optei para a simplicidade e supondo que o Deus do meu entendimento foi o Grande Poder que tornou a explosão possível. Com a vastidão do universo sob Seu comando, Ele seria, sem dúvida, capaz de guiar meu pensamento e ações se eu estivesse preparado para aceitar a Sua orientação. Mas não posso esperar ajuda, se virar as costas a esta ajuda e continuar à minha própria maneira. Tornei-me disposto a acreditar e já tenho 26 anos de sobriedade estável e satisfatória. 

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 84

15 de Março

A IDÉIA DE DEUS

Quando vimos os outros resolverem seus problemas através de uma simples confiança no Espírito do Universo, tivemos que deixar de continuar duvidando do poder de Deus. Nossas idéias eram ineficazes. Porém, a idéia de Deus surtia efeito.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 74

 Como um homem cego recuperando gradualmente a visão, lentamente tateei o meu caminho no Terceiro Passo. Percebendo que somente um Poder Superior a mim mesmo poderia me socorrer do abismo sem esperança onde eu estava, soube que este era um Poder em que eu tinha que me agarrar e que seria minha âncora no meio de um mar de desgraças. Muito embora minha fé naquela hora fosse minúscula, foi grande o bastante para me fazer ver que era hora de me livrar de minha confiança no meu orgulhoso ego, e colocá-la na fortaleza segura que somente pode vir de um Poder muito Superior a mim mesmo.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 83

14 de Março

A PEDRA ANGULAR

Ele é o Pai e nós somos os Seus filhos. Na maioria das vezes, as boas idéias são simples, e este conceito passou a ser a pedra angular do novo arco do triunfo, através do qual passamos à liberdade.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 83

 A pedra angular é a peça cunhada na parte mais alta de um arco que prende as outras peças no lugar. As “outras peças” são os Passos Um, Dois e Quatro até o Décimo Segundo.

Neste sentido isto soa como se o Terceiro Passo, fosse o Passo mais importante, que os outros onze dependem do Terceiro para suporte. Na realidade porém, o Terceiro Passo é apenas um dos doze. Ele é a pedra angular, mas sem as outras onze pedras para construir a base e os lados, com ou sem a pedra angular, simplesmente não haverá arco. Através do trabalho diário de todos os Doze Passos, encontro este arco do triunfo esperando que eu passe através dele para outro dia de liberdade.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 82

13 de Março

UM MUNDO DO ESPÍRITO

Entramos no mundo do Espírito. Nossa próxima função é crescer em compreensão e valor. Isso não acontece de um dia para o outro. Deverá continuar durante toda a vida.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 104

 A palavra “entramos”...e a frase “entramos no mundo do Espírito” são muito significativas. Implicam em ação, um começo, uma entrada, um pré-requisito para manter meu crescimento espiritual, sendo o “Espírito” a parte invisível do meu ser. As barreiras do meu crescimento espiritual são o egocentrismo e um enfoque materialista das coisas terrenas. Espiritualidade significa devoção para o espiritual ao invés das coisas mundanas; significa obediência à vontade de Deus para mim. Entendendo ser coisas espirituais: amor incondicional, alegria, paciência, amabilidade, bondade,  sinceridade, auto-controle e humildade. Em qualquer hora que eu permita que o egoísmo, a desonestidade, ressentimentos e medo sejam parte de mim, estou bloqueando as coisas espirituais. Quando mantenho minha sobriedade, o crescimento espiritual torna-se um processo para toda vida. Meu objetivo é o crescimento espiritual; aceitando que nunca terei perfeição espiritual.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 81

12 de Março

UM PLANO DIÁRIO

Ao acordar, pensaremos nas vinte e quatro horas vindouras. Consideraremos nossos planos para o dia. Antes de começar, pedimos a Deus que dirija nossos pensamentos e, especialmente, que eles estejam divorciados da auto-piedade, da desonestidade e do egoísmo.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 105

 Todo dia peço a Deus para acender dentro de mim o fogo de Seu amor, para que esse amor, brilhante e claro, ilumine meu pensamento e me permita fazer Sua vontade da melhor forma. Durante o dia, quando circunstâncias exteriores deprimem o meu espírito, peço a Deus que grave em minha mente a consciência de que posso começar o meu dia da maneira que escolher; centena de vezes, se necessário.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 80

11 de Março

DIREÇÃO BEM ORDENADA

“É quando tentamos adaptar a nossa vontade à de Deus que começamos a usá-la corretamente. Para todos nós esta foi uma revelação maravilhosa. Todo o nosso problema resultou do abuso da vontade. Com ela tentamos atacar nossos problemas, ao invés de modificá-la para que estivesse de acordo com os designos de Deus par conosco. A função dos Doze Passos de A. A. é tornar isto cada vez mais possível, e o Terceiro Passo é aquele que abre a porta”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 35

Tudo que preciso fazer é olhar para o meu passado, para ver onde minha vontade própria esta me levando. Apenas não sei o que é melhor para mim, acredito quie meu Poder Superior sabe. Deus que defino como uma Direção bem ordenada, nunca me deixou cair, mas eu me deixei cair muitas vezes. Usar minha vontade própria numa situação, normalmente tem o mesmo resultado que colocar a peça errada num quebra-cabeça: cansaço e frustração.

O terceiro Passo abre a porta para o restante do programa. Quando peço a Deus que me guie, sei que, seja qual for o resultado, será o melhor possível, as coisas são exatamente como deveriam ser, mesmo não sendo como eu esperava que fossem. Se eu deixar, Deus faz por mim o que eu não posso fazer por mim mesmo.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 79

10 de Março

HOJE, A ESCOLHA É MINHA

...nós, invariavelmente, achamos que em alguma hora do passado tomamos decisões baseadas no ego que mais tarde nos colocaram numa posição propicia para sermos magoados.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 82

Com a percepção e aceitação de que eu tinha representado uma parte na maneira de vida que eu tinha levado, veio uma mudança dramática em minha perspectiva. Foi neste ponto que o programa de A. A. começou a funcionar para mim. No passado eu tinha sempre xingado os outros, Deus ou as outras pessoas, por aquilo que me acontecia. Nunca senti que tinha alguma escolha para mudar a minha vida. Minhas decisões eram baseadas no medo, orgulho ou no ego. Como resultado, estas decisões me levaram a um passo da auto-destruição. Hoje tento permitir que Deus me guie no caminho da sanidade. Sou responsável por minhas ações ou omissões – quaisquer que sejam as conseqüências.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 78

09 de Março

ENTREGANDO A NOSSA VONTADE

“Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebemos”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES. p. 29

Não importa quanto alguém deseja tentar, precisamente como pôde alguém entregar sua vontade e sua vida aos cuidados do Deus que ele pensa existir? Na minha procura por uma resposta a esta questão, tornei-me consciente de sabedoria com que o Passo foi escrito: que este é um Passo em duas partes.

Podia ver que em meus dias de bebedeira, houve ocasiões em que deveria ter morrido, ou ao menos ser machucado; mas isto nunca aconteceu. Alguém ou alguma coisa estava olhando por mim. Escolhi acreditar que minha vida sempre esteve sob os cuidados de Deus. Somente Ele controla o número de dias que me serão concedidos até a morte física.

O assunto da vontade (vontade própria ou vontade de Deus) é a parte mais difícil que existe no Passo para mim. Somente após experimentar emocionalmente uma imensa dor pelas tentativas fracassadas de firmar, é que posso estar pronto a entregar a minha vida à vontade de Deus. Rendição é como a calmaria após a tempestade. Quando minha vontade está conforme a vontade de Deus, existe paz dentro de mim.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 77

08 de Março

ENTREGANDO-A

Todos os homens e mulheres que ingressaram e pretenderam ficar em A. A., começaram a praticar o Terceiro Passo sem que mesmo se apercebessem disso. Não é verdade que em todo assunto relacionado com o álcool cada um decidiu entregar sua vida aos cuidados, proteção e guia de Alcoólicos Anônimos?...
Qualquer recém-chegado com boa vontade está convicto que A. A. é o único porto seguro para o navio quase afundado que ele representa. Ora, se isso não é entregar a vontade e a vida à Providência recém-encontrada, o que é então?

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES. p. 30

Submissão à Deus foi o primeiro passo para minha recuperação. Acredito que nossa Irmandade procura uma abertura espiritual para uma nova afinidade com Deus. Quando me esforço para seguir o caminho dos Passos, sinto uma liberdade que me dá a habilidade de pensar por mim mesmo. Minha adição me aprisionou sem qualquer liberdade e atrapalhou minha habilidade de libertar-me do meu próprio confinamento; mas A. A. me garante uma maneira de ir para frente. O compartilhar mútuo, a preocupação e o cuidado são a nossa dádiva natural de um para o outro, e a minha dádiva é fortalecida à medida em que muda minha atitude em relação a Deus. Aprendo a submeter-me à vontade Deus em minha vida, a ter dignidade e a manter sempre estas atitudes, dando sempre o que recebo.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 76

07 de Março

A CHAVE É A BOA VONTADE

Uma vez introduzimos a chave da boa vontade na fechadura e entreabrimos a porta, descobrimos que sempre se pode abrir um pouco mais.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES. p. 30

A boa vontade para entregar o meu orgulho e minha obstinação a um Poder Superior a mim mesmo, provou ser o único ingrediente necessário para resolver véus problemas hoje. Até mesmo pequenas doses de boa vontade, se sincera, é suficiente para permitir que Deus entre e tome o controle sobre qualquer problema, dor ou obsessão. Meu nível de bem-estar está em relação direta com o grau de boa vontade que tenho num determinado momento para abandonar minha vontade própria, e permitir que a vontade de Deus se manifeste em minha vida. Com a chave da boa vontade, minhas preocupações e medos são poderosamente transformados em serenidade.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 75

06 de Março

A IDÉIA DE FÉ

Não permita que preconceitos contra termos espirituais levem-no a deixar de perguntar honestamente o que eles significam para você.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 69

A idéia de fé é algo difícil de engolir quando, medo, dúvida e raiva sobejam dentro e em volta de mim. Às vezes, a simples idéia de fazer algo diferente, algo a que não estou acostumado a fazer, pode eventualmente tornar-se um ato de fé se a fizer regularmente, sem discutir se é a coisa certa a fazer. Quando um dia está ruim e tudo está dando errado, uma reunião ou uma palestra com outro bêbado muitas vezes me distrai, o bastante para me persuadir de que nem tudo é tão impossível, tão esmagador como eu tinha pensado. Dá mesma maneira, ir à uma reunião ou conversar com outro companheiro alcoólico é um ato de fé; acredito que estou detendo minha doença. Estas são as maneiras pelas quais movo-me lentamente para um Poder Superior.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 74

 

05 de Março

UMA TAREFA DE TODA VIDA

“Mas como, nestas circunstâncias, poderei manter-me calmo? É isso o que eu quero saber”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 22

Nunca fui conhecido pela minha paciência. Quantas vezes me perguntei: “Por que esperar, se posso ter tudo agora?” Em verdade, quando me apresentaram os Doze Passos, pela primeira vez, me sentia como um “garoto numa loja de doces”. Não podia esperar para ir até o Décimo Segundo Passo: pois com certeza era apenas trabalho para alguns meses, ou assim eu pensava! Percebo agora que viver os Dozes Passos de A. A. é um empreendimento para toda vida.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 73

04 de Março

LIMPANDO O JARDIM

A essência de todo crescimento é uma disposição de mudar para melhor e uma disposição incansável de aceitar qualquer responsabilidade que implique essa mudança.

NA OPINIÃO DO BILL, p. 115

Quando alcancei o Terceiro Passo, eu já estava livre de minha dependência do álcool, mas amargas experiências me mostraram que a sobriedade contínua requer um esforço contínuo.
De vez em quando dou uma pausa para dar uma olhada no meu progresso. Mas e mais o meu jardim fica limpo cada vez que olho, porém, toda vez também encontro novas ervas daninhas crescendo rapidamente, onde eu pensava já ter finalmente cortado com lâmina. Quando volto para tirar as ervas novas que cresceram (é mais fácil quando elas ainda são jovens), paro um momento para admirar como é vigoroso o crescimento dos vegetais e das flores, e meu trabalho é recompensado. Minha sobriedade cresce e produz frutos.  
 

 REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 72

03 de Março

VENCENDO A VONTADE PRÓPRIA

Assim, achamos que nossos problemas basicamente encontram suas origens em nós mesmos. Criamos nossos próprios problemas e pode-se dizer que o alcoólico é um exemplo da vontade própria desenfreada, embora não acredite. Sobretudo, nós alcoólicos precisamos nos desfazer desse egoísmo.
Precisamos, ou ele nos matará!

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 83

Por muitos anos, minha vida girou apenas em voltar de mim mesmo. Estava absorto pelo ego em todas suas formas – egocentrismo, auto-piedade, egoísmo, tudo que se originava do orgulho. Hoje me foi dada a graça através da irmandade de Alcoólicos Anônimos, praticando os Passos e Tradições na vida diária, através de meu Grupo e de meu padrinho e ainda – se eu assim quiser – através da capacidade de colocar meu orgulho de lado em todas as situações que surgem em minha vida.

Até que eu possa, honestamente, olhar a mim mesmo e ver que eu era o problema em muitas situações, e reagir apropriadamente interna e externamente; até que eu possa livrar-me das minhas expectativas e entender que minha serenidade está diretamente proporcional a elas, não posso experimentar a serenidade e uma sólida sobriedade

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 71

02 de Março

ESPERANÇA

Não desanime.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 81

     Poucas experiências são de menor valor para mim do que a sobriedade conseguida com rapidez. Muitas vezes o desânimo foi o bônus para expectativas pouco realistas, sem mencionar a auto-piedade e a fadiga do meu desejo de mudar o mundo num fim-de-semana. Desânimo é um sinal de alerta a possibilidade de estar me desviando da linha de Deus. O segredo de preencher meu potencial é reconhecer quais as minhas limitações e acreditar que o tempo é uma dádiva, não uma ameaça.

     Esperança é a chave que abre a porta do desânimo. O programa me promete que se eu não tomar o primeiro gole hoje, sempre terei a esperança. Tendo vindo a acreditar que mantenho aquilo que compartilho, à toda hora que eu encorajo o outro recebo coragem. É com os outros que, com a graça de Deus e a irmandade de A. A., percorro a estrada de um destino feliz. Que eu possa sempre lembrar que a força dentro de mim é muito maior do que qualquer medo à minha frente. Que eu possa sempre ter paciência, porque estou no caminho certo.  

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 70

01 de Março

FUNCIONA

Funciona – realmente funciona.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.107

Quando consegui ficar sóbrio, no início eu tinha fé somente no programa de Alcoólicos Anônimos. Desespero e medo mantiveram-me sóbrio (e talvez um atencioso e severo padrinho ajudou-me). A fé em um Poder Superior veio mais tarde. Esta fé chegou lentamente a princípio, depois que eu comecei a ouvir os outros compartilhando nas reuniões suas experiências – experiências as quais nunca tinha enfrentado sóbrio, mas que eles estavam encarando reforçados por um Poder Superior. Desse compartilhar veio a esperança de que eu também poderia conseguir um Poder Superior. Com o tempo aprendi que um Poder Superior – uma fé que funciona sob qualquer condição – é possível. Hoje esta fé, mais a honestidade, uma mente aberta e boa vontade de praticar os Passos do programa, dão-me a serenidade que procurava. Funciona – realmente funciona.

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 69

23 de Fevereiro

PARADOXOS MISTERIOSOS

“Tal é paradoxo da regeneração em AA: a força nascendo da fraqueza e da derrota completa; a perda de uma vida antiga como condição para encontrar uma nova”.

AA ATINGE A MAIORIDADE

 

Comentários de um membro...
Que mistérios gloriosos são os paradoxos! Eles não computam, porem, eles reafirmam alguma coisa no universo alem da lógica humana.
Quando encaro o medo, eu ganho coragem, quando apoio um irmão ou irmã, minha capacidade de amar a Kim mesmo aumenta; quando aceito a dor como parte da experiência de crescimento da vida eu me dou conta de uma felicidade maior; quando olho para o meu lado escuro, sou levado para uma nova luz; quando aceito minhas vulnerabilidades e me rendo a um Poder Superior, sou agraciado com uma força nunca vista. Esbarrei com as portas de AA em desgraça, sem esperar mais nada da vida e ganhei esperança e dignidade. Milagrosamente a única maneira de manter as dádivas do programa é transmitindo-as para os outros.

22 de Fevereiro

DIREÇÃO

“... isso significa a crença num Criador que é todo poder. Justiça e amor; um Deus que quer para mim um propósito, um significado e um destino pra crescer, ainda... que aos poucos com hesitação, em direção à sua imagem e semelhança.”

NA OPINIÃO DE BILL

 

Comentários de um membro...
Quando me dei conta da minha própria impotência e de minha dependência de Deus, como eu O entendo, comecei a ver que havia uma vida que se eu pudesse tê-la, teria escolhido para mim desde o inicio. Através do continuo trabalho dos Passos e a participação na vida da Irmandade é que aprendi a ver que realmente existe uma maneira melhor pela qual estou sendo guiado. Quando comecei a conhecer mais sobre Deus, fui capaz de confiar em Seu caminho e no Seu plano para o desenvolvimento do Seu caráter em mim. Rapidamente ou lentamente, cresço em direção à sua imagem e semelhança.
 

21 de Fevereiro

SOU PARTE DO TODO

De repente tornei-me uma parte – embora pequenina - de um cosmos

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

Comentários de um membro...
Quando cheguei pela primeira vez em AA decidi que “eles” eram pessoas muito boas – talvez um pouco ingênuas, um pouco amigáveis demais, mas basicamente decentes pessoas sérias (com quem eu não tinha nada em comum). Eu “os” via nas reuniões – afinal era onde “eles” estavam. Apertava a Mao “deles” e, quando saía porta afora, esquecia tudo sobre “eles”. Então, um dia meu Poder Superior, em quem àquela época eu não acreditava, resolveu criar um projeto da comunidade fora de AA, mas no qual se envolviam muitos membros de AA. Trabalhamos juntos, comecei a conhecê-los como pessoas. Vim a admirá-los e mesmo a gostar “deles” e, apesar de mim mesmo ter prazer em estar com “eles”. A forma de praticar o programa em suas vidas diárias – não apenas falando em reuniões – atraiu-me e eu desejava o que eles tinham. Subitamente “eles” tornaram-se “nós”. Desde então não bebi.

20 de Fevereiro

A DÁDIVA DO RISO

A esta altura seu padrinho de AA geralmente se põe a rir.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

Comentários de um membro...
Antes de começar minha recuperação do alcoolismo, o riso era um dos mais dolorosos sons que conhecia. Eu nunca ria, e sentia que se alguém mais risse, era de mim! Minha autopiedade negava-me o mais simples dos prazeres, ou a leveza do coração. No final do meu alcoolismo, nem mesmo o álcool provocava em mim uma risada de bêbado.
Quando meu padrinho em AA começou a rir e a mostrar a minha autopiedade e enganos alimentados pelo ego fiquei aborrecido e magoado, mas ele ensinou-me a aliviar-me e a localizar a minha recuperação. Logo aprendi a rir de mim mesmo e, eventualmente ensinar meus afilhados a rir também. Todo dia peço a Deus para ajudar-me a para de me levar muito a serio.
 

 

19 de Fevereiro

NÃO SOU DIFERENTE

No principio passaram-se quatro anos antes que AA conseguisse levar à sobriedade permanente, ainda que de uma única mulher alcoólica. Do mesmo modo daqueles “que atingiram o fundo do poço”, as mulheres diziam que eram diferentes. ...aquele que caía na sarjeta dizia que era diferente... O mesmo dizia os artistas e os profissionais, os ricos e os pobres os religiosos, os agnósticos, os índios e os esquimós, os veteranos e os prisioneiros... hoje todos esses e muitos outros conversaram sobriamente a respeito do quanto todos nós , alcoólicos somos iguais, quando finalmente admitimos que as coisas vão mal.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 

Comentários de um membro...
Não posso considerar-me “diferente” em AA, se fizer isto, me isolo dos outros e do contato com meu Poder Superior. Se me sinto isolado em AA não são os outros responsáveis. É alguma coisa errada por sentir-me de algum modo “diferente”. Hoje pratico apenas ser mais um alcoólico na Irmandade mundial de Alcoólicos Anônimos.

18 de Fevereiro

CADA UM SEGUE SEU PRÓPRIO CAMINHO

Nada nos restava a não ser apanhar o simples estojo de ferramentas espirituais deixado aos nossos pés.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 

Comentários de um membro...
Minha primeira tentativa de praticar os passos foi mais por obrigação e necessidade, resultando num sentimento profundo de desencorajamento face a todos aqueles advérbios: completamente, humildemente, diretamente e somente.
Considerava Bill W um afortunado por ter experimentado uma grande e tão sensacional experiência espiritual. Tive que descobrir, dom o passar do tempo, que o caminho que eu seguia era o meu próprio. Após algumas vinte e quatro horas em AA, graças especialmente o compartilhar dos membros nas reuniões, entendi que todos encontram pouco a pouco seu próprio ritmo para caminhar pelos Passos. Progressivamente tento viver de acordo com estes princípios sugeridos. Como resultado destes Passos, posso dizer hoje que minha atitude frente à vida, às pessoas e qualquer coisa que tenha a ver com Deus, transformou-se e melhorou.

17 de Fevereiro

O AMOR EM SEUS OLHOS

Alguns de nós se recusam a acreditar em deus, outros não podem e ainda outros embora acreditem na existência de Deus de forma alguma confiam que ele levara a cabo este milagre.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇOES

Comentários de um membro...

Foram as mudanças que vi nas novas pessoas que vieram para a Irmandade que me ajudaram a perder o medo e mudaram minha atitude negativa em positiva. Podia ver o amor em seus olhos e estava impressionado pelo muito que a sobriedade “Um dia de cada vez” significava para eles. Eles olharam honestamente para o Segundo Passo e vieram a acreditar que um poder superior a eles, iria restituir-lhes à sanidade. Isto fez com que eu tivesse fé na Irmandade e esperança que funcionaria também para mim. Descobri que Deus era um Deus amoroso, não aquele Deus punidor que eu temia antes de chegar em AA. Descobri que ele tinha estado comigo durante todas aquelas hora em que estava com problemas antes de vir para AA.
Hoje sei que foi Ele quem me levava para AA e que eu sou um milagre.
 

16 de Fevereiro

COMPROMISSO

A compreensão é a chave que abre a porta dos princípios e atitudes certa, e a ação correta é a chave do bem viver.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇOES

 

Comentários de um membro...
Chegou um momento no meu programa de recuperação em que a terceira parte da oração da Serenidade: “A sabedoria para distinguir a diferença”, tornou-se impressa indelevelmente na minha mente. Desde aquele momento, tive que enfrentar-me com a consciência de que todas minhas ações, todas minhas palavras e todos os meus pensamentos estavam dentro ou fora dos princípios do programa. Não podia mais me ocultar atrás da auto- racionalização, nem atrás da insanidade de minha doença. A única linha de ação aberta, se eu quisesse conseguir uma vida alegre para mim (e também para aqueles a quem amo), seria aquela na qual impusesse a mim mesmo um esforço de compromisso, disciplina e responsabilidade.

15 de Fevereiro

TOMANDO MEDIDAS A RESPEITO

Estas promessas são extravagantes? Acham que não. Estão sendo modificadas entre nós – às vezes rapidamente, outra devagar, mas sempre se realizarão se trabalharão paralelas.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

Comentários de um membro...

Uma das coisas mais importantes que AA me deu, em acréscimo à libertação da bebida, é a habilidade de tomar “as medidas certas”. AA diz que as promessas sempre se realizarão se trabalharmos para obtê-las. Sonhando sobre elas, debatendo sobre elas, pregando sobre elas apenas, não funciona. Permanecerei um miserável, racionalizador, bêbado seco. Tomando as medidas e trabalhando os Doze Passos em todos os meus assuntos, terei vida muito além dos meus sonhos mais fantásticos.

14 de Fevereiro

EXPECTATIVAS X EXIGÊNCIAS

Convença todas as pessoas do fato de que podem recuperar-se independentemente de qualquer outra pessoa. As únicas condições são: confiar em Deus e verificar seu passado.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

Comentários de um membro...

Tratar com as expectativas é um tópico freqüente nas reuniões. Não é errado esperar o meu progresso, boas coisas da vida ou ainda um tratamento decente pelos outros. O mal estar em desejar que minhas expectativas se tornem exigências. Eu me sentirei diminuído naquilo que desejo ser e as situações acontecerão de tal maneira que não me comprazerão, porque as pessoas algumas vezes irão me desapontar.  A única questão é: “O que vou fazer a respeito?” Chafurdar em autopiedade ou raiva?  Vingar-se ou tornar uma má situação ainda pior? Ou, confiar no poder de Deus para trazer bênçãos sobre a confusão na qual me encontro? Rogarei a Ele o que preciso aprender? Continuarei fazendo as coisas certas que sei como fazer, não importa o que aconteça? Terei tempo para compartilhar minha fé e bênçãos com os outros?

 

 

13 de Fevereiro

NÃO PODEMOS PENSAR EM SER SÓBRIOS À NOSSA MANEIRA

Para o homem ou mulher intelectualmente auto-suficiente, muitos aas podem dizer: “sim éramos como você – inteligentes demais para o nosso próprio bem... Secretamente achávamos que poderíamos flutuar acima dos outros, somente com o poder da inteligência”.

NA OPINIAO DE BILL

Comentários de um membro...

Mesmo a mente mais brilhante não tem defesa contra a doença do alcoolismo. Não posso pensar em ser sóbrio à minha maneira. Tente lembrar-me que a inteligência é um atributo dado por Deus e que eu posso usar, é uma alegria – como ter talento para dançar ou desenhar ou ainda fazer um trabalho de carpintaria. Isto não me faz ser melhor de que qualquer um e, particularmente, não é ferramenta digna de confiança para recuperação. Para isto um Poder Superior a mim mesmo me devolverá à sanidade – não um alto QI ou um diploma do colégio.

12 de Fevereiro

A FONTE DE NOSSOS PROBLEMAS

Egoísmo, egocentrismo! Acreditamos que esta é a fonte de fonte de nossos problemas.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 

Comentários de um membro...
Como surpreende a revelação de que o mundo e tudo que contem, pode continuar muito bem com ou sem a minha participação! Que alivio saber que as pessoas, lugares e coisas estarão muito bem sem meu controle e direção. E como é inexplicavelmente maravilhoso vir a acreditar que existe um Poder Superior mim, separado e independentemente de mim mesmo. Acredito que o sentimento de separação que experimento entre eu e Deus um dia desaparecerá. Enquanto isso, a fé deve servir como estrada para o centro de minha vida.

11 de Fevereiro

OS LIMITES DA AUTOCONFIANÇA

Perguntamo-nos por que os tínhamos (os medos). Não foi por falta de autoconfiança?

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 

Comentários de um membro...
Todos os meus defeitos de caráter me separam da vontade de Deus. Quando ignoro minha ligação com Ele, me encontro sozinho enfrentando o mundo e o meu alcoolismo e não me resta outro recurso senão a autoconfiança.
Nunca achei segurança e felicidade através da teimosia, e o único resultado obtido é uma vida de medo e descontentamento. Deus fornece o caminho de volta para Ele e à sua Dádiva de serenidade e conforto. Porém, primeiro devo estar disposto a conhecer meus medos e entender suas origens e poder sobre mim. Freqüentemente peço a Deus para ajudar-me a entender como me separo Dele.

10 de Fevereiro

ALCANÇANDO O “LADO ESPIRITUAL”

Quantas vezes sentamos em reuniões de AA e ouvimos o orador declarar: “Porem, ainda não alcancei o lado espiritual.” Antes desta declaração ele descreveu o milagre da transformação que ocorreu com ele – não somente sua libertação do álcool mas também uma completa mudança em sua atitude perante a vida e como vivê-la. É aparente para quase todos os demais que ele recebeu uma grande dádiva. “... exceto que ele parece não se aperceber disto ainda! Nós sabemos muito vem que este questionamento individual, no prazo de seis meses ou um ano, nos dirá que ele encontrou a fé em Deus.

LINGUAGEM DO CORAÇÃO

 

Comentários de um membro...
Uma experiência espiritual pode ser a realização de uma vida que no passado parecia vazia e desprovida de significação e é agora alegre e plena. Hoje na minha vida a prece e a meditação diárias, juntamente com a vivência dos Doze Passos, trouxe-me uma paz interior e um sentimento de pertencer que me faltava quando estava bebendo.

09 de Fevereiro

EU NÃO DIRIJO ESPETÁCULO

Quando nos tornamos alcoólicos, abatidos por uma crise auto-imposta que não podíamos adiar ou evitar, tivemos que encarar, sem medo, a proposição de Deus é tudo ou nada. Deus existe ou não existe. Qual seria a nossa opção.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 

Comentários de um membro...
Hoje minha opção é Deus. Ele é tudo. Por isso sou realmente grato. Quando penso que estou dirigindo o espetáculo, estou bloqueando Deus em minha vida. Rogo para que possa lembrar-me disto quando permito a mim mesmo ser levado a erros pelo ego. A coisa mais importante é que hoje estou disposto a crescer espiritualmente e que Deus é tudo. Quando estava tentando parar de beber da minha maneira, nunca funcionou: com Deus e AA está funcionando. Isso parece ser um pensamento simples para um alcoólico complicado.

08 de Fevereiro

CONVENCENDO O "MR. HYDE"

Mesmo assim. à medida em que talhávamos esses princípios, a paz e a alegria ainda nos fugiam. É esse o estágio a que muitos de nós AAs veteranos chagamos. E é um lugar crítico literalmente. Como poderá o nosso inconsciente - do qual ainda jorram tantos dos nossos medos, compulsões e falsas aspirações - ser levado a alinhar-se com o que nós realmente acreditamos, sabemos e queremos? De que maneira convencer nosso tolo, raivoso e oculto "MR. Hyde" torna-se nossa principal tarefa.

O MELHOR DE BILL

     Assistencia regular às reuniões, servir e ajudar aos outros, é a receita que muitos tentaram e acharam que funciona.Quando me afasto destes principios básicos, meus velhos hábitos brotam de novo e meu antigo ego reaparece com todos os seus medos e defeitos, O obejtivo final de cada membro de AA é a sobriedade permanente, conseguida Um Dia de Cada Vez.

07 de Fevereiro

UM CAMINHO PARA FÉ

A verdadeira humildade e a mente aberta poderão nos conduzir à fé. Toda reunião de AA é uma segurança de que Deus nos levará de volta à sanidade, se soubermos nos relacionar corretamente com Ele.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

Comentários de um membro...
Minha ultima bebedeira deixou-me num hospital totalmente quebrado. Foi então que fui capaz de ver meu passado flutuar na minha frente. Percebi que por causa da bebida, tinha vivido todos os pesadelos que pudera haver imaginado. Minha própria teimosia e obsessão para beber levaram-me para um abismo escuro de alucinações, apagamentos e desespero. Finalmente vencido, pedi ajuda a Deus. Sua presença convenceu-me para que acreditasse. Minha obsessão pelo álcool foi tirada e minha paranóia foi suspensa. Não estou mais com medo. Sei que minha vida é saudável e sã.

06 de Fevereiro

UM PONTO DE REAGRUPAMENTO

“Portanto o Segundo Passo é o ponto de reagrupamento para todos nós. Sejamos agnósticos ateus ou ex-crentes, podemos nos agrupar neste Passo.”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

Comentários de um membro...
Sinto que o programa de AA é inspirado por Deus e que Deus está presente em todas as reuniões. Eu vejo, acredito, e vim a saber que AA funciona porque permaneci sóbrio hoje. Voltei minha vida para AA e para Deus, indo a uma reunião de AA. Se Deus está em meu coração e em tudo o mais, então sou uma pequena parte de um todo e não sou único. Se Deus está no meu coração e me fala através de outras pessoas, então eu devo ser um canal de Deus para outras pessoas. Devo procurar fazer Sua vontade vivendo os princípios espirituais e minha recompensa será a sanidade e sobriedade emocional.
 

05 de Fevereiro

UMA LIBERTAÇAO GLORIOSA

“A partir do momento em que desisti de argumentar comecei a ver e a sentir. Nesse instante, o segundo passo, sutil e gradualmente, começou a se infiltrar em minha vida. Não posso dizer a ocasião e a data em que vim a acreditar num poder superior a mim mesmo, certamente, tenho esta crença agora. Para adquiri-la bastou-me parar de lutar e praticar o restante do programa de AA. Com o maior entusiasmo de que dispunha.”

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

Comentários de um membro...
Depois de anos satisfazendo a uma “desenfreada obstinação”, o Segundo Passo tornou-se para mim uma libertação gloriosa de ficar sozinho. Nada agora é mais doloroso ou intransponível na minha jornada. Alguém estar sempre aqui para compartilhar comigo as cargas da vida. O segundo passo tronou-se uma forma de reforçar minha relação com Deus, e agora percebo que minha insanidade e meu ego estavam curiosamente ligados. Para livrar-me do anterior devo entregar este a alguém com os ombros muito mais largos que os meus.

04 de Fevereiro

QUANDO A FÉ ESTÁ PERDIDA


“às vezes AA é aceito com maior dificuldade pelos que perderam ou rejeitaram a fé do que pelos que nunca a tiveram, pois acham que já experimentaram a fé e esta não lhes serviu. Experimentaram viver com fé e sem fé.”




OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇOES

Comentários de um membro...


Tão convencido estava que Deus tinha me abandonado que ao final tornei-me provocador, embora soubesse que não devia agir assim e mergulhei numa ultima bebedeira. Minha fé tornou-se amarga e não foi por coincidência. Aqueles que já tiveram uma grande fé atingem o fundo com mais dificuldade.
Levou tempo para que minha fé reconhecesse mesmo tendo vindo para AA. Estava intelectualmente agradecido por sobreviver a queda tão vertiginosa, mas meu coração sentiu-se endurecido. Ainda assim, persisti com o programa de AA: as alternativas eram muito triste! Continuei assistindo as reuniões e aos poucos, minha fé foi ressurgindo.

03 de Fevereiro

PREENCHENDO UMA LACUNA

Bastava para o caso fazermo-nos uma lacônica pergunta: “Creio agora ou estou disposto a crer que exista um Poder Superior a mim mesmo?” uma vez que um homem possa responder que crê ou quer acreditar, asseguramos-lhe enfaticamente que está no caminho do êxito.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 Sempre fui fascinado com o estudo dos princípios científicos. Estava emocional e fisicamente distante das pessoas enquanto procurava o Conhecimento absoluto. Deus e espiritualidade eram exercícios acadêmicos, sem significado. Era um moderno homem de ciência, o conhecimento era o meu Poder Superior. Colocando a equação na posição correta a vida era apenas outro problema.

Mas meu ego interior estava morrendo pela solução proposta pelo meu homem exterior para os problemas da vida e a solução sempre foi o álcool. Apesar de minha inteligência, o álcool tornou-se meu poder superior. Foi através do amor incondicional que emana das pessoas de AA e das reuniões, que fui capaz de descartar o álcool como meu poder superior.

A grande lacuna estava preenchida. Não estava sozinho e separado da vida. Tinha encontrado um verdadeiro Poder Superior a mim mesmo, tinha encontrado o amor de Deus. Existe somente uma equação que realmente me importa agora. Deus estar em AA.

02 de Fevereiro

SALVO POR RENDER-SE

É por uma característica do chamado alcoólico típico ser egocêntrico e narcisista, ser dominado por sentimentos de onipotência e ter intenção de manter a todo custo sua integridade interior... Interiormente o alcoólico não aceita ser controlado pelo homem ou por Deus. Ele, o alcoólico, é e precisa ser – o dono de seu destino. Lutará até o fim para preservar essa posição.

AA ATINGE A MAOIRIDADE

O grande mistério é: Por que alguns de nós morrem de alcoolismo, lutando para preservar a independência de nosso ego, enquanto outros conseguem ficar sóbrios em AA aparentemente sem esforços? A ajuda de um poder superior, a dádiva da sobriedade, aconteceu para mim quando um inexplicável desejo de parar de beber coincidiu com minha disposição de aceitar as sugestões dos homens e mulheres de AA. Precisei render-me, pois somente alcançando Deus e meus companheiros eu poderia ser salvo 

01 de Fevereiro

ALVO: SANIDADE

“... o Segundo Passo, sutil e gradualmente, começou a se infiltrar em minha vida. Não posso dizer a ocasião e a data em que vim a acreditar num Poder Superior a mim mesmo, mas certamente tenho essa crença agora”.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES.

 “Viemos a acreditar”. Eu acreditava da boca pra fora quando sentia vontade ou pensava que ficaria bem. Eu realmente não confiava em Deus. Não acreditava que Ele se preocupava comigo. Continuei tentando mudar as coisas que eu não podia mudar. Aos poucos, de má vontade, comecei a colocar tudo nas mãos de Dele dizendo: “Você é onipotente, então tome conta disto.” Ele tomou. Comecei a ter respostas para os meus problemas mais profundos, para o trabalho, comendo um lanche, ou quando estava adormecido. Percebi que eu não tinha pensado naquelas soluções – um Poder Superior a mim mesmo as estava dando.
Eu vim a acreditar.

23 de Janeiro

AINDA TENDO ALEGRIA?

Não somos pessoas tristes. Se os recém-chegados não encontrassem alegria e felicidade na nossa existência, não a iriam querer. Insistimos absolutamente em gozar a vida. Tentamos não gastar muito tempo em especulações sobre a situação das nações nem carregamos nas costas os problemas do mundo.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 Quando minha própria casa está em ordem, acho que as diferentes partes de minha vida são mais manejáveis. Despido da culpa e do remorso que escondiam meus anos de bebida, estou livre para assumir meu próprio papel no universo, mas esta condição requer manutenção. Devo parar e perguntar a mim mesmo: “Ainda estou tendo alegria?” Se achar que responder a esta pergunta estar difícil ou doloroso, talvez esteja me levando a sério demais – e achando difícil admitir que extraviei-me na maneira de trabalhar o programa para manter minha cãs em ordem. Penso que a dor que sinto é uma maneira que meu Poder Superior tem para chamar a atenção, induzindo-me a avaliar o meu desempenho. O pouco tempo e esforço tomados, para fazer funcionar o programa - inventario relâmpago, por exemplo, ou fazer reparações, quando for apropriado – bem valem o esforço.

22 de Janeiro

MANTNHA-O SIMPLES

Poucas horas depois eu me despedi do Dr. Bob... O maravilhoso e amigo sorriso estava em seu rosto, quando me disse quase brincando: Lembre-se Bill, não deixe que isto se acabe. “Mantenha-o Simples!” Saí sem poder dizer uma palavra. Esta foi a ultima vez que o vi.

AA ATINGE A MAIORIDADE

Após anos de sobriedade eu, de vez em quando, pergunto a mim mesmo: “É possível que seja tão simples?” Logo, nas reuniões, vejo antigos cínicos e céticos que caminhando pela estrada de AA; saíram do inferno: empacotando suas vidas, sem álcool, em seguimentos de vinte e quatro horas, durante os quais eles praticam alguns poucos princípios da melhor maneira que lhes é possível. E de novo, me dou conta que, embora não seja sempre fácil, se o mantenho simples, funciona. 

21 de Janeiro

SERVINDO MEU IRMAO

O membro de AA fala ao recém chegado, não com espírito de grandeza, mas com o espírito de humildade e fraqueza.

AA ATINGE A MAIORIDADE

 Enquanto passam os dias em AA peço a Deus para guiar meus pensamentos eminhas palavras ao falar. Neste labor de continua participação na Irmandade, tenho muitas oportunidades de falar. Assim, freqüentemente peço a Deus para me ajudar a observar meus pensamentos e palavras, que elas possam ser verdadeiras e próprias reflexões de nosso programa; focalizar minhas aspirações mais uma vez para procurar Sua direção; para me ajudar a ser realmente agradável e amável, prestativo e curativo, mas sempre cheio de humildade e livre de qualquer traço de arrogância.


Talvez hoje eu tenha que enfrentar atitudes ou palavras desagradáveis; recursos típicos do alcoólico que ainda sofre. Se isto vier a acontecer, tomarei um momento para concentrar-me em Deus e então ser capaz de responder de uma perspectiva de compostura, força e sensibilidade.

20 de Janeiro

PARAMOS... E PERGUNTAMOS

No decorrer do dia, quando agitados, ou em dúvida, fazemos uma pausa e pedimos pelo pensamento ou ação certa

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

Hoje humildemente, peço ao meu Poder Superior pela graça de encontrar o espaço entre meu impulso e minha ação de deixar soprar uma brisa refrescante quando eu responderia acaloradamente, de interromper a ferocidade com a paz gentil, de aceitar o momento que permita que o julgamento se torne discernimento de preferir o silêncio quando minha língua for impedida a atacar ou defender.
Prometo observar toda oportunidade de voltar-me ao meu Poder Superior em busca de direção. Sei onde estar este poder: ele reside dentro de mim, tão claro como um riacho das montanhas, oculto nas colinas – ele é o Recurso Interior Desconhecido.
Agradeço ao meu Poder Superior por esta palavra de luz e verdade que vejo quando permito a ele dirigir minha visão.
Acredito nele e espero que ele acredite em mim para fazer todo esforço para encontrar hoje o pensamento e ação certa.

 

19 de Janeiro

A FÉ A TODA HORA

A fé precisa estar em ação durante as vinte e quatro horas do dia, dentro e através de nós, ou morremos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 

Comentários de um membro...
A essência de minha espiritualidade, e minha sobriedade, se baseia na fé diária em um Poder Superior. Preciso lembrar e confiar no Deus do meu entendimento enquanto prossigo em todas as minhas atividades diárias. Como é confortante para mim o conceito de que Deus funciona dentro e através das pessoas. Quando faço uma pausa no meu dia, lembro-me de exemplos concretos e específicos da presença de Deus? Estou assombrado e enaltecido pelos numero de vezes que este poder é evidente? Estou dominado pela gratidão da presença de Deus na minha vida de recuperação. Sem esta força onipotente em cada uma das minhas atividades cairia novamente nas profundezas de minha doença - e morreria.

18 de Janeiro

UMA BEBIDA AJUDARIA

Voltando atrás em nossas próprias historias de bebida, nós poderíamos mostrar que, anos antes de perceber, estávamos fora de controle, que nossa maneira de beber, mesmo naquela época, não era apenas hábito, mas era de fato o inicio da progressão fatal

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES.

...comentários de um membro...

Quando eu estava bebendo, não podia responder qualquer situação da vida como podiam outras pessoas mais saudáveis. O menor incidente desencadeava um estado de espírito que, acredite, eu tinha que beber para entorpecer meus sentimentos. Mas o entorpecimento não melhorava a situação, então procurava uma saída na garrafa. Hoje preciso estar consciente do meu alcoolismo. Não posso me permitir acreditar que ganhei o controle sobre minha maneira de beber – ou novamente pensarei que ganhei o controle sobre a minha vida. Tal sentimento de controle é fatal à minha recuperação.

17 de Janeiro

A FELICIDADE VEM CALMAMENTE

“O problema conosco, os alcoólicos, era este; exigimos que o mundo nos desse felicidade e paz de espírito, porém, queríamos consegui-la numa ordem especial: pela rota do álcool. E não tivemos sucesso. Mas, quando como com o tempo descobrimos algumas das leis espirituais e nos familiarizamos com elas e as colocamos em prática, então conseguimos felicidade e paz de espírito...Parecem existir algumas regras que temos que seguir, mas,as felicidade e paz de espírito estão sempre ali, abertas e de graça para qualquer um.”

DR. BOB E OS BONS VETERANOS.

  

...comentários de um membro...

A simplicidade do programa de A. A., me ensina que felicidade não é alguma coisa que eu “exigir”. Vem par mim calmamente enquanto sirvo aos outros. Oferecendo minha mão para o ingressante ou para alguém que recaiu, descubro que minha própria sobriedade foi recarregada com gratidão e felicidade indescritíveis.

16 de Janeiro

ATINGINDO O FUNDO

Por que toda esta insistência que todo AA deve primeiro atingir o fundo do poço? A resposta é que poucas pessoas tentarão praticar o programa de AA sinceramente, a menos que tenham chegado ao fundo. Pois, praticar os restantes onze Passos do programa, significa a adoção de atitudes e ações que quase nenhum alcoólico que está ainda bebendo pode sonhar em fazer.

DR. BOB E OS BONS VETERANOS.

 ...comentários de um membro...

Atingindo o fundo do poço minha mente abriu e fiquei disposto a tentar algo diferente. O que tentei foi AA, pode se comparar como aprender a andar de bicicleta de pela primeira vez. A. A. tornou-se minha bicicleta de treinamento e minha mão de apoio. Não é que eu desejasse tanto de ajuda; simplesmente não queria voltar a sofrer essas coisas novamente. Meu desejo de evitar voltar ao fundo novamente foi mais forte que meu desejo de voltar a beber. No começo isso foi que me manteve sóbrio. Porém, após algum tempo, descobri a mim mesmo trabalhando os Passos o melhor que podia. Em breve percebi que minhas atitudes e ações estavam mudando aos poucos. Um dia de cada vez, senti-me bem comigo mesmo, com os outros, e minhas feridas começaram a cicatrizar. Agradeço a Deus pela bicicleta de treinamento e a minha mão de apoio que escolhi chamar de Alcoólicos Anônimos.

15 de Janeiro

UM RECURSO INTERIOR DESCONHECIDO

Com poucas exceções nossos membros descobrem que tinham tocado num recurso interior desconhecido, o qual eles em breve identificam com sua própria concepção de um Poder Superior a eles mesmos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS.

 ...comentários de um membro...

Desde os meus primeiros dias em AA enquanto lutava pela sobriedade, encontrei esperança nessa palavra de nossos co-fundadores. Muitas vezes ponderei sobre a frase: “Eles tocaram num recurso interior desconhecido”. Como? Perguntava a mim mesmo, poso encontrar o Poder dentro de mim, quando sou tão impotente? No tempo certo, como os co-fundadores prometeram despertou em mim sempre tive a escolha entre a bondade e o mal, entre o altruísmo e o egoísmo, entre serenidade e o medo. Esse Poder Superior a mim mesmo é uma dádiva original que eu não reconhecia até conseguir uma sobriedade diária vivendo através dos Doze Passos de A. A..

14 de Janeiro

SEM REMORSOS

Nós não lamentaremos o passado, nem nos recusaremos a enxergá-los.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS.

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Uma vez sóbrio, comecei a ver como a minha vida foi desperdiçada e experimentei uma culpa esmagadora e sentimentos de remorso. O Quarto e o Quinto Passos do programa ajudaram-me a enormemente aliviar aqueles problemas de remorsos.

Aprendi que meu egocentrismo e minha desonestidade vinham muito da minha maneira de beber, e eu bebia porque era um alcoólico. Agora vejo que mesmo as minhas experiências mais repugnantes do passado podem se transformar em ouro, porque, como um alcoólico sóbrio, posso compartilhá-las para ajudar meus companheiros alcoólicos, principalmente os que estão chegando.

Sóbrio por muitos anos em AA, não tenho mais remorsos pelo passado; sou simplesmente cheio de gratidão por estar consciente do amor de Deus e da ajuda que posso dar aos outros na Irmandade. 

13 de Janeiro

NÃO ACONTECE DA NOITE PARA O DIA

Nós não estamos curados do alcoolismo. O que realmente temos é um indulto diário dependendo da manutenção de nossa condição espiritual.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS.

 ...comentários de um membro...

 

A fantasia alcoólica mais comum parece ser: “Se eu apenas não beber, tudo ficará bem.” Desde que a névoa clareou para mim, vi – pela primeira vez – a confusão que tinha se tornado em minha vida. Tinha problemas familiares, no meu trabalho, financeiros e legais; estava agarrado a velhas idéias religiosas; havia aspectos do meu caráter que eu não queria ver porque  eles me convenceriam, facilmente que eu estava sem esperanças e me empurrariam novamente para a fuga. O Livro Grande guiou-me na resolução de todos os meus problemas. Mas não aconteceu da noite para o dia – e com certeza não foi automático – sem nenhum esforço de minha parte. Preciso sempre reconhecer a compaixão de Deus e suas bênçãos, que iluminam qualquer problema que tenho que enfrentar.

12 de Janeiro

ACEITANDO NOSSAS CIRCUNSTÂNCIAS ATUAIS

Nosso primeiro problema é aceitar nossas circunstâncias atuais como elas são a nós mesmos como somos e as pessoas em torno de nós momo elas são. Isto é adotar uma humildade realista sem a qual não se pode nem mesmo começar a realizar progressos. Novamente precisamos voltar a este desagradável ponto de partida. È um exercício de aceitação que podemos praticar com vantagens todos os dias de nossas vidas.
Desde que evitemos, arduamente, tornar este levantamento realista dos fatos da vida em desculpas irreais para a apatia e o derrotismo, eles podem ser o alicerce seguro sobre o qual pode ser construídos uma saúde emocional aumentada e, portanto, o progresso espiritual.

NA OPINIÃO DE BILL.

 ...comentários de um membro...

 

Quando estou tendo uma fase difícil para aceitar pessoas, lugares ou acontecimentos, volto a esta passagem, o que me alivia bastante do medo subjacente, em relação aos outros, ou às situações que a vida me apresenta. O pensamento me permite ser humano e não perfeito, e recobrar a minha paz de espírito.

11 de Janeiro

PASSO 100%

Somente o Primeiro Passo, onde admitimos inteiramente que somos impotentes perante o álcool, pode ser praticado com absoluta perfeição.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 ...comentários de um membro...

 

Muito antes de conseguira alcançar a sobriedade em A. A. eu sabia, sem nenhuma dúvida, que o álcool estava me matando mas mesmo com esse conhecimento, fui incapaz de parar de beber. Assim, quando encarei o Primeiro Passo, foi fácil admitir que me faltava força para não beber. Mas, que tinha pedido o domínio de minha vida? Nunca. Cinco meses após ter chegado em A. A. estava bebendo novamente e imaginando por quê.

Mais tarde, de volta a A. A. e sentindo a dor de minhas feridas, aprendi que o Primeiro Passo é o único que pode ser praticado 100%. E que a única maneira para praticá-lo é aceitar esse Passo 100%. Desde então , já se passaram muitas 24 horas e não precisei praticar novamente o Primeiro Passo.

10 de Janeiro

PERMANECEMOS UNIDOS

Aprendemos que precisamos admitir, do fundo de nossos corações, que éramos alcoólicos. Este é o primeiro passo para a recuperação. È preciso destruir a ilusão de que somos ou poderemos ser como as outras pessoas.

ACOÓLICOS ANÔNIMOS

 

...comentários de um membro...
 
Procurei Alcoólicos Anônimos porque era incapaz de controlar minha maneira de beber. Foram as reclamações de minha mulher, ou talvez do delegado que me forçou a ir às reuniões de A. A., ou ainda no íntimo do meu próprio ser sentisse que não podia beber como os outros. Alcoólicos Anônimos é uma irmandade de homens e mulheres unidos contra uma doença comum e fatal. Nossas vidas estão ligadas umas com as outras, como os sobreviventes num barco salva-vidas no mar. Se trabalharmos juntos, chegaremos salvos à praia.

09 de Janeiro

UM ATO DA PROVIDENCIA

Realmente é terrível admitir que com o copo na mão temos convertido nossas mentes numa obsessão tão grande por beber destrutivamente que somente um ato da Providencia pode removê-la de nós.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

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Meu ato da Providencia  (manifestação de cuidado e direção divina) veio quando experimentei a falência total do alcoolismo ativo – tudo que tinha algum significado em minha vida havia ido embora. Telefonei pra Alcoólicos Anônimos e, a partir daquele instante minha vida nunca mais foi a mesma. Quando penso naquele momento tão especial, sei que Deus estava agindo em minha vida bem antes que eu fosse capaz de conhecer e aceitar conceitos espirituais. O copo foi arriado através desse único ato da Providencia  e minha jornada pela sobriedade começou. Minha vida continua se expandindo com o cuidado e a direção divina. O Primeiro Passo, no qual admiti que era impotente perante o álcool, que tinha perdido o domínio de minha vida, tornou-se mais um significado para mim um dia de cada vez – na salvadora de vidas, vivificante Irmandade de Alcoólicos Anônimos.

08 de Janeiro

EU TENHO UMA ESCOLHA

O fato é que muitos alcoólicos, por razoes ainda desconhecidas, perderam o poder de escolha com relação à bebida. Nossa tão falada força de vontade torna-se praticamente inexistente.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 ...comentários de um membro...

.

 Minha impotência perante o álcool não cessa quando paro de beber.  Mesmo na sobriedade. Eu não posso beber.

A escolha que tenho de fato é de recorrer e usar o “estojo de ferramentas espirituais”  (Alcoólicos Anônimos). Quando faço isso, meu Poder Superior me alivia de minha falta de escolha – e me mantém sóbrio por mais um dia. Se eu pudesse escolher não tomar uma bebida hoje, onde estaria então minha necessidade de A. A. ou de um Poder Superior?

08 de Janeiro

EU TENHO UMA ESCOLHA

O fato é que muitos alcoólicos, por razoes ainda desconhecidas, perderam o poder de escolha com relação à bebida. Nossa tão falada força de vontade torna-se praticamente inexistente.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 ...comentários de um membro...

.

 Minha impotência perante o álcool não cessa quando paro de beber.  Mesmo na sobriedade. Eu não posso beber.

A escolha que tenho de fato é de recorrer e usar o “estojo de ferramentas espirituais”  (Alcoólicos Anônimos). Quando faço isso, meu Poder Superior me alivia de minha falta de escolha – e me mantém sóbrio por mais um dia. Se eu pudesse escolher não tomar uma bebida hoje, onde estaria então minha necessidade de A. A. ou de um Poder Superior?

07 de Janeiro

NO PONTO CRUCIAL


As meias medidas de nada nos ajudaram. Ficamos no ponto Crucial. Entregando-nos totalmente e pedimos Sua proteção e cuidado.


ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 ...comentários de um membro...

 

Todos os dias eu me encontro em momentos decisivos. Meus pensamentos e ações podem impedir-me para o crescimento ou levar–me de volta para os velhos hábitos e a bebida. Algumas vezes os momentos decisivos são começos, como quando decido começar a elogiar, ao invés de condenar alguém. Ou quando começo a pedir ajuda ao invés de fazer as coisas sozinho. Outras vezes momentos decisivos são pontos finais, como quando vejo claramente a necessidade de parar ressentimentos apodrecidos ou egoísmos aleijantes. Muitos me tentam diariamente: logo, todo dia também tenho oportunidade de tomar conhecimento deles. De uma forma ou de outra meus defeitos de caráter aparecem diariamente: autoc-ondenação, raiva, fuga, orgulho, desejo de vingança ou grandiosidade.

Tentar meias medidas para eliminar estes defeitos apenas paralisa meus esforços para mudar. Somente quando peço a Deus me ajude, com total entrega, é que me torno disposto – e capaz – para mudar.

06 de Janeiro

A VITÓRIA DA RENDIÇÃO


Percebemos que somente através da derrota total somos capazes de dar os primeiros passos na direção da libertação e da força. Nossa admissão de impotência pessoal finalmente produz o alicerce firme sobre o qual, vidas felizes e significativas podem ser construídas.







OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

 

...comentários de um membro...

 Quando o álcool influenciava cada faceta de minha vida, quando as garrafas tornaram-se o símbolo de toda minha auto-indulgência e permissividade, quando vim a perceber que, por mim mesmo, não podia fazer nada para vencer o poder do álcool, percebi que não tinha outro recurso a não ser a rendição. Na rendição encontrei a vitoria – vitoria sobre minha egoística auto-indulgência, vitória sobre minha resistência teimosa à vida como era dada para mim. Quando parei de lutar contra tudo e contra todos, comecei a caminhada para a serenidade e paz.  

 

 

05 de Janeiro

ACEITAÇÃO TOTAL


Ele não pode imaginar a vida sem álcool. Algum dia será incapaz de imaginar a vida com álcool ou sem ele. Então conhecerá a solidão como poucos. Estará no fim da linha. Desejará o fim.


ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

  
 

...comentários de um membro...

Somente um alcoólico pode entender o exato significado duma declaração como esta. O padrão duplo que me manteve preso como um alcoólico ativo também me encheu de terror e confusão. “Se eu não beber vou morrer”, competia com “Se continuar bebendo, isto vai me matar”. Ambos os pensamentos compulsivos sempre me puxavam mais para o fundo. Esse fundo produziu uma aceitação total do meu alcoolismo – sem qualquer reserva – e algo que foi absolutamente essencial para minha recuperação. Foi um dilema deferente de qualquer coisa com a qual tivesse me deparado antes, mas, como descobri mais tarde era algo necessário para ter sucesso no programa.

04 de Janeiro

COMECE ONDE VOCÊ ESTÁ

Sentimos que a eliminação de nossas bebedeiras é apenas um começo.
Bem mais importante é a demonstração de nossos princípios em nossos lares, ocupações e outros assuntos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, pp. 42, 43

 

Normalmente é fácil para mim ser agradável com as pessoas no cenário de A. A.. Enquanto trabalho para permanecer sóbrio, celebro com meus companheiros de A. A. nossa libertação comum do inferno da bebida. Freqüentemente não é difícil espalhar alegres notícias para meus velhos e novos amigos no programa.

Porém, em casa ou no trabalho, a história pode ser diferente. É nessas duas situações que tornam-se mais evidentes as pequenas frustrações do dia-a-dia; onde pode ser difícil sorrir ou dar uma palavra amável ou um ouvido atento. É fora das salas de A. A. que encaro o teste real da eficiência de minha caminhada através dos Doze Passos de A. A.   

 

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 12

03 de Janeiro

IMPOTÊNCIA

Admitimos que éramos impotente perante o álcool, que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

...comentários de um membro...

Não é coincidência que o Primeiro Passo mencione impotência. Uma admissão de impotência pessoal perante o álcool é a pedra fundamental do alicerce da sobriedade.
Aprendi que não tenho o poder e o controle que uma vez pensei ter. Sou impotente sobre o que as pessoas pensam sobre mim. Sou impotente até por ter perdido o ônibus. Sou impotente sobre como as outras pessoas praticam (ou não praticam) os Passos. Mas, também aprendi que não sou impotente perante algumas coisas. Não sou impotente perante minhas atitudes. Não sou impotente perante a negatividade. Não sou impotente sobre assumir responsabilidades por minha própria sobriedade. Tenho o poder de exercer uma influência positiva sobre mim mesmo, as pessoas que amo e o mundo em que vivo.
 

02 de Janeiro

PRIMEIRO, O ALICERCE

A sobriedade é tudo que devemos esperar de despertar espiritual? Não, sobriedade é apenas um simples começo.

NA OPINIÃO DE BILL

 

...comentários de um membro...
Praticar o programa de AA é como construir uma casa.
Primeiro tenho que vazar uma grande e ampla laje de concreto sobre a qual construirei a casa. Isso, para mim, foi o equivalente a parar de beber. Mas é muito desconfortável viver sobre uma laje de concreto, desprotegido e exposto ao calor, frio, vento e chuva. Assim eu construirei um quarto sobre a laje ao começar a praticar o programa. O primeiro quarto foi vacilante porque eu não estava acostumado ao trabalho. Mas com o passar do tempo, praticando o programa, aprendi a construir quartos melhores. Quanto mais eu construía, mais confortável e feliz ficava a casa em que agora vivo.

01 de Janeiro

EU SOU UM MILAGRE

O fato central de nossas vidas hoje é a absoluta certeza de que o Criador entrou em nossos corações, de maneira realmente milagrosa, fazendo por nós o que nunca poderíamos fazer por nós mesmos.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

...comentários de um membro...

Realmente este é um fato na minha vida hoje, e um milagre real. Eu sempre acreditei em Deus, mas nunca pude dar um significado a esta crença.
Graças a Alcoólicos Anônimos, agora confio e conto com Deus como eu o entendo, estou sóbrio graças a isto!
Aprender a confiar e a contar com Deus foi algo que eu nunca poderia fazer sozinho. Agora acredito em milagres porque eu sou um!

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